sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Uma homenagem à pornochanchada


Quando se fala em pornochanchada, muitos de nós já olhamos para o movimento com certo desprezo. Os intelectuais da época efervescente desse tipo de cinema, então, nem se fala. A pornochanchada teve sua produção iniciada em meados da década de 70 e foi, no decorrer dos anos 80, que se tornou um grande sucesso comercial no Brasil.

O tom quase pornográfico dessas produções atraía milhões de brasileiros às telas do cinema. O que pouco se discute é o fato de a pornochanchada, na verdade, trabalhar em cima de uma estética debochada para debochar da então situação pela qual passava o País. Bom, é o que alguns olhares enxergam, mas isso não importava à maioria do público.

E a 8a edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, que encerrou as atividades nesta quinta-feira, 1, em Salvador, resolveu fazer uma homenagem ao movimento desprezado pela “elite intelectual” brasileira. Com retrospectivas de grandes diretores da pornochanchada, o Panorama reviveu, especialmente a década de 80, levando ao público a quase pornografia, o deboche e a nostalgia para quem viveu o período. 

Nas competitivas baianas, produções de estéticas radicais, como Rua dos Bobos e Amém, outras com princípios mais formais, a exemplo de O Velho e os Três Meninos, ou ainda mais objetivos, e narrativamente progressivas, como Arremate. Na competitiva nacional, algumas consagrações, com a presença do premiado O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho. 

No final, para os organizadores o saldo foi positivo, tanto de público, quanto de filmes selecionados. Ano que vem, a promessa é ter mais!

Já já, uma cobertura mais completa!

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