sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Confira os atores selecionados para a adaptações de Quincas Berro D' Água na UniJorge


Os alunos do curso de Produção Audiovisual da UniJorge estão preparando adaptações de Quincas Berro D' Água, em homenagem ao centenário do autor baiano. Nos dias 10 e 12 de setembro, foram realizados os testes de elenco para a seleção de atores. Confira abaixo os selecionados:

Equipe 01

Leandro Rocha – Curió
Evaldo Maurício – Negro Pastinha
Tiago Querino – Pé-de-vento
Ednei Alessandro – Cabo Martin
Catarine Barreto – Vanda
Julio Cesar Melo – Seu Jorge
Gil Reis – Homem
Rose Vitório – Empregada
Diego Souza – Moleque

Equipe 02

Luma Belfort - Vanda
Thor Medrado - Leonardo
Paulo Bittenca - Santeiro
Salete Saraiva - Creuza (vizinha)
Gabriela Viana - Baiana
Lucival Almeida - Médico
Evaldo Mauricio - Kleber
Adrielle - Jussara (amiga da Baiana)

Equipe 03

Clarissa Gonçalves -Vanda
Lika Ferraro - Otacília
Ridson Reis - Jornaleiro
Urias Lima – Mestre Manuel
Evelin Buchegger - Quitéria
Ewerton Matos - Entrevistador


Equipe 04

Tiago Querino - Pé-de-vento
Luci Carvalho - Quiteria
Ednei Alessandro – Cabo Martin
Leandro Rocha - Curió
Evaldo Maurício – Negro Pastinha
Paulo Bitenca – Mestre manuel
Luma Belfort– Maria Clara

sábado, 15 de setembro de 2012

Atores convidados

Fernando Neves e Lucy Carvalho vão compor o elenco dos curtas adaptados pelos alunos de Produção Audiovisual da Jorge Amado, interpretando, respectivamente, Quincas Berro D´água e Quitéria. Fernando Neves, que acompanhou uma das seleções de atores para as produções, no dia 12 de setembro, bateu um papo com a gente. Confira!


Estudantes da UniJorge iniciam produção de Quincas Berro D´água

Seleção de atores na UniJorge



Não poderia ser diferente, como disse a professora do curso de Produção Audiovisual da UniJorge, Ceci Alves. No ano do centenário de Jorge Amado, os alunos do curso estão trabalhando em uma adaptação do livro Quincas Berro D´água. O processo de seleção de atores já começou, no último dia 10.

E o trabalho está com um reforço de peso: o produtor de elenco Elson Rosário está orientando os alunos no que diz respeito à preparação de atores; o ator Fernando Neves interpretará Quincas; já a atriz Lucy Carvalho também participará das produções, interpretando a personagem Quitéria.



A professora Ceci Alves informa que os trabalhos devem estar finalizados até o início de novembro. “Para além da lata”, reforça. Ao lado dela, o professor Max Bittencourt também coordena as produções. São quatro equipes que trarão abordagens individuais de trechos específicos do livro. “Como os curtas são realizados por pequenas equipes, o livro foi dividido em quatro partes e a cada equipe coube uma livre adaptação do romance de Jorge Amado”, informa o professor Max Bittencourt.  

Os alunos têm um limite de cinco minutos para cada adaptação. O tamanho do livro foi um dos critérios para a escolha. “Além de ser um livro gostoso, de ser cômico, sem falar do universo rico de Jorge Amado, com personagens e questões contemporâneas”, complementa Max. Ceci, no entanto, reforça que, apesar do tamanho, não se trata de um trabalho mais simples. “É preciso ter um timing para comédia, o que não é fácil”, diz.

A professora reforça ainda que o trabalho é uma espécie de “tubo de ensaio” para o mercado. Para Max, representa o desafio de mergulhar no universo de produção bem próximo ao modo profissional. “Nós, professores estamos tentando reproduzir exatamente todas as etapas de produção de um projeto de ficção”, explica.

Vale ressaltar que o trabalho de adaptação no curso de Produção Audiovisual já faz parte do calendário. Entretanto, neste ano, ganhou um tom especial, por conta do centenário de Jorge Amado. “Agora, os alunos estão se deparando com um projeto que, ainda que acadêmico, necessita de uma estrutura complexa e bem orquestrada para acontecer, assim como qualquer outra produção de ficção”, finaliza Max.

Confira abaixo a cobertura dos testes de elenco:


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fomento ao audiovisual no sul da Bahia

Galera do Pixelando, em Itabuna

De 6 a 9 de setembro, a cidade de Itabuna, no sul da Bahia, foi palco do Pixelando, uma iniciativa do Núcleo de Produções Artísticas e da Panorâmica Produções. A programação incluiu um ciclo de debates, exibição de filmes, palestras, além da projeção de curtas produzidos na região

De acordo com Edson Bastos, diretor da Panorâmica Produções o Pixelando surgiu da necessidade de formação de plateia e mão-de-obra para o audiovisual, no interior da Bahia. “Partindo do virtual, do site www.pixelandoonline.com.br, no qual foram disponibilizadas sete oficinas gratuitas e on-line, surgiu a necessidade de observar presencialmente aquilo que planejamos para a internet. Foi então que realizamos a primeira versão do Pixelando em Itabuna”, explicou.

As oficinas têm o objetivo de atualizar o público sobre as possibilidades de produção, utilizando teoria e prática, para que os alunos entendam o pensar e o fazer. “São oficinas individuais, mas que num determinado momento os alunos se unem para elaborar um vídeo coletivo”, afirma Edson. (veja o resultado do vídeo abaixo).

Para ele, o evento é também um momento de interação com profissionais que estão atuando no mercado de trabalho, trazendo a possibilidade de ampliar os horizontes para além do sul da Bahia, no que diz respeito à qualificação e renovação do conhecimento e de valorização dos profissionais locais. E outros projetos já estão planejados para o sul da Bahia. “Já temos confirmados a MUSA - Mostra Universitária Sulamericana de Audiovisual, nos dias 15 a 18 de outubro de 2012, e o FECIBA - Festival de Cinema Baiano, de 25 a 30 de março de 2013, ambos em Ilhéus”, revela Edson.



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Filmes gratuitos e bate-papo com os diretores: dá pra todo mundo conferir


A programação das Quartas Baianas desse dia 12 de setembro traz os filmes Lindeiras, de Bruno Saphira e Tenille Bezerra, e Sala de Milagres, de Claudio Marques e Marília Hughes. Como de costume, as exibições serão na Sala Walter da Silveira, às 19h. A entrada é gratuita. 
Os diretores dos dois filmes estarão no local pra bater um papo com o público após as projeções, que devem durar cerca de 30 minutos.  

Sala de Milagres retrata um dia e uma noite na romaria de Bom Jesus da Lapa, no sertão baiano. Já Lindeiras é um filme que trata do sertão, histórico e também mítico, que aos poucos perde espaço e se desfaz. 

Agende-se
Quartas Baianas - Filmes baianos sempre às quartas-feiras! 
Dia 12/09, às 19h, na Walter da Silveira
Entrada gratuita


domingo, 2 de setembro de 2012

História viva do cinema baiano


“São mais de 180 filmes. Parei de contar a uns 15 anos”. O currículo de Roque Araújo, realmente, não é nem um pouco contido. “Só não fui maquiador”, lembra o cineasta de 75 anos, dos quais 54 dedicados ao cinema. Roque continua na ativa e hoje acumula também o cargo de coordenador da Dimas (Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia). São três títulos de Doutor Honoris Causa por universidades nacionais e internacionais.



Amigo pessoal de Glauber Rocha, Roque era uma daquelas pessoas de extrema confiança do cineasta. Depois do imbróglio envolvendo o filme A Idade da Terra, que Glauber queria manter com quatro horas e meias de duração e sem numeração de rolos, a Embrafilmes vetou o direcionamento do diretor. Assim, ele picotou o filme e entregou o material restante a Roque para que ele vendesse a uma fábrica de vassoura o derretesse para extrair a prata e fazer um colar para dona Lúcia (mãe de Glauber).

Roque preferiu preservar o material. Depois da morte do amigo, ele resolveu dar um destino à película “extra” de A Idade da Terra. Foi então que nasceu No Tempo de Glauber, um documentário sobre um dos embriões do Cinema Novo dirigindo o seu último filme. Pouco mais de duas décadas a frente, Roque faz mais uma homenagem ao amigo, lançando Glauber Rocha:  Em Defesa do Cinema Brasileiro.

São imagens e entrevistas inéditas, através das quais acompanhamos o processo criativo do cineasta e sua militância em prol do cinema nacional. São documentos históricos preservados por Roque Araújo e agora podem ser conferidos em filme (o DVD está a venda na Dimas por R$ 15).

Como disse o próprio Roque, para contar tanta história, seria necessário uns cinco dias de entrevista para resgatar a trajetória do cinema baiano, da qual o cineasta também contribuiu de forma significativa. A luta mais recente é por um lugar para abrigar o museu do audiovisual, que está provisoriamente na Galeria Pierre Verger, nos Barris.

Para ouvir um pouco mais, confira a entrevista que realizamos com Roque Araújo na última sexta-feira, 31, lá mesmo, no museu do audiovisual.