terça-feira, 3 de abril de 2012

Conteúdo de qualidade depende da base

Carlos Baumgarten



Crie-se uma agência de regulação de TV! Temos muita porcaria em nossas programações, seja na TV aberta, seja nos canais pagos. Mas, a verdade é que conteúdos produzidos exclusivos para TV receberem verbas vindas de uma agência que deveria fomentar o cinema soa meio escroto, diante da pindaíba em que vivemos em nossa sétima arte. Mas, como já é praxe, e a justificativa é o fomento à produção audiovisual como um todo, então, aceitemos de bom grado.

“O comitê gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que distribui recursos para projetos cinematográficos e audiovisuais, vai liberar R$ 55 milhões para projetos de televisão neste ano. O valor é mais do que o dobro do investido no ano passado no setor: R$ 20 milhões”. Saiu na Folha de S. Paulo, ontem.

Ninguém pode negar que as televisões arrecadam muito com a ignorância do povo brasileiro, muito mais do que o cinema. Além do mais, é preciso que esse controle de conteúdo seja imposto à programação aberta, afinal, se pagamos por algo, é porque queremos aquilo, e impor que a programação fechada tenha uma cota determinada para produção nacional, é privar a liberdade de escolha de quem paga para tentar fugir do brejo que é a televisão brasileira hoje em dia.

Se for pra regular, vamos começar da base, pela educação, criar limites às imposições globais ou as brigas entre deus e o diabo. Com um povo mais educado, não precisamos aguentar circos como o Big Brother e outros lixos que tanto afetam o nosso bem-estar diante do entretenimento medíocre que é servido à gente (ou ao qual somos servidos).

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