segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sindicato de Diretores queria contribuir com previsibilidade

Redação

Um dia antes da premiação do Sindicato de Atores, era a vez do Sindicato de Diretores anunciar os seus favoritos. Na noite de sábado, a premiação foi realizada e o grande vencedor, mais uma vez, foi O Artista. Estaria, na teoria, evidenciado um grande favorito ao Oscar, se, no dia seguinte, o Sindicato de Atores premiasse o mesmo filme. Só que não foi o que ocorreu.

Confira os vencedores do prêmio do Sindicato de Diretores de Hollywood:

Melhor Diretor
Michel Hazanavicius - O Artista

Diretor de Documentário
James Marsh - Projeto Nim

Diretor de Telefilme ou Minissérie
Jon Cassar - The Kennedys

Diretor de Série Dramática
Patty Jenkins - The Killing”, episódio piloto

Diretor de Série Cômica
Robert B. Weide - Curb Your Enthusiasm, episódio “Palestinian Chiken

Nem Os Descendentes, nem o Artista, nem Hugo Cabret...

Redação

O grande vencedor da premiação do Sindicato dos Atores de Hollywood foi o drama racial Histórias Cruzadas. O prêmio foi entregue neste domingo, em Los Angeles. O longa foi contemplado na categoria Melhor Elenco, que equivale a Melhor Filme, mas considerando apenas os aspectos de atuação.

Histórias Cruzadas traz, em sua narrativa, a trajetória de uma jovem, recém-formada da faculdade, que sonha em ser escritora. Na Mississipi racista dos anos 60, ela resolve escrever uma obra sob o ponto de vistas de mulheres negras que cuidavam das famílias endireidadas da região sul dos Estados Unidos.

O filme, dirigido por Tate Taylor, desbancou grandes favoritos, como O Artista e Os Descendentes. Outro que vem abocanhando prêmios, A Invenção de Hugo Cabret, nem chegou a ser indicado na categoria. Aliás, nas categorias voltadas para atores, o filme de Martin Scorsese tem passado despercebido.

Para O Artista, a compensação veio com o prêmio de Melhor Ator,  mais uma vez, para Jean Dujardin.

Confira a lista completa de premiados:

Melhor elenco
Histórias Cruzadas

Melhor ator
Jean Dujardin, O Artista

Melhor atriz
Viola Davis, Histórias Cruzadas

Melhor ator coadjuvante
Christopher Plummer, Toda Forma de Amor

Melhor atriz coadjuvante
Octavia Spencer, Histórias Cruzadas

Melhor elenco de dublês
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Melhor elenco de série – drama
Boardwalk Empire 

Melhor elenco de série – comédia
Modern Family

Melhor ator de série – drama
Steve Buscemi, Boardwalk Empire

Melhor atriz de série – drama
Jessica Lange, American Horror Story

Melhor ator de série - comédia:
Alec Baldwin, 30 Rock

Melhor atriz de série – comédia
Betty White, Hot in Cleveland

Melhor ator de minissérie ou telefilme
Paul Giamatti, Too Big to Fail

Melhor atriz de minissérie ou telefilme
Kate Winslet, Mildred Pierce

Melhor elenco de dublês - TV
Game of Thrones

Festival de Tiradentes abre temporada de premiações brasileiras

Redação

Depois de oito dias de mostras, debates e homenagens, o tradicional Festival de Cinema de Tiradentes encerrou a sua 15ª edição, no último sábado, com a entrega dos prêmios nas categorias Júri da Crítica, Júri Jovem e Júri Popular. Confira os filmes contemplados neste ano:

Júri da Crítica
Prêmio Aurora de Melhor Filme – A Cidade é Uma Só?, de Adirley Queirós (DF)
Prêmio Aurora de Melhor Curta – Quando Morremos à Noite, de Eduardo Morotó (RJ)

Júri Jovem
Prêmio Aurora de Melhor Filme – HU, de Pedro Urano e Joana Traub Cseko (RJ)

Júri Popular
Melhor Curta – L, de Thais Fujinaga (SP)
Melhor Longa – O Mineiro e o Queijo, de Helvécio Ratton (MG)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

“A Eternidade de um Dia”

Redação

Às vésperas de sua morte, antes de ser enclausurado em um hospital, o escritor Alexander encontra uma carta de sua mulher, Anna. No texto, ele relembra emoções vividas há 30 anos e se dá conta do quanto os dois se amaram. A partir daí, ele resolve sair de sua casa e passa seus últimos momentos tentando ajudar um garoto albanês a cruzar a fronteira. Incentivado pelas palavras, ele tenta reviver todas as suas emoções em um único dia.

Esse é o enredo de A Eternidade de um Dia, dirigido pelo cineasta grego Theo Angelopoulos, que morreu na madrugada desta quarta-feira, depois de ser atropelado por uma moto em Atenas. O diretor, famoso pelas alegorias presentes em seus filmes e pelas referências mitológicas, era considerado por muitos o maior artista grego vivo.

Aos 76 anos, Angelopoulos buscava locações para o seu novo filme, que trataria da crise econômica vivenciada pelos países europeus, inclusive a Grécia. Diferentemente do seu conterrâneo, Costa-Gavras (que é naturalizado francês), o cineasta Angelopoulos tinha um discurso estritamente intimista e voltado para a sua terra. Comparado ao nosso cinema, podemos reverenciá-lo ao lado de Glauber Rocha.

Seus filmes eram caracterizados, justamente, pela concepção do cinema enquanto cinema. Além de alegorias e referências à mitologia grega, tecnicamente, podemos ver longos planos sequências, envolvidos por um silêncio que ajuda a prevalecer a arte cinematográfica enquanto linguagem e expressão.

Aos que acreditam, depois dos anos de militância, o porta-voz da Grécia, como se referiu o jornalista Arthur Dapieve, em artigo publicado no site O Globo, abandona este plano de maneira inesperada. “Agora, o resto é mesmo silêncio, mas Angelopoulos deveria saber que para ele a eternidade chegaria um dia”, escreveu Dapieve. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Scorsese pode levar segundo Oscar da carreira

Carlos Baumgarten

Tudo indica que a noite do dia 26 de fevereiro será de festa para duas produções. A lista deindicados ao Oscar, anunciada na manhã de hoje, dá indícios de que A Invenção de Hugo Cabret e O Artista sairão consagrados do Kodak Theater, em Los Angeles. O primeiro, dirigido por Martin Scorsese, lidera o número de indicações, com 11. Logo em seguida, está O Artista, com 10.

O diretor Martin Scorsese já levou o Globo de Ouro de Melhor Diretor. Cineasta oriundo do movimento independente, Scorsese sempre foi esnobado pela Academia, que recusou premiá-lo em filmes como Touro Indomável (1980) e Os Bons Companheiros (1991). Em 2007, no entanto, os jurados ofereceram uma espécie de prêmio de consolação, contemplando o diretor com o Oscar pelo seu trabalho em Os Infiltrados, filme que pode ser classificado de mediano a ruim, se comparado a outras obras do cineasta.

Agora, A Invenção de Hugo Cabret, primeira incursão de Scorsese na tecnologia 3D, mostra uma possibilidade de o diretor ser, de fato, reconhecido por um trabalho de qualidade. O detalhe é que estamos falando de um longa diferenciado de toda a trajetória do cineasta ítalo-americano, que sempre preferiu abordar temáticas do submundo de Nova Iorque, sua cidade natal.

A Invenção de Hugo Cabret narra a história de um órfão que vive aventuras secretas nas paredes de uma estação de trem na cidade de Paris dos anos 30. O filme vem sendo aclamado pela crítica e estreia no Brasil no próximo dia 17 de fevereiro.

O Artista vive o seu namoro com o cinema hollywoodiano. Produção francesa que retrata a transição do cinema mudo para o cinema falado, o filme vem arrebatando importantes prêmios, como Globo de Ouro, Critic´s Choice, além das premiações dos sindicatos. A disputa ainda é incerta, mas há boas possibilidades de Scorsese levar o seu segundo Oscar de direção, enquanto O Artista pode ficar com a categoria de Melhor Filme. Mesmo com os termômetros que permitem as previsões, tudo pode acontecer até o dia 26.  

Spielberg é “esquecido” pela academia

Carlos Baumgarten

Mesmo tendo sido premiado com o Globo de Ouro de Melhor Animação, As Aventuras de Tintim ficou de fora da categoria na lista do Oscar. A animação, dirigida por Steven Spielberg, levou uma indicação pela trilha sonora do compositor oficial do diretor, John Williams. Williams, que é um recordista em indicações e premiações, está sendo indicado, também, pela trilha de Cavalo de Guerra, do mesmo Spielberg.

Cavalo de Guerra, por sua vez, está indicado a Melhor Filme. Spielberg, por outro lado, foi deixado de canto na categoria Melhor Diretor. Uma contradição ou apenas “falta de espaço”? Cavalo de Guerra não é um filme excepcional, mas é conduzido de forma muito competente. Seria mais coerente indicá-lo à categoria de Melhor Diretor e deixá-lo de fora da lista de finalistas de Melhor Filme.

Mas, se analisarmos a lista, de fato, seria difícil encaixar Spielberg no caminho, já que a concorrência está forte este ano. Um dos favoritos é o seu amigo de longa data, Martin Scorsese, que já arrebatou o Globo de Ouro.   Na continuidade, temos o francês Michel Hazanavicius, de O Artista, Alexander Payne, por Os Descendentes, Woody Allen, por Meia-Noite em Paris, e o recluso Terrance Mallick, por A Árvore da Vida.

Mallick é um diretor que não gosta de aparecer e faz filmes dentro de intervalos de tempo enormes, como Stanley Kubrick fazia. No entanto, sempre procura brindar público e crítica com belíssimas obras de arte. A Árvore da Vida é uma filosofia de vida e da vida, um passeio por uma espécie de autobiografia do cineasta. No entanto, não deve passar das indicações.

Já Meryll Streep tem tudo para levar a sua terceira estatueta de Melhor Atriz, pela sua atuação como Margaret Thatcher, em A Dama de Ferro. George Clooney não foi considerado como diretor em Tudo pelo Poder, mas não foi esquecido como ator, pelo seu trabalho em Os Descendentes. Ele também foi premiado com o Globo de Ouro, o que o torna um dos favoritos a estatueta, junto com Jean Dujardin, de O Artista.

E temos um representante brasileiro na lista de indicados ao Oscar. Não estamos na lista de Melhor Filme Estrangeiro, mas concorremos pela canção original da animação Rio, composta por Carlinhos Brown e Sérgio Mendes. O único concorrente nessa categoria é a canção de Os Muppets.  O páreo é duro, pois é com a Disney, mas, dessa vez, as chances são maiores.  

A Invenção de Hugo Cabret e O Artista mostram-se favoritos no Oscar 2012

Redação

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou hoje a lista de indicados ao Oscar. A cerimônia de premiação acontece no dia 26 de fevereiro, no Kodak Theater, em Los Angeles. Confira a lista completa:

Filme
A Árvore da Vida
Os Descendentes
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
O Homem Que Mudou o Jogo
Cavalo de Guerra
O Artista
Meia-Noite em Paris
Tão Forte e Tão Perto

Direção
Woody Allen - Meia-Noite em Paris
Michel Hazanavicius - O Artista
Alexander Payne - Os Descendentes
Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret
Terrende Malick - A Árvore da Vida

Ator
Demián Bichir - A Better Life
George Clooney - Os Descendentes
Jean Dujardin - O Artista
Gary Oldman - O Espião Que Sabia Demais
Brad Pitt - O Homem Que Mudou o Jogo

Atriz
Glenn Close - Albert Nobbs
Viola Davis - Histórias Cruzadas
Rooney Mara - Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Meryl Streep - A Dama de Ferro
Michelle Williams - Sete Dias com Marilyn

Ator Coadjuvante
Christopher Plummer - Toda Forma de Amor
Jonah Hill - O Homem Que Mudou o Jogo
Kenneth Branagh - Sete Dias com Marilyn
Nick Nolte - Guerreiro
Max von Sydow - Tão Forte e Tão Perto

Atriz Coadjuvante
Berenice Bejo - The Artist
Jessica Chastain - Histórias Cruzadas
Melissa McCarthy - Missão Madrinha de Casamento
Janet McTeer - Albert Nobbs
Octavia Spencer - Histórias Cruzadas

Roteiro original
O Artista - Michel Hazanavicius
Missão Madrinha de Casamento - Jriste Wiig, Annie Mumolo
Margin Call - O Dia Antes do Fim - J.C. Chandor
Meia-Noite em Paris - Woody Allen
A Separação - Ashgar Farhadi

Roteiro adaptado
Os Descendentes - Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash
A Invenção de Hugo Cabret - John Logan
Tudo pelo Poder - George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon
O Homem que Mudou o Jogo - Steven Zaillian, Aaron Sorkin, Stan Chervin
O Espião que Sabia Demais - Bridget O'Connor, Peter Straughan

Animação
Um Gato em Paris
Chico & Rita
Kung Fu Panda 2
Gato de Botas
Rango

Canção Original
"Man or Muppet" - The Muppets - Música e Letra de Bret McKenzie
"Real in Rio" - Rio - Música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown e letra de Siedah Garrett

Trilha sonora
As Aventuras de Tintim - John Williams
O Artista - Ludovic Bource
A Invenção de Hugo Cabret - Howard Shore
O Espião que Sabia Demais - Alberto Iglesias
Cavalo de Guerra John Williams

Filme estrangeiro
Bélgica - Bullhead - Michael R. Roskam
Canadá - Monsieur Lazhar - Philippe Falardeau
Irã - A Separação - Asghar Farhadi
Israel - Footnote - Joseph Cedar
Polônia - In Darkness - Agnieszka Holland

Efeitos visuais
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
A Invenção de Hugo Cabret
Gigantes de Aço
Planeta dos Macacos: A Origem
Transformers: O Lado Oculto da Lua

Edição de som
Drive
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
A Invenção de Hugo Cabret
Transformers: O Lado Oculto da Lua
Cavalo de Guerra

Mixagem de som
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
A Invenção de Hugo Cabret
O Homem Que Mudou o Jogo
Transformers: O Lado Oculto da Lua
Cavalo de Guerra

Direção de arte
O Artista - Laurence Bennett, Robert Gould
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 - Stuart Craig, Stephenie McMillan
A Invenção de Hugo Cabret - Dante Ferretti, Francesca Lo Schiavo
Meia-Noite em Paris - Anne Seibel, Hélène Dubreuil
Cavalo de Guerra - Rick Carter, Lee Sandales

Fotografia
O Artista
Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
A Invenção de Hugo Cabret
A Árvore da Vida
Cavalo de Guerra

Figurino
Anonymous
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
Jane Eyre
W.E.

Curta metragem de animação
Dimanche/Sunday - Patrick Doyon
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore - William Joyce and Brandon Oldenburg
La Luna - Enrico Casarosa
A Morning Stroll - Grant Orchard and Sue Goffe
Wild Life - Amanda Forbis and Wendy Tilby

Curta metragem
Pentecost - Peter McDonald and Eimear O'Kane
Raju - Max Zähle and Stefan Gieren
The Shore - Terry George and Oorlagh George
Time Freak - Andrew Bowler and Gigi Causey
Tuba Atlantic - Hallvar Witz

Maquiagem
lbert Nobbs
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
A Dama de Ferro

Edição
O Artista
Os Descendentes
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
A Invenção de Hugo Cabret
O Homem Que Mudou o Jogo

Documentário longa metragem
Hell and Back Again
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Paradise Lost 3: Purgatory
Pina
Undefeated

Documentário curta metragem
The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
God Is the Bigger Elvis
Incident in New Baghdad
Saving Face
The Tsunami and the Cherry Blossom

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Crisis

Carlos Baumgarten

A linguagem cinematográfica passa por uma crise tão grande, que o principal filme desse ano é um longa que remete aos primórdios da sétima arte. E, quando falo em primórdios, digo PRIMÓRDIOS mesmo. O Artista venceu nas categorias mais importantes do Sindicato dos Diretores de Hollywood, do Sindicato de Produtores, do Critic´s Choice e do Globo de Ouro. O filme retrata a transição do cinema mudo para o cinema falado, ressaltando a decadência de grandes estrelas que não se adaptaram à chegada da banda sonora.

Outro aspecto interessante dessa odisseia vitoriosa de O Artista é que se trata de uma produção francesa idolatrada pelo cinema norte-americano. Não é pra menos. Diante da chegada da tecnologia 3D, uma transição que pode deixar à margem muita mão-de-obra do cinema, um filme preto-e-branco, quase que totalmente mudo, chega para fazer história em pleno século XXI. O diretor Michel Hazanavicius utiliza recursos considerados pioneiros na época, mas simples nos dias atuais, para narrar um drama musical com pitadas de humor.

O filme vem conquistando crítica e público por onde passa e já tem, finalmente, data de estreia por aqui: será no dia 10 de fevereiro. A tendência mostra que O Artista tem tudo para ser vitorioso na principal premiação do cinema hollywoodiano, o Oscar, cuja lista de finalistas será divulgada amanhã.   

Na era digital, onde a tecnologia fala mais alto que a arte, mais alto que a linguagem cinematográfica, nada mais oportuno do que voltar aos primórdios, resgatar as emoções transpassadas pela imagem em movimento e pela expressão do artista. O cinema é audiovisual e as imagens devem falar por si só. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Tropa de Elite 2 fora do Oscar

Carlos Baumgarten


Tropa de Elite 2 ficou de fora da disputa pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A lista preliminar deconcorrentes da categoria foi divulgada nesta quarta-feira. Na próxima semana, no dia 24, serão anunciados os finalistas em todas as categorias do Oscar, que acontece em fevereiro. Um dos fortes candidatos a receber a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro é o iraniano A Separação, que já conquistou o Globo de Ouro.

Apesar de ter tido um bom desempenho nas bilheterias, sendo o filme nacional mais assistido dos últimos tempos, e ser guiado por um roteiro ácido e abertamente crítico do sistema político brasileiro, Tropa de Elite 2 não possui um perfil para a categoria. Se observarmos os concorrentes ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, todos eles são permeados por temáticas mais introspectivas, beirando o dramático.

Se fosse um filme hollywoodiano, ou tivesse um padrinho dessa indústria, é possível que Tropa de Elite 2 concorresse em categorias como Roteiro Original, Edição, Efeitos Sonoros e por aí vai. Jamais Melhor Filme, nem Melhor Diretor, apesar da competência de José Padilha.

Existe uma regra básica evidente para os votantes da Academia. Essa regra presume a ideia de que o Oscar vive de ciclos temáticos e, acima disso, está em busca de produções que agradem os seus cerca de 6 mil jurados, a maioria, figurões da indústria cinematográfica de Hollywood.  

Enquanto em alguns períodos, super-produções, como Coração Valente (1996), Titanic (1998) e Gladiador (2001) são premiadas nas principais categorias, em outros, vemos a consagração de uma produção quase independente com uma temática delicada (Crash: No Limite, de 2006), uma espécie de mea-culpa com um diretor de renome, porém esnobado (Martin Scorsese com o mediano Os Infiltrados, de 2007) e ainda a visita ao universo bollyowoodiano, exaltado em 2008 (Quem Quer Ser Um Milionário?).

Ainda assim, a mais constante das categorias é a de Melhor Filme Estrangeiro. Por se tratar de películas faladas em outras línguas (e sabemos que os norte-americanos têm certa dificuldade com legendas), os jurados parecem sempre optar pelos trabalhos artisticamente acabados, com uma estética visceral, que confronte com os princípios da cinematografia tradicional. Aliado a isso, estão roteiros dramáticos (e, às vezes, melodramáticos), na maioria das vezes, de boa qualidade.

Apesar de Tropa de Elite 2 ser um filme bem trabalhado, bem dirigido e bem acabado, não responde aos critérios artísticos que encontramos nos finalistas à categoria de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar. A arte está implícita e o que está em evidência é a oralidade. Foi um filme direcionado para o grande público, logo, não poderia ser diferente.

E o Oscar parece ser um prêmio almejado pela população brasileira, como um sexto título de uma Copa do Mundo, afinal, a Argentina já tem duas estatuetas (A História Oficial, de 1984, e O Segredo dos Seus Olhos, de 2009).

A rivalidade exacerbada e o desejo de ser reconhecido pela indústria de cinema mais poderosa do mundo fazem muitos brasileiros esquecerem um pequeno detalhe: Oscar não é e nunca foi parâmetro de qualidade.    

Confira a lista preliminar de concorrentes ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

Bullhead - Michael R. Roskam (Bélgica)
Monsieur Lazhar - Philippe Falardeau (Canadá)
Superclásico - Ole Christian Madsen (Dinamarca)
Pina - Wim Wenders (Alemanha)
A Separação - Asghar Farhadi (Irã)
Footnote - Joseph Cedar (Israel)
Omar Killed Me - Roschdy Zem (Morocco)
In Darkness - Agnieszka Holland (Polônia)
Warriors of the Rainbow: Seediq Bale - Wei Te-sheng (Taiwan)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Tarantino divulga seus filmes favoritos de 2011

Redação

Seguindo as tradições da temporada de premiações, o cineasta Quentin Tarantino publicou, pelo segundo ano consecutivo, o seus filmes favoritos. A lista pode ser conferida no site Quentin Tarantino Archives. Entre as escolhas do diretor de Pulp Fiction, estão filmes como Meia-Noite em Paris (para ele, o melhor do ano passado) e A Pele que Habito.

A lista tem algumas pérolas do cinemão pipoca, como Lanterna Verde e Capitão América. Junto com o Critc´s Choice e o Globo de Ouro, a lista de Tarantino está prestes a entrar no seleto hall da abertura da temporada de premiações do cinema norte-americano. A diferença é que, ao invés de 100 ou 6 mil jurados, haverá apenas um. 

Em mais uma noite previsível, The Artist é consagrado no Globo de Ouro

Redação

Uma noite previsível. Assim podemos definir mais uma entrega do prêmio Globo de Ouro, que aconteceu neste domingo, em Los Angeles. The Artist, o “inovador” musical francês que retrata a passagem do cinema mudo para o cinema falado, foi o grande vencedor da 69ª edição do prêmio, junto com o filme estrelado por George Clooney, Os Descendentes. The Artist levou o prêmio na categoria Melhor Filme – Musical ou Comédia, enquanto Os Descendentes foi escolhido como Melhor Filme – Drama.

Os Descendentes é estrelado por George Clooney e narra a história, que se passa no Havaí, de um pai ausente que começa a se reaproximar da família após a sua mulher entrar em coma ao sofrer um acidente. O filme estreia no Brasil no dia 27 de janeiro.Clooney foi indicado também na categoria Melhor Diretor, pelo seu trabalho em Tudo Pelo Poder, mas perdeu para um peso pesado. Em compensação, levou o prêmio de Melhor Ator por Os Descendentes. The Artist, infelizmente, não tem previsão de estreia em nosso país.  

Quatro veteranos do cinema norte-americano também não ficaram de fora. Martin Scorsese recebeu o prêmio de Melhor Diretor pelo filme A Invenção de Hugo Cabret, que estreia no Brasil em fevereiro. Steven Spielberg disputava com a sua animação As Aventuras de Tintin (nos cinemas brasileiros também em fevereiro) e com o filme Cavalo de Guerra, que já estreou por aqui. Levou o Globo de Ouro de Melhor Animação. Cavalo de Guerra foi “esnobado” pelos jurados.

Já Woody Allen recebeu o prêmio de melhor roteiro por Meia-Noite em Paris. Por fim, Meryl Streep levou o oitavo Globo de Ouro por sua interpretação em A Dama de Ferro. O longa, que leva às telas a história de Margaret Thatcher, estreia no Brasil no próximo dia 10 de fevereiro. Apesar de previsível, vamos considerar que grande parte das premiações foi justa. Confira a lista completa de premiados da 69ª edição do Globo de Ouro:

CINEMA

FILME - DRAMA
Os Descendentes

ATRIZ - DRAMA
Meryl Streep - A Dama de Ferro

ATOR - DRAMA
George Clooney - Os Descendentes

FILME - COMÉDIA OU MUSICAL
"The Artist"

ATRIZ - COMÉDIA OU MUSICAL
Michelle Williams - Sete Dias com Marilyn

ATOR - COMÉDIA OU MUSICAL
Jean Dujardin - "The Artist"

ANIMAÇÃO
As Aventuras de Tintim

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
A Separação (Irã)

ATRIZ COADJUVANTE
Octavia Spencer - Histórias Cruzadas

ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer - Toda Forma de Amor

DIRETOR
Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret

ROTEIRO
Meia-Noite em Paris - Woody Allen

TRILHA SONORA
"The Artist" - Ludovic Bource

CANÇÃO ORIGINAL
"Masterpiece" - "W.E."

TV

SÉRIE DE TV – DRAMA
"Homeland"

SÉRIE DE TV - COMÉDIA OU MUSICAL
"Modern Family"

ATOR EM SÉRIE DE TV - DRAMA
Kelsey Grammer - "Boss"

ATOR EM SÉRIE DE TV - COMÉDIA
Matt LeBlanc - "Episodes"

ATRIZ EM SÉRIE DE TV - DRAMA
Claire Danes - "Homeland"

ATRIZ EM SÉRIE DE TV - COMÉDIA
Laura Dern - "Enlightened"

ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Idris Elba - "Luther"

ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Kate Winslet - "Mildred Pierce"

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME DE TV
Jessica Lange - "American Horror Story"

ATOR COADJUVANTE DE SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME DE TV
Peter Dinklage - "Game of Thrones"

FILME OU MINISSÉRIE DE TV
"Downton Abbey"

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Confira os indicados aos prêmios Goya

O cineasta  Pedro Almodóvar com o seu dramático A Pele Que Habito (2011) lidera as indicações aos prêmios Goya, o "Oscar" espanhol. A cerimônia de entrega da premiação acontece no dia 19 de fevereiro. Confira a lista completa de indicados. 



Melhor Filme
La voz dormida de Benito Zambrano
No habrá paz para los malvados de Enrique Urbizu
A Pele que Habito de Pedro Almodóvar
Blackthorn de Mateo Gil


Melhor Direção
 Benito Zambrano por La voz dormida
 Enrique Urbizu por No habrá paz para los malvados
 Pedro Almodóvar por A Pele Que Habito
 Mateo Gil por Blackthorn


Melhor Atriz
 Elena Anaya por A Pele que Habito
 Verónica Echegui por Katmandú, un espejo en el cielo
 Salma Hayek por La chispa de la vida
 Inma Cuesta por La voz dormida


Melhor Ator
José Coronado por No habrá paz para los malvados
Luis Tosar por Mientras Duermes
Daniel Brühl por Eva
Antonio Banderas por A Pele que Habito


Melhor Roteiro Original
Blackthorn
No habrá paz para los malvados
Eva
Meia Noite em Paris


Melhor Roteiro Adaptado
A Pele Que Habito
La voz dormida
Katmandú, un espejo en la nieve
Arrugas


Melhor Ator Coadjuvante
Juan Diego por 23- F, la Película
Raúl Arévalo por Primos
Lluís Homar por Eva
Juanjo Artero por No habrá paz para los malvados


Melhor Atriz Coadjuvante
 Maribel Verdú por De tu ventana a la mía
 Ana Wagener por La voz dormida
 Pilar López de Ayala por Intruders
 Goya Toledo por Maktub


Melhor Ator Revelação
 Adrián Lastra por Primos
 Jan Cornet por A Pele Que Habito
 Marc Clotet por La voz dormida
 José Mota por La chispa de la vida


Melhor Atriz Revelação
 María León por La voz dormida
Blanca Suárez por A Pele Que Habito
Michelle Jenner por No tengas miedo
Alba García por Verbo


Melhor Música Original
Blackthorn
Eva
A Pele Que Habito
No habrá paz para los malvados


Melhor Canção Original
De tu ventana a la mía
Verbo
Maktub
La voz dormida


Melhor Direção de Produção
Eva
Blackthorn
A Pele Que Habito
No habrá paz para los malvados


Melhor Direção de Fotografia
Blackthorn
Eva
A Pele Que Habito
No habrá paz para los malvados


Melhor Montagem
Blackthorn
Eva
A Pele Que Habito
No habrá paz para los malvados


Melhor Direção de Arte
Eva
Blackthorn
A Pele Que Habito
No habrá paz para los malvados


Melhor Figurino
Blackthorn
A Pele Que Habito
La voz dormida
No habrá paz para los malvados


Melhor Maquiagem
Blackthorn
Eva
A Pele Que Habito
No habrá paz para los malvados


Melhor Som
Blackthorn
Eva
A Pele Que Habito
No habrá paz para los malvados


Melhores Efeitos Especiais
Eva
A Pele Que Habito
Intruders
No habrá paz para los malvados


Melhor Filme de Animação
Arrugas
Carthago Nova
Papá, soy un zombi
The Little Wizard


Melhor Documentário
El cuaderno de barro
Escuchando al juez Garzón
Morente
30 años de oscuridad


Melhor Curta-Metragem de Ficção
El barco pirata
El premio
Matar a un niño
Meine liebe


Melhor curta-metragem de Animação
Alma
Nuevos tiempos
Regreso a Viridiana
Virgen Negra


Melhor Curta-metragem Documental
Birdboy
Ella
Quien aguanta más
Rosa


Melhor Filme Europeu
Jane Eyre
The Artist
Un dios salvaje
Melancolía


Melhor Filme Iberoamericano
Miss Bala de Gerardo Naranjo
Um Conto Chinês de Sebastián Borensztein
Boletos al paraíso
Violeta se fue a los cielos

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A dialética "spielberguiana"

Carlos Baumgarten


O fade out ao pôr-do-sol revela o final do filme. Mesmo antes de a tela escurecer por completo, parte do público aplaude a projeção de Cavalo de Guerra (2011), o novo filme de Steven Spielberg, que estreou no Brasil na última sexta-feira. Mesmo para aqueles que não são cinéfilos ou críticos, Spielberg acaba sendo uma atração. Entre os cineastas de todo o mundo, talvez ele seja o pop star. 


Não poderia ser diferente, diante de uma carreira a la Midas. Desde o seu primeiro grande desempenho de bilheteria (Tubarão, de 1975), o diretor coleciona uma sequencia de sucessos de público e crítica, passando por obras como Os Caçadores da Arca Perdida (o primeiro Indiana Jones, de 1980), E.T.: O Extra-terrestre (1983), Jurassic Park (1993), sendo este último o maior sucesso de bilheteria da história do cinema até a chegada de Titanic, em 1997. 


Além disso, Spielberg assinou a produção de alguns clássicos modernos, como Poltergeist: O Fênomeno (1982) e a trilogia De Volta Para o Futuro (1985, 1989 e 1990), sucessos comerciais na sua época. Recentemente, atacou de produtor novamente em Transformers e suas franquias (entre 2007 e 2009), que fez o maior sucesso entre os fãs do gênero. 


Enfim, com esse currículo, podemos concluir, sem mais delongas, que Spielberg é um diretor extremamente comercial. Ele fareja o sucesso e o dinheiro. Mas, ninguém pode negar que ele só chegou aonde chegou por competência. A sensibilidade artística de sua direção é evidente em qualquer obra, seja na mais ficcional delas (como Minority Report: A  Nova Lei, de 2002), seja nos grandes dramas de guerra (a exemplo de A Lista de Schindler, de 1993, filme que lhe rendeu o primeiro Oscar de direção). 


É verdade que boa parte dos filmes de Steven Spielberg se apegam a um moralismo e sentimentalismo piegas. Para os cinéfilos e os críticos, isso vem como uma bomba de negativismo e até de cinismo. O equilíbrio vem, justamente, da parte artística. Cavalo de Guerra enquadra-se nessa dialética “spielberguiana”. 


O filme, adaptado do livro do escritor inglês Michael Morpurgo, narra a história de amizade entre um jovem, Albert, filho de um casal de fazendeiros pobres da Inglaterra, e um cavalo, Joey. O longa situa-se no período da I Guerra Mundial, última batalha em que cavalos eram utilizados no front. Para saldar as dívidas, o pai vende o animal a um tenente do exército inglês. 


A jornada de Joey inicia-se, então. Ele passa pela mão de diversas pessoas, de nacionalidades distintas, mas com uma paixão em comum: o amor pelo animal. Joey percorre os quatro anos de guerra (entre 1914 e 1918), sobrevivendo bravamente aos campos de batalha e às adversidades. Enquanto isso, Albert, que prometeu ao cavalo encontrá-lo, independente de qualquer coisa, mantém a esperança de estar com Joey novamente. 


Com referências aos westerns dos anos 60 e aos clássicos em technicolor, como ...E O Vento Levou (1939), Cavalo de Guerra traduz atmosferas bem definidas ao longo da projeção de quase duas horas e meia. O cenário bucólico da fazenda da família Narracott, onde Joey nasce, abre o colorido da paisagem, que parece não ter fim. Ao estourar a guerra, a cor se desbota e tudo fica mais claustrofóbico. 


A parábola que conta a história de amizade entre um animal e um ser humano pode, também, ser comparada às fábulas moralistas da Disney em início de carreira. Vale ressaltar que a personagem principal não é nenhum dos atores humanos, mas sim o cavalo Joey. Os diversos animais que interpretaram o protagonista conseguem, apoiados por efeitos especiais e técnicas de fotografia, transparecer expressões. Tudo isso é embalado por uma direção competente, uma fotografia excepcional, de Janusz Kaminski (parceiro de Spielberg desde A Lista de Schindler) e pela trilha sonora de John Williams, que não é das melhores, mas caí muito bem dentro da proposta visual do diretor. 


Há que se considerar o histórico pessoal de Spielberg. Filho de um ex-combatente da II Guerra Mundial, suas temáticas bélicas sempre ressaltam os “heróis” e a “bravura” daqueles que estão no front, “lutando pela liberdade”. “O amor à pátria acima de tudo”: é o que geralmente ele quer dizer. O Resgate do Soldado Ryan (1998), que lhe proporcionou o segundo Oscar da carreira, ilustra bem o quero dizer.  


O hiato existente entre Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008) e Cavalo de Guerra pode ter criado muitas expectativas entre críticos e cinéfilos que não foram alcançadas. Porém, entre o grande público o filme dá a entender que está sendo bem aceito. É forte candidato ao Oscar (mesmo que, muito provavelmente, não passe de indicações, podendo ganhar em categorias técnicas) e está concorrendo nas principais categorias do Globo de Ouro, que será entregue no próximo dia 15 de janeiro. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ano Novo, filme novo

Redação

A Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura recebe até o próximo dia 10 de fevereiro projetos de obras audiovisuais que se encaixem em um dos direcionamentos de cinco editais de produção, lançados em 28 de dezembro do ano passado. Juntos, os editais acumulam o investimento total de R$ 17,9 milhões.

Todas as regiões do País estão contempladas e os editais são voltados para obras de longa e curta-metragem de baixo orçamento, incluindo ficção, animação e documentário. Além disso, estão sendo contemplados roteiristas profissionais e estreantes e o apoio para cinco projetos de documentário de longa-metragem com orçamento de mercado.

Para se inscrever, acesse aqui.
Outras informações podem ser obtidas através do e-mail: concurso.sav@cultura.gov.br

Abaixo, confira o resumo de cada edital:


Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Cinematográficas, Inéditas, de Ficção, de Baixo Orçamento – apoiará, com até R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais), cada umas das 10 (dez) obras cinematográficas inéditas de baixo orçamento, de ficção, com duração de até 70 (setenta) minutos com uso ou não, parcial ou total, de técnicas de animação, sendo permitida a incursão experimental com caráter de inovação de linguagem. Cuja destinação e exibição seja prioritária e inicialmente voltada ao mercado de salas de exibição. Valor total: R$12 milhões


Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Inéditas de Curta Metragem, do Gênero Ficção, Documentário e Animação – fomentará a produção de até 25 (vinte e cinco) projetos, destinando apoio individual no valor de até R$ 100.000,00 (cem mil reais). As obras cinematográficas devem ser inéditas, de curta metragem de ficção, documentário e animação, sendo permitida a incursão experimental, com caráter de inovação de linguagem. As produções devem ter duração entre 10 (dez) e 15 (quinze) minutos. Valor total: R$ 2.5 milhões.


Edital de Apoio ao Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos Inéditos, de Ficção para Roteiristas Profissionais* – tem o objetivo de selecionar até 13 (treze) projetos, que terão apoio individual no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Serão contemplados 8 (oito) projetos de desenvolvimento de roteiros cinematográficos, inéditos, com duração de até 70 (setenta) minutos, de ficção e 5 (cinco) projetos de desenvolvimento de roteiros, com duração de até 70 (setenta) minutos, com temática infantil, inéditos, de ficção. Os roteiros com temática infantil devem ser dirigidos ao público com faixa etária de 4 (quatro) a 12 (doze) anos.


*ROTEIRISTA PROFISSIONAL é a pessoa física, autor da obra literária, adaptada ou não, a ser utilizada na produção de filme ficcional, que tenha ao menos um roteiro de longa-metragem de sua autoria filmado e exibido em circuito de salas de exibição comercial ou em mostras e festivais de cinema e/ou canais de televisão. Valor total: R$ 650 mil.


Edital de Apoio ao Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos Inéditos, de Ficção para Roteiristas Estreantes* – irá fomentar a produção de até 10 (dez) projetos, com o valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para cada um. Serão contemplados os projetos de desenvolvimento de roteiros cinematográficos, inéditos, de ficção, exclusivamente para roteiristas estreantes.

*ROTEIRISTA ESTREANTE é a pessoa física, autor da obra literária, adaptada ou não, a ser utilizada na produção de filme de longa metragem ficcional, que nunca teve um roteiro de longa metragem de sua autoria filmado, e exibido em circuito comercial ou em mostras e festivais cinematográficos e/ou canais de televisão. Valor total: R$ 250 mil.


Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Cinematográficas do Gênero Documental inéditas – prevê a seleção de até 5 (cinco) projetos, destinando apoio individual no valor de até R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Serão contempladas produções cinematográficas, com duração de até 70 (setenta) minutos, inéditas, do gênero documentário, com uso ou não, parcial de técnicas de animação, sendo permitida a incursão experimental com caráter de inovação de linguagem. Valor total: R$ 2.5 milhões.