sábado, 25 de fevereiro de 2012

“Saia justa” em 1999

Martin Scorsese e Robert De Niro entram no palco para entregar um Oscar honorário a Elia Kazan (1909-2003), diretor de clássicos como Sindicato de Ladrões (1954) e Viva Zapata (1952). Sua contribuição à sétima arte é incontestável. No ativismo político, entretanto, a história é outra.

Kazan, que havia sido membro do Partido Comunista dos Estados Unidos, denunciou colegas do antigo grupo ao Comitê de Investigações de Atividades Anti-Americanas. Por essa postura, o cineasta foi duramente criticado por representantes da classe artística, como Sean Penn e o diretor Orson Welles. Penn foi um dos que criticou, abertamente, a decisão da Academia em homenagear Elia Kazan

Os defensores do cineasta, no entanto, alegam que os delatados já faziam parte de uma lista composta pelo comitê, e seriam encontrados, de um jeito ou de outro. Os críticos, por outro lado, afirmam, com convicção, que, ao fornecer informações, ele contribuiu, de maneira tática, para o macartismo. 

Fonte: Youtube

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