terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tropa de Elite 2 tentará uma vaga entre os finalistas do Oscar

Carlos Baumgarten
Foto: Alexandre Lima/Divulgação

O Ministério da Cultura anunciou hoje que Tropa de Elite 2, de José Padilha, será o representante brasileiro que tentará uma vaga no Oscar 2012. Lançado em 2010, o longa de Padilha foi o mais bem-sucedido do cinema nacional nos últimos anos, batendo todos os recordes, atingindo 10 milhões de espectadores em todo o Brasil. Na lista pré-selecionada pelo Ministério, estavam filmes como Bruna Surfistinha e As Mães de Chico Xavier.

Adotando uma postura crítica com relação ao sistema de segurança pública, Tropa de Elite 2 conquistou uma legião de seguidores, muitos deles atraídos pela curiosidade, já que o primeiro Tropa..., de 2007, teve o seu lançamento sabotado pela pirataria. Na época, antes de chegar aos cinemas, o corte final do filme já estava nas mãos dos piratas e sendo vendido no mercado ilegal.

Tecnicamente, Tropa de Elite 2 não deixa a desejar. É um filme muito bem trabalhado, que mescla uma crítica político-social com a fórmula comercial americana (muitos tiros, suspense e por aí vai). É um “faroeste” moderno, rodado nas ruas do Rio de Janeiro e teve tudo para ser um sucesso de bilheteria (e foi), pois agrada ao grande público. 

                          



Wagner Moura em cena no filme Tropa de Elite 2

A Academia, porém, é sempre previsível, de tempos em tempos. Os filmes estrangeiros raramente são premiados por sua técnica. A profundidade estética e oral é unida em uma só análise. Se esses elementos agradarem aos membros, as chances de estar entre os finalistas são grandes. Ganhar, já é outra história.

Voltando à Tropa... 2, como foi citado acima, tecnicamente é um filme que não deixa a desejar. Poderia até ser finalista nas categorias técnicas, mas não tem o perfil de finalista da categoria Melhor Filme Estrangeiro. O capitão Nascimento, em determinados momentos, nos lembra o lendário Charles Bronson e os seus desejos de matar (veja foto acima). O sucesso no Brasil deve-se a expressão maior de um sentimento nacional, contra a impunidade política.

Mas, é preciso ressaltar, que a escolha foi justa. Talvez, não a melhor, mas justa, principalmente se compararmos ao fiasco do ano passado, quando Lula: O Filho do Brasil, da família de lobistas culturais, foi o escolhido para a disputa. Sabemos que o Oscar não é parâmetro de qualidade, mas não há como negar o tamanho da projeção que se ganha na premiação. E mais: se motivações políticas moveram as escolhas do ano passado, podemos dizer que esse ano as mesmas motivações vieram à tona, mas de um lado mais justo, afinal a escolha deve ser do público. Nesse caso, a bilheteria fala por si só.

Os finalistas do Oscar serão anunciados em Los Angeles no próximo dia 24 de janeiro de 2012. A cerimônia de premiação será no dia 26 de fevereiro, no Kodak Theater.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

E chegamos ao começo...

De 1895 até 2011, passaram-se 116 anos. Temos apenas um ano no ar. Não é nada junto à história da sétima arte. E, obviamente, não há como discorrer, em alguns pequenos posts, sobre essa rica e gigantesca história. É fazendo a nossa história que pretendemos preencher mais um espaço de dedicação ao estudo e pesquisa sobre cinema. 


Queremos não apenas informar ou criticar, mas também debater novas ideias. Com algumas dificuldades, vamos nos mantendo da melhor maneira e, a partir desse mês, esperamos implantar aquelas tais novidades para dinamizar ainda mais o nosso processo de informar e levar, a seja lá quem for, um pouco da nossa paixão pelo cinema. 

A crise

Carlos Baumgarten


Não foram poucas as tentativas de se impor contra o imperialismo do cinema norte-americano. Mas a verdade é que todos esses movimentos atingiram as camadas intelectualizadas da sociedade, os esquerdistas, os interessados em política social. O grande público estava atrás do cinema de entretenimento, e é isso que Hollywood oferece até hoje. 


Muitos dizem que a linguagem cinematográfica está em crise. Ouvi isso do crítico André Setaro. O cineasta holandês Leonard Rettel Helmrich (foto) também concordou com tal afirmativa. Então, fica a pergunta: será que tudo o que podia ser explorado no cinema, enquanto linguagem, já foi explorado? 






O boom da computação gráfica dos anos 70, com os Spielbergs e Lucas trazendo suas histórias fantasiosas tinha uma grandeza comercial muito maior do que a proposta de se fazer um cinema cru. A evolução técnica dos efeitos especiais é ainda um grande chamariz de público. De Guerra nas Estrelas, na década de 70, a Avatar, nos anos 2000, da CG ao 3D, a milionária indústria cinematográfica não perde o caminho do ouro. 


Algumas tentativas de inovar, como o Dogma dinamarquês dos anos 90, ainda nos oferecem uma ponta de esperança. O próprio Leonard Rettel Helmrich desenvolveu o que ele chama de “single shot cinema”. O equipamento, criado por Helmrich, permite que o operador de câmera tenha uma mobilidade maior, podendo filmar longas tomadas, adotando perspectivas favoráveis à narrativa. 


A narrativa cinematográfica, diga-se de passagem, é identificada, por muitos, através da edição, ou seja, é a montagem do filme que conta uma história. Seria a montagem a essência da narrativa cinematográfica? É lógico que muita gente não vai concordar. Em conversa com Leonard Rettel Helmrich (esse assunto será abordado com mais profundidade em um próximo post), pude perceber, mais do que nunca, que a essência da narrativa cinematográfica está no movimento de câmera. 


Helmrich disse: “é através da perspectiva do olhar que você estará contando algo”. Uma câmera na mão, um travelling, uma panorâmica, as mudanças de ângulo... são essas escolhas que permitem a um diretor conta a sua história. A montagem é o toque final ao processo. Mas, na invenção dos irmãos Lumière, nada pode ser mais essencial à narrativa do que a escolha do movimento de câmera. 


Novas plataformas estão aí, novas formas de produção também e, por que não, novas formas de enxergar e fazer o cinema. O importante é que não se perca a essência.

Contracultura

Carlos Baumgarten


Enquanto Hollywood se consolida como indústria cinematográfica, a Itália do pós-guerra expressa todo o seu sentimento devastado por meio da sétima arte. É a escola do Neorrealismo italiano, que se firma como um veículo estético e ideológico de resistência ao movimento fascista. Os filmes neorrealistas tinham como protagonistas pessoas da classe operária e retratavam o ambiente degradante de pobreza no qual viviam. 


De volta à Hollywood, é lá que o cinema começa a absorver as tendências imperialistas norte-americanas. Não podemos negar que grandes nomes souberam dominar, de maneira suprema, a técnica cinematográfica: Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, Sidney Lumet e por aí vai. 


Mas a estética enlatada estava despertando os artistas adormecidos do outro lado do oceano. A Nouvelle Vague francesa surge, assim, como um contraponto às regras impostas pelo cinema comercial. Os cineastas do movimento estão no auge da juventude, entre o final dos anos 50 e início dos anos 60, e propõe uma ruptura narrativa, expressada pelo amoralismo e montagens inesperadas.   


Paralelamente, no Brasil, Glauber Rocha e alguns colegas cineastas encabeçam o Cinema Novo. Os filmes dessa safra retratam um Brasil pouco conhecido. Eles trabalhavam dentro do que Glauber chamou de a “estética da fome”, com a temática do sertanejo oprimido pelo sistema injusto e sanguessuga. Era a luta por uma estética nacional, original, fincada em conceitos próprios de narrativa desvinculada à fórmula enlatada de Hollywood. 

A era Hollywood

Carlos Baumgarten


É já no início do século XX que Hollywood começa a posicionar o seu monopólio, ainda que timidamente, mas visualizando o cinema como uma grande e lucrativa indústria. Apesar de o sentimento comercial estar se aflorando nesse período, o cinema ainda era uma invenção recente, e ainda havia muito o que se explorar. Orson Welles foi adiante e inovou com a narrativa em flashback de Cidadão Kane (1941), considerado por muitos o maior filme do século XX. 


Em Cidadão Kane, Welles se apoia na utilização de enquadramentos plongée e contraplongée, na exploração de plano e contra-plano e, principalmente, por conta da narrativa não-linear. Por conta deste último elemento, o longa apresenta uma técnica de montagem bastante aprimorada para a época. 

A narrativa cinematográfica

Carlos Baumgarten


Foi com o norte-americano David W. Griffith (foto) que o cinema começou a assumir a posição de arte enquanto narrativa política e social. O cineasta introduziu movimentos de câmera inovadores, a exemplo do travelling, além de desenvolver as suas narrativas através da montagem paralela, formulando o famoso “início, meio e fim”, com direito a trama, suspense e desfecho. 


Apesar de suas contribuições técnicas para contar uma história, Griffith não era o que podemos chamar de um artista humanitário. Filho de um colono do estado do Kentucky, o cineasta expressou em seus filmes toda a mentalidade retrógrada de uma camada da sociedade branca norte-americana. Exemplo clássico é o filme O Nascimento de uma Nação (1915), no qual podemos ver negros interpretados por atores brancos (com os rostos pintados) vistos como seres inferiores e o Klu Klux Klan como um grupo heroico. 


Controvérsias a parte, o fato é que ninguém nega a contribuição de Griffith para a narrativa cinematográfica, incluindo o lendário Charles Chaplin. Com a sua famosa personagem, The Tramp,foi o grande nome do cinema muda, com suas comédias físicas de tons dramáticos. Se Griffith tinha uma visão completamente avessa ao humanismo, o mesmo não pode se dizer de Chaplin. Até hoje, seus filmes inspiram e ajudam a refletir sobre o que está a nossa volta. 

1 ano no ar e mais de um século pra contar...

Carlos Baumgarten


Estamos completando, hoje, um ano no ar. Como já foi colocado antes, não foi um ano de constância. Mas esperamos por muitos outros anos de prosperidade e que possamos abrir o espaço para debater a sétima arte em seu sentido mais universal. Em algumas semanas, estaremos implantando algumas novidades. Vamos relembrar, também, algumas matérias especiais que conseguimos concretizar ao longo desse ano. 


Antes, porém, vamos caminhar por uma história que os cinéfilos já conhecem muito bem. Pode ser um passeio maçante para muita gente, mas nunca deixa de ser apaixonante relembrar a trajetória desse mais de um século de cinema. 


Quando os irmãos Lumière apresentaram ao mundo o cinematógrafo, em 1895, talvez não tivessem a noção da repercussão que o invento teria ao redor do globo. Ou talvez tivessem, sim. A arte de captar imagens em movimento e, por meio destas, elaborar uma narrativa veio se aperfeiçoando ao longo dos anos. 


Se considerarmos que os primeiros filmes exibidos no século retrasado, com apenas 40 segundos de duração, retratavam a simples saída dos operários da fábrica Lumière e a chegada do trem à estação, o que dizer do avanço técnico dos dias atuais? Lógico. Existem muitas controvérsias. 


O cinema começou o seu desenvolvimento enquanto narrativa no início do século XX, mais precisamente em 1902, quando George Melies apresentou o seu curta-metragem Viagem à Lua. Era o primeiro contato do homem com a fantasia proporcionada pelo cinema. O filme, que está em domínio público, pode ser conferido abaixo. 


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Por um mundo mais humano

Carlos Baumgarten


Desde a última sexta-feira, está acontecendo em Salvador a Jornada Internacional de Cinema da Bahia. O evento, que prossegue até o próximo dia 15, já está em sua 38ª edição. Dias antes de seu início, porém, dificuldades financeiras revelavam a duro caminho percorrido pelo idealizador, Guido Araújo, para concretizar a tradicional jornada.  


A maior dificuldade: a financeira. Entretanto, ele confirmou que, apesar de todas as dificuldades, a Jornada não deixaria de acontecer, como não deixou. A programação segue a todo vapor e pode ser conferida no site da Jornada: http://www.jornadabahia.com. Em meio à correria, o documentarista Guido Araújo concedeu, gentilmente, uma rápida entrevista ao Nicotina, Cafeína e Cinema. 


Na conversa, ele fala sobre as dificuldades enfrentadas para organização da jornada e lembra momentos marcantes do evento, que já está fincada no calendário audiovisual da Bahia. O evento continua sua militância em favor da sua sustentabilidade ambiental e lutando por um mundo mais humano. Confira:


Nicotina, Cafeína e Cinema - Quais são as dificuldades que você encontra para organização de um evento como a Jornada?
Guido Araújo - As dificuldades de execução são motivadas pela burocracia, falta de recursos e equipe reduzidissima.


N-2C - A jornada é um evento que já faz parte do calendário cinematográfico de Salvador. São 38 edições, correto? O que foi crucial para a consolidação dessa imagem ao longo dos anos?
GA - Exato. A jornada já existe faz 40 anos, se levarmos em conta os dois anos que ela aconteceu na saída do Governo Saney e a entrada de Collor.


N-2C - Temos alguma novidade na Jornada deste ano?
GA - A grande novidade deste ano é a trilogia de veneno. A Jornada esta empenhada na luta contra o agrotóxico, com filmes e debates de grande significado


N-2C - Vamos falar um pouco de história. Quando e por que surgiu a jornada?
GA - A Jornada surgiu em plena ditadura, como espaço de resistência, com o objetivo de aglutinar os cineastas, cineclubistas que estavam dispersos.


N-2C - Em 38 anos, muita coisa mudou, em termos de produção, de público... Você poderia citar momentos marcantes ao longo dessa trajetória, não apenas da jornada, mas também do cinema baiano?
GA - Os momentos mais marcantes ao longo destes 38 anos foram aqueles em que a Jornada proporcionou a criação da Associação Brasileira de Documentaristas - ABD, a retomada do movimento cineclubista brasileiro e a abertura para o cinema independente, sobretudo da America Latina e África.


N-2C - O que mais o motiva em manter o evento, anualmente, no calendário cinematográfico da capital baiana?
GA - Poder contribuir, ainda que modestamente e com grande sacrifício, para que pessoas inteligentes e sensíveis, sobretudo os jovens, prossigam na luta por um mundo mais humano.


N-2C - O que falta ao cinema baiano para ele se desenvolver? Você acha que as políticas de incentivo à produção tiveram êxito no desenvolvimento da sétima arte, em âmbito local e nacional?
GA - As políticas de incentivo tanto nacional como estadual tiveram um certo êxito para a produção do  cinema estadual e nacional. Já em nível local , nada foi  feito. Nenhuma outra cidade produtora do Brasil tem um desestimulo tão grande como Salvador!


N-2C - A distribuição ainda é um gargalo para o cinema em todo o País. O que você vê como alternativa para superar essa dificuldade? O Estado deve ser o principal interventor, nesse sentido, ou os produtores deveriam buscar novas formas, além do Estado, para produzir os seus filmes?
GA - Apesar de ter melhorado um pouco nos últimos tempos, a distribuição  ainda é o grande obstáculo para o cinema brasileiro. É um assunto complexo que exige um esforço constante do Estado, dos produtores e diria mesmo de toda a sociedade brasileira.

Fausto vende sua alma e conquista o Leão de Ouro em Veneza

Redação

Apesar de todas as atenções estarem voltadas para os 10 anos dos atentados de 11 de setembro, os holofotes do cinema estavam voltados para o Festival de Cinema de Veneza. Os grandes vencedores da Mostra Competitiva foram anunciados na tarde deste sábado. O grande vencedor foi Fausto, adaptação da obra do alemão Goethe.

O longa é dirigido por Aleksander Sokurov, que realizou o filme Arca Russa. Confira abaixo a lista completa de vencedores:

Leão de Ouro
Fausto, de Aleksander Sokurov

Prêmio Especial do Júri
Terraferma, de Emabuele Crialese

Leão de Prata (direção)
Shangjun Cai, por People Mountain People Sea

Coppa Volpi (ator)
Michael Fassbender, por Shame

Coppa Volpi (atriz)
Ann Hui, por Tao Jie

Troféus Marcelo Mastroinanni (ator e atriz revelações)
Shota Sometani, por Himizu
Fumi Nikaidou, por Himizu

Prêmio Osella (contribuição técnica)
Robbie Ryan, pela fotografia de O Morro dos Ventos Uivantes

Melhor Roteiro
Alpeis, escrito por Giorgos Lanthimos


Leão Futuro
La-Bàs, de Guido Lombardi


Foi, mais uma vez, Chico Xavier

Carlos Baumgarten


Foi divulgada a lista de filmes que disputarão a chance de estar entre os finalistas do Oscar do ano que vem. Isso mesmo. É uma pré-lista da qual saíra um filme que será inscrito na competição. Repetindo, o longa As Mães de Chico Xavier está entre os concorrentes. No ano passado, Chico Xavier, de Daniel Filho, compunha a tal lista. 


Foi no ano passado também que uma grande confusão liderada pelo Ministério da Cultura fez com que a lista e a escolha final fossem bem criticadas. O ministério iria deixar o povo escolher o filme de sua preferência ser inscrito no prêmio da Academia de Hollywood. Nada mais justo, afinal 99% dos filmes são produzidos com recursos públicos. 


Foi aí que a Cultura engatou a marcha ré, voltou atrás, zerou a votação e escolheu o representante por sua comissão “especializada”. Lula: O Filho do Brasil iria ser o representante tupiniquim na tentativa de chegar à finalíssima do Oscar. Não era um filme feito com recursos públicos, mas, falando sério, ninguém é ingênuo, não é mesmo? 


Foi também evidenciado o sucesso de Déborah Seco com Bruna Surfistinha e uma nova tentativa de Lope, que no ano passado concorreu pela Espanha. O filme de Andrucha Wadidngton é uma co-produção entre aquele País e o Brasil. Portanto, vai concorrer pelo lado verde e amarelo dessa vez. 


Foi feita a justiça com Tropa de Elite 2, que pode não agradar a todos, mas cumpre o seu dever de casa como obra cinematográfica para o grande público. A história do falsário da Gol está indo em duas versões: na dramatização Vips e no documentário Histórias Reais de um Mentiroso. Conheceremos o escolhido no próximo dia 20. 


Foi e segue agora a lista completa. Confira:


A Antropóloga, de Zeca Nunes Pires
As mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes
Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo
Bruna Surfistinha, de Marcus Baldini
Estamos Juntos, de Toni Venturi
Família Vende Tudo, de Alain Fresnot
Federal, de Erik de Castro
Histórias Reais de um Mentiroso VIPS, de Mariana Caltabiano
Lope, de Andrucha Waddington
Malu de Bicicleta, de Flávio Ramos Tambellini
Mulatas! Um Tufão nos Quadris, de Walmor Pamplona
Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade
Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra
Tropa de Elite 2, de José Padilha
Vips, de Toniko Melo

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Comédia de ficção com Wagner Moura estreia nesta sexta-feira*


Carlos Baumgarten


O diretor Claudio Torres parece não ter muitas ambições artísticas, mesmo tendo em mãos atores do quilate de Wagner Moura e Selton Mello. Após lançar o clichê A Mulher Invisível, o cineasta chega com O Homem do Futuro. A história: um cientista volta ao passado para reconquistar o seu amor. Clichê?


Dando continuidade às versões “amalucadas” dos contos infantis, chega aos cinemas a animação Deu a Louca na Chapeuzinho 2. Chapeuzinho Vermelho, Lobo, Vovó, os Três Porquinhos, João e Maria são algumas das personagens que compõem essa nova louca aventura. 


Felipe Bragança e Marina Meliande, depois de A Alegria, nos apresentam A Fuga da Mulher Gorila. O filme, que estreia também nesta sexta-feira, narra a trajetória de duas irmãs que atravessam as estradas do Rio de Janeiro apresentando um espetáculo circense. 


A ficção científica Apollo 18 é outra estreia da semana e não tem nada a ver com aquele resgate do longa de Ron Howard, estrelando Tom Hanks, mas ainda assim, mistura fatos e ficção. Trata-se da história de dois astronautas que são enviados secretamente para a lua em uma missão financiada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O filme traz supostos registros desses astronautas. A NASA nega a autenticidade, enquanto outros dizem que ela é verdadeira.  


Fechando as estreias desta sexta-feira é o documentário Assim É, Se Lhe Parece conta a história do artista plástico Nelson Leirner, apresentando um retrato despojado e da identidade de um criador iconoclasta. 


*As estreias não acontecem, necessariamente, em todas as cidades. Confira as sessões em sua localidade, pois alguns dos lançamentos podem ser exibidos posteriormente nos cinemas próximos a você. A certeza é que estreias estarão disponíveis. Escolha a que for mais apropriada ao seu gosto e tenha um bom filme! Não se esqueça de desligar o celular...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Confira a programação do Cine Nostalgia para setembro


Dia 01 às 15:00 filme " A VIDA ÍNTIMA DE UMA MULHER " ano - 1949 ( USA ).
Atores - Maureen O'Hara, Melvyn Douglas e Glória Grahame.
Diretor - Nicholas  Ray - Drama- - 16 anos - 84 min.

 Dia 02 às 15:00 filme " BONNIE  E CLYDE - UMA RAJADA DE BALAS " ano - 1967 ( USA ). 
Atores - Warren Beatty, Faey Dunaway, Gene Hackman e Estelle Parson.
Diretor - Arthur Penn - Policial - 16 anos - 111 min.

 Dia 03 às 15:30 filme " SORTILÉGIO DE AMOR " ano 1958 ( USA ). 
Dia 04 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - James Stewart, Kim Novak e Janise Rule.
Diretor - Richard Quine - Comédia - Livre - 102 min.

 Dia 07 às 15:00 filme " DOUTOR JIVAGO " ano -1965 ( USA ). 
Atores - Omar Sharif - Julie Christie, Geraladine Chaplin e Alec Guinnes.
Diretor - David Lean - Drama - 12 anaos - 201 min.

 Dia 08 às 15:00 filme " LIBERDADE CONDICIONAL " ano - 1978 ( USA ). 
Atores - Dustin Hoffman, Harry Dean Stanton e Thereza Russel;.
Diretor - Uly Grosbard - Drama - 16 anos - 113 min.

 Dia 09 às 15:30 filme " A NOITE DOS PISTOLEIROS " ano -1967 ( USA ).
Atores - Jean Simmons, George Pepard e Dean Martin.
Diretor - Arnold Laven - Faroeste - 18 anos - 103 min.

Dia 10 às 15:30 filme " SUBLIME OBSESSÃO " ano - 1954 ( USA ).
Dia 11 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Rock Hudson, Wyman. Agnes Moorehead em Otto Kuger
Diretor - Douglas Sirk - Drama - 14 anos - 107 min.

Dia 15 às 15:00 filme " ARMADILHA AMOROSA " ano -1955 ( USA ).
Atores - Frabk Sinatra, Debbie Reynolds, David Wayne e Celeste Holm
Diretor - Charles Walters - Comédia - Livre - 110min

Dia 16 às 15:00   filme "INFERNO  17 " ano - 1953 ( USA ).
Atores - WIlliam Holden, Don Taylor, Otto Preminger e Robert Strauss
Diretor - Billy Wilder - Guerra - 14 anos - 120 min

Dia 17 às 15:30 filme " A MORADA DA SEXTA FELICIDADE " ano - 1958 ( USA )
Dia 18 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Ingrid Bergman, Curt Jurgens e Robert Donat
Diretor - Mark Robson - Drama - Livre - 137 min.

Diaz 22 às 15:00 filme " A VINGANÇA DO DESTINO " ano -1950 ( USA ).
Atores - John Garfield, Michelline Prelle e Luther Adler.
Diretor - Jean Negulesco - Drama - 12 anos - 118 min.

Dia 23 às 15:00 filme " OS ASSASSINOS " (  Da obra de Ernest Hemingway ) ano - 1946 ( USA ).
Atores - Ava Gardner, Burt Lancaster e Edmond O'Brien
Diretor - Robert Siodmak - Policial - 16anos - 102 min

Dia 24 às 15:30 filme  " UM MARINHEIRO PARA DUAS " ano -1944 ( USA )
Dia 25 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores -- June Allyson, Van Johnson e Glória De Haven
Diretor - Richard Torpe - Musical - 12 anos - 124 min. 

Dia 29 às 15:00 filme " O GALANTE MR. DEEDS " ano  - 1936 ( USA ).
Atores - Gary Cooper, Jean Arthur e George Bancroft.
Diretor - Frank Capra - Comédia - Livre 115 min.

Dia 30 às 15:00 filme " TERRÍVEL SUSPEITA " ano - 1951 ( USA ).
Atores - Richard Basehart, Valentina Corteza e William Lundigan
Diretor - Robert Wise - Suspense - 12 anos - 92 min.

Roteiro escrito durante a prisão domiciliar e lançamento em Veneza

Redação



Roman Polanski não está em Veneza, mas o seu novo trabalho, Carnage, inspirado na peçada francesa Yasmina Reza, foi bem recebido na sessão de imprensa, de acordo com o portal UOL


A trama traz nomes como Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly, desenvolvendo-se em um único cenário (uma sala de estar), mas se desdobrando ao longo da projeção em duelo entre os dois casais estrelados pelos atores citados acima.

Carnage está na mostra competitiva. A previsão é que o filme de Polanski estreei no Brasil em dezembro. 

Madonna ataca de diretora, mais uma vez


Redação


Primeiro foi Filth and Wisdom, em 2008. Agora W.E., lançado no Festival de Veneza nesta quinta-feira, 1º,  e, segundo o portal UOL, recebido com vaias pelo público. Sim, a cantora pop Madonna resolveu, mais uma vez, atuar como diretora. Mais uma vez, em uma narrativa que se desenvolve na Inglaterra (talvez, uma influência do ex-marido, o cineasta britânico Guy Ritchie). 


W.E. narra a história de amor entre o rei inglês Edward VIII e americana divorciada Wallis Simpson. O conservadorismo monarca britânico fez com que Edward abdicasse do trono, sendo que o seu irmão, George VI, assumiu o posto, mesmo contra a vontade. Um pequeno trecho dessa história pode ser conferido em O Discurso do Rei (2010), que foca, justamente, na trajetória do rei gago, George VI. 


Apesar das vaias, a cantora/diretora foi recebida com um discreto aconchego para a coletiva de imprensa. Não houve estardalhaços, pelo menos, que tenham sido noticiados. O grande problema é que o nome Madonna chama mais a atenção do que o próprio filme. Como podemos criar expectativas em um trabalho de uma pessoa cuja expertise é fazer grandes espetáculos musicais, sendo ela mesma o centro das atenções? 


Em 2008, Madonna dirigiu Filth and Wisdom, que narra a história de um imigrante ucraniano na busca do sonho de se tornar uma estrela da música. 

Festival de Veneza abre com filme de George Clooney


Redação


Começou ontem, na charmosa cidade de Veneza, na Itália, a 68º edição do tradicional Festival de Cinema, que reúne atores, diretores e produtores de todo o mundo. O Festival de Veneza 2011 foi aberto com o novo filme dirigido por George Clooney, Tudo Pelo Poder. O longa traz os bastidores da política norte-americana. 


O evento prossegue até o dia 10 de setembro, com uma vasta programação, entre mostras e retrospectivas, e culmina na entrega do Leão de Ouro. Ao todo, 23 filmes disputam a premiação, incluindo a produção dirigida por Clooney. 


Fora da competição, o cinema brasileiro marca presença com o Girimunho, dos diretores Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina, na mostra Horizontes do Festival de Veneza. Outras informações, no site do evento: http://www.labiennale.org/en/cinema.