segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Os folhetins da vida real e o cinema

Carlos Baumgarten


Estava reparando num detalhe da novela das 9h da Rede Globo de televisão, Fina Estampa. Uma das personagens, interpretada pela atriz Lilia Cabral, ilustra uma espécie de “faz tudo pra sobreviver”. Logicamente, com “limpeza” que um folhetim da Globo gosta de maquiar. O fato é que a trabalhadora, depois de anos de aperto e sofrimento, ganha na loteria e tem a oportunidade de mudar de vida. 


Nos últimos capítulos, ela está se preparando para mudar com a família a uma casa melhor, só que é surpreendida pela mobilização dos moradores do condomínio de luxo, que não querem a presença de pobretões em sua vizinhança. No mesmo momento me veio uma pergunta: seria uma cópia ou uma referência especial ao filme O Sol Tornará a Brilhar?


Quando falo em O Sol Tornará a Brilhar, quero me referir ao clássico de 1961 estrelado por Sidney Poitier e dirigida por Daniel Petrie e não ao remake com o mesmo título de 2008. Isso porque a obra lançada nos anos 60 teve muito mais impacto do que à refilmagem, afinal os conflitos raciais continuavam em evidência em diversas partes do mundo. 


E o que é que a novela de Aguinaldo Silva e o filme de Daniel Petrie teriam em comum? Justamente, esse conflito entre pobres e ricos. Em O Sol Tornará a Brilhar, temos no centro do drama a família Younger, que vive espremida em um apartamento na cidade de Chicago, sonhando com uma vida melhor. 


Quando a matriarca dessa família recebe um cheque no valor de US$ 10 mil (uma boa grana na época), referente à pensão deixada pelo seu falecido marido, todos enxergam uma nova perspectiva. Ao encontrar a casa ideal, eles se vêem impedido de continuar com os planos, pois os moradores, em reunião, entenderam que não seria bom para o bairro ter uma família de negros vivendo em suas redondezas. 


O problema dos folhetins, e esse é o objetivo deles, é que as mensagens acabam sendo forçosas. Obviamente, o público-alvo aprova o que vê, mas a verdade é que não se pode ver autenticidade no conflito vivido entre as classes da novela Fina Estampa. O racismo e o preconceito de classes ainda existem, mas não vemos da forma forçada, como a ilustrada na novela. 


Forçar o drama é típico de folhetins. A sétima arte, por outro lado, consegue capturar melhor a atmosfera rígida de um conflito, já que tem aliado ao seu discurso oral, a linguagem fotográfica. O cinema de afirmação negra, entre os anos 50 e 60, na indústria hollywodiana, onde predominava a “supremacia” branca, conseguiu marcar uma geração. 


A proposta dos roteiristas da novela é até válida, considerando os problemas sociais pelos quais passamos. No entanto, copiar ou referenciar um filme através do melodrama forçado, ainda mais com a presença de atores galãs e musas da televisão brasileira, soa destoante, pra não dizer ridículo. 


No entanto, gosto é gosto e não se discute. Já diziam por aí: o povo tem o que merece.  

O Iluminado: um clássico fracassado

Carlos Baumgarten


Na data de hoje, 31 de outubro, costuma-se dizer que se comemora o dia das bruxas. É um prato cheio para o comércio infantil e, no caso do cinema, para os fanáticos por filmes de terror. Ontem, o canal pago AXN exibiu o filme O Iluminado (1980), dirigido por Stanley Kubrick. 


O filme é baseado na obra do escritor norte-americano Stephen King que, para registro, não aprovou a adaptação de Kubrick para os cinemas. O autor teria afirmado que o diretor não captou a essência da obra, modificando a trajetória da história. 


O Iluminado, conforme consta na biografia de Kubrick, foi um filme realizado para satisfazer a posição comercial do diretor. Depois de realizar obras fantásticas, reverenciadas até hoje, como 2001: Uma Odisseia no Espaço (1969) e Laranja Mecânica (1971), Kubrick apostou num longa de época, Barry Lyndon (1975), filme com mais de três horas de duração que tem o toque perfeccionista do cineasta. 


Em Barry Lyndon, Kubrick, juntamente com o seu diretor de fotografia, John Alcott, desenvolveu uma nova lente para o cinema, que abria o obturador ao máximo para a captação de luz. Assim, em Barry Lyndon, não temos a utilização de luz artificial, sendo a fotografia um dos pontos mais altos do filme. 


Se fosse apenas a técnica que definisse o desempenho de um filme, Barry Lyndon poderia ter feito bonito nos cinemas. Mas não foi o caso. Suas mais de três horas de duração foram consideradas monótonas por parte do público e crítica e afundou no fracasso nas bilheterias. 


Foi assim que surgiu a motivação para fazer O Iluminado, uma obra puramente comercial, com o intuito de conquistar mais o público do que a crítica, voltada exclusivamente para a arrecadação de bilheteria. Talvez pela veia cult do cineasta, talvez pela mudança de rumo da história original, O Iluminado não foi um sucesso nem de público, nem de crítica, frustrando o diretor e sua equipe. 


Alguns problemas de relacionamento entre Kubrick e o elenco, especialmente com a atriz Shelley Duvall, além da característica do diretor no detalhamento das ações, expuseram, na obra, um caminho perdido e, mais uma vez, com uma dose de monotonia. A atuação de Jack Nicholson salvou a obra do seu esquecimento, pois, apesar do fracasso, é um dos filmes de terror mais lembrados (não reverenciado) de todos os tempos. 


Enquanto obra de terror, O Iluminado tem os seus méritos. A fotografia capta a imensidão do hotel e o vazio enfrentado pela família isolada. Cenas como o banho de sangue do elevador e a do garoto Danny (filho do casal) rodando com um triciclo pelos corredores vazios tornaram-se clássicas e, essas sim, reverenciadas, inclusive por inúmeras paródias. 


Fracassado ou não, a verdade é que, para cinéfilos, O Iluminado é uma obra que vale a pena ser conferida, pelo seu trabalho estético. Não vamos entrar em detalhes, pois, aproveitando a deixa do tal dia das bruxas, nada melhor do que sugerir: alugue ou, se colecionador, adquira o DVD ou Blu-Ray.


O Iluminado (The Shining, EUA, 1980)
Direção: Stanley Kubrick
Elenco: Jack Nicholson, Shelly Duvall, Danny Lloyd, Scatman Crothers

Confira a programação do Cine Nostalgia para novembro

Dia 02 às 15:00 filme " BARRY LYNDON " ano -1975 ( USA ) 04 Oscar.
Atores - Ryan O'Neill, Marisa Bereson, Patrick Nagee e Haaardy Kruger.
Diretor - Stanley Kubrick - Drama - Livre - 185min,
  
Dia 03 às 15:00 filme " AMEMOS OUTRA VEZ "  ano - 1946 ( USA ).
Atores - James Stewart, Margareth Sullavan e Ray Milland
Diretor - Edward M. Griffith - Drama - Livre - 86 min.
  
Dia 04 às 15:00 filme " A MORTE SEGUE SEUS PASSOS " ano -1975 ( USA ).
Atores - John Wayne, Richard Attenborough, Mel Ferrer e Judy Greson
Diretor - Ted Marshal - Policial -  12 anos - 111 min.
  
Dia 05 às 15:30 filme " ANNA KARENINA " ano -1935 ( USA )
Dia 06 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Greta Garbo, Frederich March, Maureen O'Sukkivan e Fred Bartholomew.
Diretor - Clarence Brown - Drama - 14 anaos - 93 min.
  
Dia 10 às 15:00 filme " CIÚMES " ano -1939 ( USA )
Atores - Myrna Loy, Clark Gable e Jean Harlow
Diretor - Clarence Brown - Drama - Livre - 88 min.
  
Dia 11 às 15:00 filme " NO CORAÇAO DO OESTE " ano - 1948 ( USA ).
Atores - Dick Powell, Jane Greer, Agnes Moorehead e Bur Ives
Diretor - Sidney Lanfield - Faroeste - Livre - 87 min.

Dia 12 às 15:30 filme " VIVO PARA CANTAR " ano -1944 ( USA ).
Dia 13 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Deanna Durbin, Robert Paige, Akim Tamiroff e David Bruce.
Diretor - Frank Ryan - Musical - Livre - 90 min.
  
Dia 15 às 15:00 filme " ORGULHO E PAIXÃO " ano -1957 ( USA )
Atores - Gary Grant, Frank Sinatra e Sophia Loren
Diretor --Stanley Kramer - Guerra - 14 anos - 132 min.
  
Dia 17 às 15:00 filme " LASSIE - A FORÇA DO CORAÇÃO " ano - 1943 ( USA )
Atores - Roddy McDowall, Donald Crisp e Elizabeth Taylor.
Diretor - Fred Wilcox - Romance - Livre  - 90 min.
  
Dia 18 às 15:00 filme " O IMPERADOR DO NORTE " ano -1973 ( USA )
Atores - Lee Marvin, Ernest Borgnine, Keiteh Carradine e Charles Tyner
Diretor - Robert Aldrich - Aventura - 14 anos - 119 min.
  
DIa 19 às 15:30 filme " UMA LOURA POR UM MILHÃO " ano -1966 ( USA ) 01 Oscar
Atores - Jack Lemmon, Walter Mauthau e Judy West
Diretor - Billy Wilder - Comédia - Livre - 125 min.
   
Dia 24 às 15:00 filme " CONTRA TÔDAS  AS BANDEIRAS " ano - 1952 ( USA )
Atores - Maureen O'Hara e Errol Flyinn
Diretor - George Sherman - Aventira - Livre - 83 min.
   
Dia 25 às 15:00 filme " QUANDO OS IRMÃOS SE DEFRONTAM " ano - 1963 ( USA )
Atores - Marlon Brando, Pat Hingle, Sandra Church e Eji Okada
Diretor - Geoerge Englund - Drama - 12 anos - 115 min.
  
Dia 26 às 15:30 filme " NUNCA TE VI, SEMPRE TE AMIEI " ano - 1986 ( USA )
Dia 27 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Anne Bancrof, Anthony Hopkins e George Frenton
Diretor - David Jone - Romance - 12 anos - 99 min

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ao vovô, com carinho

Davi Carneiro
Let´s Go Bahia


Quando a carioca Cecília, 34,  resolveu adaptar Capitães da Areia como obra de sua estreia na direção de longas, sabia que iria enfrentar o enorme peso da responsabilidade. E não é para menos. A cineasta iria, não apenas, filmar o livro mais vendido de um dos escritores mais importantes do Brasil. Iria, também, encarar o desafio de dar vida à obra mais influente de umas das pessoas mais queridas em sua vida: o seu próprio avô, Jorge Amado.
Mas, Cecília Amado parece não se importar muito com essa cobrança. Muito pelo contrário: mantém o olhar sereno e abre um delicioso sorriso, como só aqueles que tem a certeza do dever comprido conseguem abrir.

Ao narrar cinematograficamente um ano na vida dos Capitães da Areia - marcado por festejos do dia de Iemanjá, data emblemática do calendário baiano - a cineasta imprime um olhar próprio pautado naformação humanista que herdou do avô e traz a tona questõescomo superação, amizade e lealdade. Assim como no livro de Jorge, os meninos carentes de Cecília - apesar de sujos, vestidos com farrapos e semi-esfomeados - são, em verdade, os donos da cidade, os que a conhecem totalmente, os que totalmente a amam, os seus poetas.

A diretora- que começou a fazer cinema em 1995 e fez carreira nos sets de grandes cineastas como Cacá Diegues, Sérgio Resende e Cao Hamburger – recebeu a equipe de Let’s Go para uma deliciosa conversa sobre o filme e a obra de seu avô.
                            Divulgação/Imagem Filmes
Cena de Capitães da Areia, dirigido por Cecília Amado


Cecília, quais as suas maiores influências quando se fala em direção cinematográfica?
Dentre os muitos cineastas que me encantam tem um nome que eu trabalhei que é muito próximo da minha maneira de trabalhar: o Cao Hamburguer. Ele é um diretor muito detalhista, barroco e que faz um trabalho bastante visceral e complexo. Já no cinema internacional, não poderia deixar de citar os grandes como Truffaut, Fellini e Bertolucci, que é minha grande paixão. Além disso, gosto muito da geração de cineastas que vieram de forma bastante instigadora e promovendo uma nova linguagem, como o Lars Von Trier e Michel Gondry.

As aventuras de Pedro Bala e seu bando povoam o imaginário popular desde 1937 e, desde então, foram mais de cinco milhões de exemplares vendidos. O que representa ter Capitães da Areia como seu filme de estreia?   
Eu gosto de dizer que foi Capitães quem me escolheu e não o contrário. Além de ter personagens apaixonantes, essa obra é um prato cheio para qualquer cineasta, poisretrataum drama social importantíssimo, além de ser extremamente visual e cinematográfica. O livro me deu a oportunidade de fazer umapelícula lírica e poética e, ao mesmo tempo, com potencial comercial raro para um filme de arte. Isso é muito bacana porque possibilita me comunicar com várias plateias, públicos  e cantos do Brasil.

Como é voltar a Salvador para dar essa nova roupagem a essa Bahia negra, misteriosa e cheia de belezas que seu avô representou tão bem?
Eu sou apaixonada pela Bahia e, apesar de ser carioca, aqui é minha casa. Eu fui nômade durante a minha vida, morei em vários lugares do mundo e Salvador sempre era meu porto seguro. Meu avô, por sua vez, era um apaixonado pelo povo da Bahia. E poder falar desse olhar de Jorge Amado para as novas gerações é algo fantástico.

Sem pensar muito, qual a primeira coisa que surge na lembrança quando você escuta a palavra avô?
A primeira coisa que me vem, quando penso nessa palavra,  é a cadência da voz de Jorge quando ele nos contava alguma história. Acompanhei a época em que ele escrevia alguns dos seus últimos livros e ele adorava ler um trecho para a gente. Ou então alguma das muitas carta que ele recebia de leitores de mundo inteiro. Eu me lembro bem da cadência da sua voz ... e aquilo era uma coisa, o ritmo, a respiração. É algo que só os grandes contadores de história conseguem ter.

E, na sua opinião, qual foi a característica mais marcante dele?
A generosidade. Ele era uma pessoa extremamente humanista. Quando ele gostava de alguém, nada importava: a classe social ou a cor da pele ou se era politicamente oposto, nada disso influenciava. O que importava era se era amigo e tinha uma boa historia para contar.

Seria esse o maior legado deixado por ele para você?
Sim, seria essa visão humanitária e positiva do ser humano. Não é só tratar bem o próximo ou falar bem da Bahia por obrigação, mas sim, por prazer e por, de fato, ser apaixonado e amar esse povo. Além de ser Amado, ele amava bastante. Jorge tinha um coração enorme.

Seu avô era amigo de muitos cineastas e suas obras são extremamente cinematográficas. É verdade que ele tinha um sonho de ser diretor de cinema?
Sim. Quando eu comecei a fazer cinema, em 1995, ele me chamou e acabou confessando isso. Ele disse que o seu sonho era ter sido cineasta, então ele me apoiava muito. Não sei se ele tinha dito só para me agradar, mas talvez isso explique o porque seus livros são tão visuais e cinematográficos.

Quando você leu o livro, conversava com seu avô sobre isso?
Nesse momento especificamente a gente estava um pouco distante, pois foi a época que morei for a do Brasil. Minha adolescência foi muito próxima a ele, a gente era vizinho em Paris, se frequentava bastante [Cecília morou na Europa dos 13 aos 17 anos]. Mais adiante, no inicio dos anos 90, eu presenciei ele dando algumas entrevistas falando de Capitães e lembro o quanto ele dizia que a problemática dos meninos abandonados continuava existindo e o quanto o livro continuava contemporâneo e atual.

É verdade. A problemática dos meninos de rua continua extremamente atual. Como você enxerga essa relação do livro com a atualidade?
Capitães continua atual no bom e no mal sentindo. A situação dos meninos de rua é absolutamente semelhante a essência do que foi escrito no livro, principalmente na forma como se relacionam em grupo e com a sociedade. Por outro lado, meu avô descreveu esses personagens com bastante humanismo, energia e heroísmo. Quando resolvi adaptar essa história, precisava conhecer os Capitães da Areia de hoje e descobri, não só que eles tem o mesmo drama do livro, como têm, também, essa mesma criatividade, força e bravura.

Os protagonistas do filme são meninos de comunidades carentes baianas. Como foi trabalhar com “não atores”?
Optamos por procurar “não atores”, meninos de comunidades que se aproximassem ao máximo da realidade dos personagens. Eu queria a espontaneidade, um elenco de jovens com idades entre 12 e 16 anos que, depois do filme, não ficassem abandonados, tivessem um acompanhamento social. Então fui a 22 ONGs que trabalham com dança, capoeira e teatro, e cheguei ao grupo.

Como foi a seleção?
No final de 2007, reuni 1.200 jovens. Depois de seis meses de pesquisa, reduzi o grupo para 90. Aí pedi que eles fizessem dois meses de oficina teatral e ficamos com 26. Então lhes apresentei os papéis e fizemos algumas experiências até encontrar o time.

Como foi a concepção e a escolha da trilha sonora produzida pelo Carlinhos Brown?
Carlinhos é um desses baianos amados que aprendi a amar com bastante vigor. Ele foi uma das primeiras pessoas escolhidas para fazer parte da equipe essencial do filme, pois achava que só ele poderia fazer a trilha sonora. O filme é bastante musical e eu precisava que ela percorresse esses climas, nuances e transformações vividas pelos personagens. O Carlinhos é um músico completo e que une ritmos pops, africanos, latinos, além de ter baladas românticas lindas. Ele é um grande tradutor de Jorge Amado e da baianidade na contemporaneidade.

Cecília, você está usando um brinco no formato de Iemanjá, além de ter uma tatuagem em homenagem a esse orixá. Qual a sua relação com a Rainha do Mar?
 (Risada) Eu sou filha de Iemanjá. Desde pequena frequentei, como simpatizante, o Gantois e o Axé Opô Afonjá, onde meu avô era obá de Xangô. O filme é, na verdade, uma grande oferenda a ela, que é a nossa mãe maior e do povo da Bahia.  Ele se passa na beira do mar e conta a história de um ano marcado por festas de Iemanjá. Ela está, também, muito presente na trilha do Carlinhos. Os Capitães da Areia, assim como toda a Bahia, são filhos do mar. 

sábado, 1 de outubro de 2011

Confira a programação do Cine Nostalgia para outubro

Dia 01 às 15:00 filme " MÉDICA, BONITA E SOLTEIRA " ano - 1964 ( USA )
Dia 02 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Tony Curtis, Natalie Wood, Henry Fonda, Lauren Bacall e Mel Ferrer.
Diretor - Richard Quine - Comédia - 10 anos - 114 min.

Dia 06 às 15:00 filme " NA TEIA DO DESTINO " ano - 1949 ( USA ).
Atores - James Mason, Joan Bennette e Geraldine Brocks.
Diretor - Max Ophus - Suspense - 14 anos - 80 min.

Dia 07 às 15:00 filme " WINCHESTER' 73 "  ano - 1950 ( USA ).
Atores - James Stewart, Shelley Winters,  Dan Duryea e Rock Hudson.
Diretor - Anthony Mann - Faroeste - Livre 0 93 min.

Dia 08 às 15:30 filme "  ORGULHO E PRECONCEIETO " ano - 1940 ( USA )
Dia 09 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Greer Garson, Laurence Olivier, Mary Boland e Maureen O'Sullivan
Diretor - Robert Z. Leonard - Romance - Livre  -116 min.

Dia 12 às 15:00 filme " ... E O VENTO LEVOU " ano - 1939 ( USA )   08 Oscar
Atores - Clark Gable, Vivian Leigh, Leslie Howard e Olivia De Havilland.
Diretor - Victor Fleming - Drama - Livre - 233 min.

Dia 13 às 15:00 filme " O SOL É PARA TODOS " ano- 1962 ( USA )  01 Oscar
Atores - Gregory Peck, Mary Badha e Phillip Alford
Diretor - Robert Mulligan - DRama - 14 anos - 129 min.

Dia 14 às 15:00 filme " O MAIOR AMANTE DO MUNDO " ano 1977 ( USA ).
Atores - Gene Wilder, Carol Kane e Dom Der Luise.
Diretor - Gene Wilder - Comédia - Livre - 90 min.

Dia 15 às 15:30 filme " A CAMINHO DO ARCO IRIS " ano - 1968 ( USA )
Dia 16 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Fred Astaire, Petula Clark, Dom Francis e Keenan Wynn
Diretor - Francis Ford Coppola - Musical  -Livre - 145m min.

Dia 20 às 15:00 filme " QUANDO O CORAÇÃO FLORESCE " ano - 1955 ( USA ).
Atores - Katharine Hepburn, Rossano Brazzi e Isa Miranda.
Diretor - David Lean - Romance - Livre - 100 min.

Dia 21 às 15:00 filme " QUEM TEM MEDO DE VIRGÍNIA WOLF? - 1966 (USA) - 05 Oscar
Atores - Elizabeth Taylor, Richard Burton, George Segal e Sandy Dennis
Diretor - Mike Nichols - Drama - 14 anos - 131 min.

Dia 22 às 15:30 filme " PERFÍDIA " ano - 1941 ( USA )
Dia 23 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Betty Davis, Tereza Wright, Herbet Marshall e Dan Duryea
Diretor - William Wyler - Drama - 12 anos - 116 min.

Dia 27 às 15:00 filme " QUE ESPERE O CÉU " ano - 1941 ( USA )
Atores - Robert Montgomery, Claude Rains e Evelyn Keyes
Diretor - Alexander Hall - Drama - 12 anos - 90 min

Dia 28 às 15:00 filme " SEM LEI, SEM ALMA " ano - 1957 ( USA ).
Atores - Burt Lancaster, Kirk Douglas, Ronda Fleming e Jo Van Fleet.
Diretor - -John Sturges - Faroeste - 14 anos - 122 min.


Dia 29 às 15:30 filme " UM CAMINHO PARA DOIS " ano - 1967 ( USA )
Atores - Audrey Hepbum,  Albert Finney, Eleonor Bron e William Daniels
Diretor - Stanley Donen - Romance - 14 anos - 115 min.