quinta-feira, 31 de maio de 2012

Homenagem a um visionário

Antes de Glauber Rocha, a Bahia tinha Roberto Pires, um precursor do cinema no nosso Estado. O próprio Glauber dizia que, se o cinema na Bahia não existisse, Roberto Pires o teria inventado. O Instituto Memória Roberto Pires foi criado por iniciativa de um de seus filhos, Petrus Pires, que quer preservar a memória do pai, morto em 2001.

Agora, quem presta homenagem ao visionário cineasta é a Associação Baiana de Imprensa (ABI), que inaugura, em sua sede, a Sala Roberto Pires, um espaço voltado para exibir e debater cinema. A inauguração será neste sábado, dia 2 de junho, às 15h. Será exibido o filme Abrigo Nuclear (1982), de Roberto Pires, uma das poucas ficções científicas produzidas no Brasil.

Após a exibição, haverá um bate-papo com o cineasta André Luiz de Oliveira. Esse é o início de uma série de diálogos sobre cinema, que contarão com a exibição de filmes e conversas com cineastas, jornalistas e críticos de cinema.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O documentário dos nossos sonhos perdidos


Werner Herzog é um cineasta diferenciado. É só ver a sua abordagem em filmes como Lessons of Darkness (1992), uma poesia apocalíptica sobre o Kwait, no período de guerra, rodada em 16 mm, em meio ao fogaréu dos poços de petróleo. Nesta semana, conferi um documentário mais recente, intitulado Caverna dos Sonhos Perdidos (2010).

O cineasta e sua equipe (que, na ocasião, foi reduzida a quatro pessoas) tiveram uma autorização sem precedentes para filmar dentro da caverna Chauvet (cujo nome foi dado em homenagem ao seu descobridor), localizada no sul da França, que guarda um tesouro artístico da humanidade: pinturas rupestres que seriam as mais antigas das quais se têm registro atualmente em nosso planeta (mais de 32 mil anos).

A partir daí, somos levados a uma expedição pela história da arte enquanto documento de percepção da realidade ao nosso redor. Herzog faz paralelos com os artifícios de sobrevivência dos seres humanos daquela época, com o apoio de arqueólogos e historiadores. Acima disso, conseguimos perceber ainda mais a importância da arte como meio de expressão.

São desenhos com traços muito bem definidos, alguns até sugerindo movimento (o que Herzog chamou de uma espécie de primórdio da experiência de proto-cinema). Os desenhos retratam principalmente animais e algumas poucas figuras surrealistas (como a junção de um homem e um leão). Através delas, vamos tentando deduzir o porquê de aquelas obras estarem ali e quais os seus reais significados, que foram evaporados com o tempo.

Em certas sequencias, somos convidados a “ouvir” o silêncio da caverna ou, simplesmente, contemplar aquelas imagens, fantásticas, por sua estética e por suas significâncias artística e histórica.

 Em determinado momento, o cineasta faz uma reflexão sobre o próprio fazer documentário, como forma de construir um olhar sobre a nossa realidade. E, nesse ínterim, nos questionamos: até que ponto estamos falando de um reflexo fiel do nosso real? Trata-se de uma construção espontânea ou algo forjado sobre o qual olhamos e nos enxergamos como parte da posteridade? Seriam os nossos sonhos perdidos?

De certa forma (inconscientemente ou não: isso nunca vamos saber), era o que queriam aqueles artistas: deixar um legado histórico sobre sua vivência naquele período. Muito mais do que um registro, aquilo era a construção de sua realidade, um olhar original e esteticamente bem trabalhado sobre algo que os circundava. Aquilo, em sua forma mais primitiva, mas espontânea, não deixou de ser um documentário.     

domingo, 27 de maio de 2012

Crítica: Os Vingadores


O cinema que não é arte

Carlos Baumgarten

Quem faz parte da geração dos anos 80, especialmente as pessoas do sexo masculino, certamente, deve se lembrar dos seriados japoneses que animavam as tardes da antiga Rede Manchete. Jaspion, Jiban, Changeman, só pra citar alguns exemplos, eram a “tosqueira” pura e simplesmente. Mas era a moda e fazia sucesso, com aqueles personagens maléficos de maquiagem forte e figurino exagerado, que lutavam contra nossos heróis de movimentos bruscos em um balé a la trash.

Pois bem, antes deles, tivemos a era dos comics, disputada acirradamente entre a Marvel e a DC, ou entre Homem-Aranha, X-Men e companhia limitada e Super-Homem, Batman e por aí vai. Todos tinham um motivo de ser e um foco. Em pleno século XXI, no entanto, vemos uma falta de objetivo por parte dessas superproduções de Hollywood, que estão trazendo os heróis dos quadrinhos de volta. Aliás, têm um objetivo bem claro: arrecadar bilhões ao redor do mundo. Mas só isso.

Os Vingadores é uma dessas produções. Fui conferir em uma sala comercial daqui de Salvador. Começando pelo local, lotado, mesmo já tendo estreado há algum tempo, boa parte do público não parava de conversar em toda a projeção. Isso sem contar aqueles que tentavam fotografar a tela com os seus celulares. O objetivo dos produtores, sem dúvida, foi alcançado. Não é a toa que Robert Downey Jr, que incorpora o Homem de Ferro, vai receber US$ 50 milhões, por conta do sucesso de bilheteria.

O longa reúne heróis pop da Marvel. Hulk, Capitão América, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Home de Ferro e Thor são convocados para uma batalha contra o “perverso” vilão interplanetário Loki (que é irmão de Thor) para evitar uma catástrofe mundial. Basicamente, esse é o enredo, não passando de uma premissa para a construção de cenas espetaculosas, muitas lutas coreografadas, explosões, perseguições, equilibradas a doses de humor.

A maior parte desses heróis já foi levado às telas em produções “independentes”. Lembra de Incrível Hulk (2008), com Edward Norton, Homem de Ferro (2008), com o mesmo Downey Jr, Thor (2010) e Capitão América (2011)?

Mas o roteiro é um grande fiasco aliado às interpretações forçosas dos atores, em um elenco que inclui astros experientes, como Samuel L. Jackson e Scarlet Johansson. Quando falei no início do texto sobre aqueles heróis toscos japoneses dos anos 80, estava querendo evidenciar a primeira referência que tive ao ver a projeção de quase duas horas. Aquelas expressões de bravuras desses heróis são tão forçadas quanto os movimentos daquelas moscas fantasiadas de Tóquio.

E não podemos nem colocar a responsabilidade em cima do pobre diretor Joss Whedon, afinal, sabemos que ele é apenas um mero funcionário em uma produção desse porte, e não tem nem o controle total sobre o corte final.

O vilão interplanetário é, também, ultrapassado, ingênuo e tem um figurino nada original. Leia-se: não estamos falando de mentiras excessivas, afinal, “assinamos” o contrato de veridicção. Estamos falando de um roteiro que parece que parou no tempo. Os produtores apoiaram-se na evolução gráfica dos efeitos especiais, para criar cenas milaborantes, planos sequências digitais, que parecem ter sido rodados com super gruas. Tudo é artificial ao extremo, mesmo se tratando de um filme de super-heróis.

É muito diferente de Superman – O Filme, dirigido por Richard Donner, em 1978, ou, mais recentemente, da nova roupagem de Batman, de Christopher Nolan, ou ainda o Homem-Aranha, de Sam Raimi, que conseguem aliar os espetáculos dos efeitos especiais a algo menos ridículo e mais convincente, no sentido fantasioso.   

Os Vingadores é um tipo de filme muito bem definido em um processo industrial: enlatado e voltado única e exclusivamente para o entretenimento. O público é formado por pessoas que procuram esse entretenimento ou então pelos fanáticos dos comics da Marvel. Resultado: pouca concentração. Não podemos chamar isso de cinema ou, sendo menos radical, não podemos chamar esse cinema de arte. Já ouvi algumas pessoas falando que cinema não é arte. Sob a ótica de produções como essa, realmente, não é.     

Confira a programação do Cine Nostalgia para junho

Dia 01 às 15:00 hs filme " TEMPESTADE SOBRE WASHINGTON " ano -1962 ( USA )
Atores - Henry Fonda, Charles Laughton, Don Murray e Gene Tieney
Diretor - Otto Preminger - Drama - Livre - 139 min.
 
Dia 02 às 15:00 hs filme " ARABESQUE " ano - 1966 ( USA )
Dia 03 às 16:00 hs ( O MESMO FILME )
Atores - Gregory Peck, Sophia Loren, Alan Badel e Kierom Moore.
Diretor - Stanley Donen - Policial - 16 anos - 105 min. 
 
Dia 07 às 15:00 hs filme " LEÃO NO INVERNO " ano - 1968 ( USA )
Atores - Katherine Hepbum, Peter O'Toole e Anthony Hopkins
Diretor - Anthony Harvey - Drama/Epico - Livre - 134 min.
 
Dai 08 às 15:00 hs filme " 25° HORA "  ano -1967 ( USA )
Atores - Anthony Quinn, Virna Lisi, Gregoire Aslan e Michael Redgrave,
Diretor - Henri Verneuil - Drama - 12 anos - 130 min.
 
Dia 09 às 15:30 hs filme " ADEUS ÀS ILUSÕES " ano - 1965 ( USA )
Dia 10 às 16:00 hs ( O MESMO FILME )
Atores - Elizabethe Taylor, Richard Burton, Eva Marie Saint e Charles Bronson
Diretor - Vincente Minnelli - Drama - 14 anos - 116 min.
 
Dia 14 às 15:00 hs filme " ACORRENTADOS " ano - 1958 ( USA )
Atores - Tony Curtis, Sidney Poitier, Theodore Bikel, Charles McGraw
Diretor - Stanley Kramer - Policial - 12 anos - 95 min.
 
Dia 15 às 15:00 hs filme " O DIABO FEITO MULHER " ano -1952 ( USA )
Atores   -  Marlene Dietrich, Arthur Kennedy, Mel Ferrer e Glória Henry
Diretor - Fritz Lange - Faroeste - 14 anos - 85 min.
 
Dia 16 às 15:30 hs filme " O PRÍNCIPE ENCANTADO " ano - 1957 ( USA )
Dia 17 às 16:00 hs ( O MESMO FILME )
Atores - Marylin Monroe, Laurence Olivier e Sybil Thomdike
Diretor - Laurence Olivier - Romance - Livre - 117 min.
 
Dai 21 às 15::00 hs filme " O PIRATA SANGRENTO ' ano - 1952 ( USA )
Atores - Burt Lancaster - Nick Cravat, Eva Bartok e Cristopher Lee.
Diretor - Robert Siodmak - Aveneteura - Livre - 104 min.
 
Dia 22 às 15:00 hs filme " JÚLIO CESAR  ano - 1953 ( USA )
Atores - Marlon Brando, James Mason, John Gielgud Greer Garson e Débora Keer
Diretor - Joseph Mankiewiez - Drama - 12 anos - 121 min
 
Dia 23 às 15: 30 hs filme " ANNA E O REI DO SIÃO " ano - 1946 ( USA )   02 Oscar
Dia 24 às 16:00  hs( O MESMO FILME )
Atores - Irene Dunne, Rex Harrison, Linda Darneil e J. Lee Cobb 
Diretor - John Crowell  -  Drama -  Livre - 128 min
 
Dia 28 às 15:00 filme " FOGO DE OUTUNO " 1940 ( USA )
Atores - Walter Huston, Ruth Chatterton, Paul Lukas e David Niven
Diretor - William Wyler - Romance - 12 anos - 101 min.
 
Dia 29 às 15:00 filme " BOOMERANG " ano -1974 ( USA )
Atores - Dana Andrews, Lee J. Cobb, Jane Wyatt e Arthur Kennedy 
Diretor - Ekia Kazan - Policial - 12 anos - 90 min.
  
Dia 30 às 15:30 hs filme " DO MUNDO NADA SE LEVA " ano -1940 ( USA )  02 Oscar
Atores - Jean  Arthur, Lyonel Barrymore, James Stewart e Edward Arnold
Diretor - Frank Capra - Comédia - Livre - 126 min.


O Cine Nostalgia funciona no Teatro da Barra, na Rua Marques de Caravelas, bairro da Barra, em Salvador. O ingresso custa R$ 6.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O olhar da história

Fotos: Carlos S. Baumgarten
Walter Webb, Roque Araújo e Hamilton Correia
O que era pra ser um workshop com uma presença razoável de pessoas, acabou tornando-se um bate-papo mais informal e agradável. Walter Webb, cineasta baiano que vive fora da terra há mais de 40 anos, está em Salvador para realizar a sua Oficina de Cinema, na qual trabalha produção, roteiro e direção. Como prévia do evento, o cineasta realizou um workshop no último domingo, dia 20 de maio.

Na verdade, o workshop serviu como complemento ao documentário de Paulo Hermida, O Cinema Foi à Feira, que resgata a história de A Grande Feira, de Roberto Pires, o precursor do cinema baiano. Não tinha muita gente no local. Junto com Walter, estavam uma das histórias vivas da cinematografia baiana, Roque Araújo, e o crítico de cinema Hamilton Correia, grande fomentador da sétima arte no nosso Estado.

Walter Webb conviveu com os grandes nomes do cinema novo baiano, entre eles, Glauber Rocha. Acompanhou nascimento dessa arte na Bahia e desenvolveu uma carreira no exterior, trabalhando inclusive em produções comerciais, como O Exorcista 2, e com estrelas de ordem mundial, a exemplo de Charlton Heston e Sophia Loren. E ele viu também o cinema baiano, praticamente, desaparecer.

A recuperação dá-se, hoje, graças aos meios digitais, que estão possibilitando que outras pessoas tenham acesso à produção e agreguem visões diferenciadas dessa linguagem cinematográfica. Entre algumas curiosidades levantadas por Webb, está a verdadeira autoria da frase “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”. “Essa frase é creditada ao Glauber, mas, na verdade, é de Paulo César Saraceni (morto no mês passado), que filmou O Desafio (1965) sem roteiro definido”, lembra.

“Glauber tinha uma frase que nem todos conhecem, mas que, na minha opinião, era ainda mais genial: ´Sou um cineasta, portanto, não me cobrem coerência’”, revela Webb.

O tão almejado Oscar para o Brasil, na verdade, também já chegou. Nos últimos anos, quando os filmes tupiniquins estão na concorrência do mais pop dos prêmios cinematográficos, o povo brasileiro torce como se estivesse numa Copa do Mundo. Em 1959, Orfeu do Carnaval conquistou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela França.

O filme era uma co-produção entre Brasil e França. Era uma adaptação de uma peça de Vinicius de Morais, que traça um triângulo amoroso em uma favela do Rio de Janeiro durante o Carnaval. Segundo Walter Webb, 88% dos recursos de produção eram do Brasil. No entanto, o governo brasileiro na época não queria que um filme que exaltasse a cultura negra representasse o País no exterior. Resultado: os produtores franceses inscreveram o filme como uma produção da França e arrebatou, além do Oscar, a Palma de Ouro em Cannes e uma série de outros prêmios.   

O diretor trouxe também uma mostra do troféu criado por ele mesmo: o cineasno. Na obra, vemos um burrinho sentado na cadeira de diretor. O troféu, segundo Webb, é entregue a quem é digno do prêmio. Uma produção da qual ele participou, inclusive, foi premiada com o cineasno: Revoada (2008).

Não sei se foi o domingo, a chuva forte ou o desinteresse no assunto, mesmo daqueles que sobrevivem ou tem olhares sobre a sétima arte. O fato é que essa é uma daquelas poucas oportunidades em Salvador de se discutir cinema, o fazer, a produção, a história, as desavenças e tudo o que se possa colocar em uma roda de panos limpos ou sujos. Walter Webb estará na cidade, ministrando sua oficina, que começa hoje, dia 21, e prossegue até o dia 1º de junho. O evento acontece no Colégio 2 de Julho

sábado, 19 de maio de 2012

Brasil em Cannes já é tradição

O Festival de Cannes começou na última quarta-feira. Já é tradição o cinema brasileiro marcar presença por lá. O nosso cinema, por sinal, será homenageado neste ano, com uma mostra organizada por Hilda Santiago, do Festival do Rio. Walter Salles também apresenta o seu novo filme, On The Road, que não é uma produção totalmente tupiniquim, mas leva assinatura, obviamente, do cineasta.

E uma galera jovem, lá do Rio Grande do Sul, também fortalece a imagem do País no Festival. O pessoal da Avante Filmes está presente em Cannes com a apresentação de um curta que vai compor o projeto Microgrant. Já estão por lá, de black tie e tudo! Relembre a entrevista feita com esses jovens sobre o projeto clicando aqui.

                                            Reprodução Facebook
Galera da Avante Filmes em Cannes

Walter Webb realiza oficina em Salvador

O cineasta baiano Walter Webb (foto) volta a Salvador para realizar sua Oficina de Cinema. O evento vai acontecer entre 21 de maio e 1º de junho, no auditório do tradicional Colégio Dois de Julho. Mas antes, será realizada uma prévia dessa oficina. No domingo, Webb vai reunir alguns de seus amigos da época do Cinema Novo para discutir rumos da cinematografia baiana ao longo desses anos. O encontro será na sala Walter da Silveira, das 10h às 13h, e terá a exibição do filme A Grande Feira, de Roberto Pires.

Entre os convidados do encontro de domingo estão Braga Neto, Roque Araújo, Paulo Hermida e Petrus Pires.

Então, agende-se:

WALTER WEBB DEBATE SOBRE CINEMA E FALA DE SUA OFICINA!
Local: Sala Walter da Silveira- Rua General Labatut, 27- Barris

OFICINA TOTAL- CINEASTA WALTER WEBB MINISTRA OFIICNA PRODUÇÃO, ROTEIRO E DIREÇÃO.
PERÍODO: 21 DE MAIO A 1º DE JUNHO.
INSCRIÇÕES: cinemaemcena@hotmail.com
MAIORES INFORMAÇÕES: www.nucleoderedacao.com.br
ONDE: COLÉGIO 02 DE JULHO -Av. Leovigildo Filgueiras, 81- Garcia

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Multimídia

O todo poderoso não está aqui

Foto: Divulgação/CUAL
Galera do CUAL na produção de Fake-Me
Apesar de estarmos num ambiente sem nicotina e sem cafeína, discutimos muito cinema e, principalmente, a coletivização. O CUAL produz em conjunto. Não existe um “todo poderoso” num set de filmagem de uma produção do Coletivo. O lema é viabilizar ideias e concretizar projetos.

Marcus Curvelo foi o idealizador do Fake-Me. Ele dirigiu o filme também, mas fez questão de reforçar que se trata de um trabalho com a assinatura do CUAL. Marcus destacou também que, apesar de sair “triste” de muitas reuniões sobre o roteiro, ficou feliz com o feedback da galera. “Foi a sétima versão do roteiro que filmamos. E é bom ter esse feedback da equipe com quem você trabalha”, disse.

Nesta segunda parte da entrevista, o grupo fala um pouco do Fake-Me e do futuro (e do presente também). Lembre-se, o CUAL é formado por Álvaro Andrade, Bianca Muniz, Bruno Guimarães, Danilo Umbelino, Deise Valente, Francisco Gabriel Almeida, Luan Santana Marques, Marcus Curvelo e Ramon Coutinho.


sábado, 12 de maio de 2012

Multimídia

Pelo coletivo do cinema


Foto:Deise Carneiro
CUAL filmando o curta Caminho Mais Próximo de Casa
“Está nos manuais mais básicos... Cinema é coletivo”. Era um final de tarde de domingo. Estava batendo um papo com uma galera jovem que faz cinema aqui em Salvador e não abre mão do conceito de coletividade. “Cinema é coletivo”, disse Ramon Coutinho, um desses jovens formados pelo BI de Artes da UFBA.


É verdade. Todo mundo sabe, principalmente aqueles que são do meio, que cinema é coletivo, afinal, envolve um complexo trabalho em equipe. Mas nem todos pensam assim ou evidenciam esse fato. Inclusive, aqueles que são do meio. Fincam-se os nomes, mas não se exalta a coletividade. O CUAL – Coletivo Urgente de Audiovisual – é um desses grupos que vão na contramão dessa incongruência. 


O Coletivo já é coletivo pelo nome. Foi formado há cerca de um ano e reúne estudantes de cinema, audiovisual e composição que tem um interesse, uma vontade em comum: fazer, produzir e fomentar a sétima arte. E em um ano, muita coisa já foi feita. Muitos filmes, mesmo com recursos mínimos. Um deles, intitulado Fake-Me, foi premiado na última edição do Festival de Cinema Universitário da Bahia, que aconteceu em março.   


Foto: Divulgação/CUAL
Nos primórdios, em 2010, quando a ideia se concretizava




O grupo é formado por Álvaro Andrade, Bianca Muniz, Bruno Guimarães, Danilo Umbelino, Deise Valente, Francisco Gabriel Almeida, Luan Santana Marques, Marcus Curvelo e Ramon Coutinho. Os jovens já promovem uma mostra de curtas no espaço Solar Boa Vista, bairro de Brotas, em Salvador. Inclusive, no próximo dia 18, sexta-feira, vai rolar mais uma mostra CUAL e, na ocasião, será comemorado um ano de existência do Coletivo.


Realizamos um bate-papo com quatro dos oito integrantes do CUAL. Nesta primeira parte da entrevista, fica evidente a vontade de fazer filmes desses jovens. Mais do que isso, fica evidente a vontade cooperar em prol da produção cinematográfica. Talvez, faltem, ao nosso cinema, mais iniciativas como essas. 


Confira a primeira parte da entrevista e conheça um pouco do CUAL



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Confira os vencedores do 16º Cine PE, encerrado nesta quarta-feira, 2

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: À Beira do Caminho (Diretor: Breno Silveira)
Melhor Diretor: Flávio Frederico ( Boca)
Melhor Roteiro: Patrícia Andrade (À Beira do Caminho)
Melhor Fotografia: Lula Carvalho (Paraísos Artificiais)
Melhor Edição de Som: Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima e Armando Torres Jr. (Paraísos Artificiais)
Melhor Montagem: Quito Ribeiro (Paraísos Artificiais)
Melhor Trilha: Bid (Boca)
Melhor Direção de Arte: Alberto Grimaldi (Boca)
Melhor Ator Coadjuvante: Vinícius Nascimento (À Beira do Caminho)
Melhor Atriz Coadjuvante: Divina Brandão (Paraísos Artificiais)
Melhor Ator: João Miguel (À Beira do Caminho)
Melhor Atriz: Hermila Guedes (Boca)

Prêmio Especial do Júri Oficial: Ao compositor e músico Jorge Mautner
Prêmio Especial da Crítica: Estradeiros
Prêmio Gilberto Freyre: À Beira do Caminho
Prêmio do Júri Popular: À Beira do Caminho
Prêmio Federação Pernambucana de Cineclubes: Na Quadrada das Águas Perdidas


MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: Até à Vista (Diretor: Jorge Furtado)
Melhor Diretor: Thais Fujinaga (Filme: L)
Melhor Roteiro: Jorge Furtado (Até à Vista)
Melhor Fotografia: André Luiz de Luiz (Filme: L)
Melhor Montagem: Bruno Bini (Depois da Queda)
Melhor Edição de Som: Pablo Lamar (Dia Estrelado)
Melhor Trilha: Everton Rodrigues (Até à Vista)
Melhor Diretor de Arte: Amanda Ferreira (Filme: L)
Melhor Ator: Felipe de Paula (Até à Vista)
Melhor Atriz: Sofia Ferreira (Filme: L)

Prêmio Especial do Júri: A Fábrica (Diretor: Aly Muritiba)
Prêmio Especial da Crítica: Isso não é o Fim (Diretor: João Gabriel)
Prêmio do Júri Popular: Depois da Queda (Diretor: Bruno Bini)
Prêmio Aquisiçao do Canal Brasil: Di Melo-O Imorrível (Diretores: Alan Oliveira e Rubens Pássaro)
Prêmio ABD-APECI: Na sua Companhia, de Marcelo Caetano, e L, de Thais Fujinaga
Prêmio Federação Pernambucana de Cineclubes: Qual Queijo você Quer?


MOSTRA DE CURTAS PERNAMBUCANOS

Melhor Filme da Mostra Pernambuco: Poeta Urbano (Diretor: Antônio Carrilho)
*Por revelar as sinceras entranhas da poesia urbana

-2 menções honrosas para o filme Koster: ao ator Sérgio Menezes e ao diretor de Arte Dantas Suassuna (pela erudição da pesquisa e pela fantasia nas soluções).

-1 menção honrosa para Sandra Possani, atriz do filme Canção para Minha Irmã