sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A inversão do glamour

A temporada de premiações do cinema norte-americano parecia que estava na mão do pop star Steven Spielberg e o seu "Lincoln" (EUA, 2012). Mas um tal de Ben Affleck vem tomando conta da festa. Ele, que ficou em segundo plano depois de alcançar o estrelato junto do amigo Matt Damon em "Gênio Infomável" (EUA, 1996), assumiu, mais uma vez, o papel atrás das câmeras em "Argo" (EUA, 2012).

O longa é baseado em fatos verídicos sobre a invasão de uma embaixada dos Estados Unidos no Teerã, no final dos anos 70, e abocanhou os prêmios principais no Globo de Ouro (Melhor Filme de Drama) e nos Sindicatos dos Produtores e dos Diretores, derrubando, assim, o "todo poderoso" de Hollywood. Dizem que esses prêmios são um termômetro para o Oscar, que acontece no próximo dia 24.

Se assim o for, das 12 indicações de "Lincoln", teoricamente, o longa de Spielberg só levaria a de melhor ator, para Daniel Day-Lewis, e alguns outros poucos técnicos. Na concorrência, o que se tem de grande é Tarantino, e o seu "Django Livre" (EUA, 2012), que vem dividindo a crítica e o público. Além deles, temos uma Katherine Bigelow, que parece estar disposta a lutar mesmo contra o "terror".

"Amor", de Michael Haneke, entra na disputa também, mas já está na lista de Melhor Filme Estrangeiro, tendo grandes possibilidades de levar a estatueta. No mais, o cinema norte-americano não traz nada de novo, a não ser a inversão desse negócio que chamam de glamour.

Nenhum comentário:

Postar um comentário