quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um ano...

Aos trancos e barrancos, vamos seguindo. Neste mês de setembro, completamos um ano no ar. Não podemos dizer ininterrupto, mas foi um ano pela busca de uma certa consolidação ou estruturação. Não sei ao certo o que seria. A verdade é que vamos encarar mais um ano, buscando trazer o que há de universal na sétima arte e contribuindo, de certa forma, para sua propagação, da maneira que for possível. 


Aguarde novidades!

sábado, 20 de agosto de 2011

Final de semana cinematográfico em Salvador


Redação


Além das costumeiras estreias dos finais de semana, Salvador está recebendo, desde a última quinta-feira, 18, o Panorama Internacional Coisa de Semana. Uma das exibições que chama a atenção é a da produção A Serbian Film, que havia sido censurada em diversos locais, mas teve a sua projeção liberada pela justiça, pelo menos por aqui. 


A programação do Panorama está bastante variada, com mostras competitivas nacionais, mostras internacionais, além de debates e palestras. 


Outras informações podem ser obtidas no site do evento: www.coisadecinema.com.br. O evento prossegue até o próximo dia 25. Confira abaixo a programação da mostra competitiva nacional, de curtas e longas. 




Mostra Competitiva de Longa-Metragem


A Alegria, de Felipe Bragança e Marina Meliande (RJ) 
Avenida Brasília Formosa, de Gabriel Mascaro (PE)
O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges (MG)
Laura, de Fellipe Gamarano Barbosa (RJ)
Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra (SP)
Trampolim do Forte, de João Rodrigo (BA)
Transeunte, Eryk Rocha (RJ)
Vigias, de Marcelo Lordello (PE)


Mostra Competitiva Curta-Metragem


Adormecidos, de Clarissa Campolina (MG) 
A Amiga Americana, de Ivo Lopes e Ricardo Pretti (CE) 
Canoa Quebrada, de Guile Martins (SP)
Cellphone, de Daniel Lisboa (BA)
A Dama do Peixoto, de Allan Ribeiro e Douglas Soares (RJ) 
Ela Morava na Frente do Cinema, de Leonardo Lacca (PE)
Lindeiras, de Bruno Saphira (BA)
O Menino que Colhia Cascas, de Joacélio Batista (MG) 
Náufragos, de Gabriela Almeida e Matheus Rocha (SP/BA)
Mens Sana in Corpore Sano, de Juliano Dornelles (PE) 
Número Zero, de Cláudia Nunes (GO)
Oma, de Michael Wahrmann (SP)
Permanências, de Ricardo Alves Jr. (MG)
Praça Walt Disney, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira (PE)
Uma Primavera, de Gabriela Amaral Almeida (SP) 
Raz, de André Lavaquial (RJ)


Competição baiana de curtas


A MORTE DE D.J. EM PARIS, de Igor Penna 
CHAPEUZINHO, de Rafael Jardim
CORTE SECO, de Matheus Vianna 
CURANDEIROS DO JARÊ, de Marcelo Abreu Góis 
DALVA, de Filipe Wenceslau 
LEMON LIPS, de Marccela Vegah
OS MARTINEZ, Violeta Martinez

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Alegria aborda imaginário adolescente

Carlos Baumgarten
Fotos: Divulgação


Marina Meliande e Felipe Bragança, diretores de A Alegria


Estreia nesta sexta-feira, em circuito nacional, o longa A Alegria, dos diretores Felipe Bragança e Marina Meliande. Antes de chegar ao Brasil, o filme já rodou por Cannes, em 2010, na Quinzena dos Realizadores, e brilhou nos Festivais de Santa Maria, em Portugal, e de Roterdã. Além disso, passou pelo Festival de Tiradentes e recebeu dois Candangos no Festival de Brasília. 


Com grandes festivais no currículo, a estreia de A Alegria no Brasil traz uma grande expectativa, para o público e para os diretores. Felipe Bragança, co-diretor do longa, afirma que a recepção da produção nos festivais pelo qual passou foi diferenciada, mas extremamente positiva. “Seguimos um caminho diferente. Chegamos primeiro lá fora e agora vamos nos apresentar, por definitivo, no Brasil”, explica o cineasta. 


Felipe afirma que, em Cannes, houve uma boa repercussão entre os críticos. “O Festival de Cannes possui uma vertente mais intelectual. Tivemos um bom desempenho lá e na Europa de uma forma geral”, diz. Já nos Estados Unidos, ainda conforme o diretor, a repercussão foi maior entre o público jovem. “Não se trata de um filme sobre a rotina adolescente, mas é uma abordagem mais ampla, partindo do imaginário desse público”, conta Felipe. 


O imaginário adolescente é o eixo do longa, que já passou
por Cannes, Portugal, Roterdã, Tiradentes e Brasília


A Alegria tem a história focada em Luiza, uma jovem de 16 anos que não aguenta mais ouvir falar no fim do mundo. Em uma noite de Natal, seu primo João desaparece pelas ruas do Rio de Janeiro. Semanas depois, enquanto Luiza passa dias sozinha em seu apartamento na Zona Sul carioca, um misterioso visitante bate à sua porta. A partir dessa noite, coisas novas e estranhas começam a acontecer.    


“Apesar de se passar no Rio de Janeiro, o filme não foca na adolescência carioca. Buscamos utilizar uma linguagem com a qual as pessoas, de outros grupos, possam se identificar em qualquer parte do Brasil”, pontua Felipe. Essa ideia começou a se desenvolver em 2007, quando Felipe e Marina escreveram a primeira versão do roteiro. “Fizemos alguns estudos desse imaginário juvenil, ao mesmo tempo que buscamos repensar a cidade do Rio de Janeiro a partir desse imaginário”, diz. 


Nessa perspectiva, Felipe conta que o interesse na juventude era premissa estética para construirmos alguma coisa renovada em relação à representação da nossa cidade (Rio de Janeiro) nos dias de hoje. “Há um desejo de lançar um olhar sobre questões da formação e identidade de uma geração crescida de 1992 para cá,  em um país e numa perspectiva planetária de utopias rarefeitas e referenciais políticos amenizados. Um desejo de falar de personagens com olhares livres, da utopia dos meninos de hoje. Queríamos olhar esse mundo a partir dos afetos deles, de uma forma delicada, mas não melancólica”, detalha o cineasta. 


Assim, o projeto dos jovens diretores foi aprovado no edital da Petrobrás no final de 2007. “Para termos uma liberdade artística maior, optamos por fazer o filme através da nossa própria produtora, a Duas Mariola”, explica. O norte do roteiro era construir uma fábula em que a cidade saísse respirando novos ares através do corpo de Luiza. “É um filme, portanto, que fala dos fantasmas do Rio, de todas as ordens”, finaliza Felipe. 


A Alegria é um dos longas concorrentes da Mostra Competitiva no Panorama Internacional Coisa de Cinema, que começou nesta quinta-feira, em Salvador, e prossegue até o próximo dia 25. A programação pode ser conferida no site www.coisadecinema.com.br. 


Política de Estado para distribuição e as novas tecnologias


O cineasta Felipe Bragança conversou com o Nicotina, Cafeína e Cinema, também, sobre temas mais gerais, que dizem respeito à sétima arte. Um ponto destacado pelo co-diretor de A Alegria é a falta de uma política de Estado voltada para distribuição, um dos principais gargalos do cinema brasileiro atualmente. “Já existe uma política fomento à produção consolidada. No edital da Petrobrás, por exemplo, tivemos a oportunidade de fazer um filme com um orçamento de R$ 1 milhão.Porém levamos dois anos para deixá-lo pronto e começamos a rodar por festivais, até que em 2011 chegamos em circuito nacional”, aponta Felipe.


Falando em novas tecnologias, o diretor acredita que as plataformas, atualmente, disponíveis podem ser, em parte, uma alternativa à dificuldade distribuição, no sentido de alcance de público. “Sim, a internet pode ser um aliado, mas não é a solução definitiva. Projetar um filme para internet é diferente de elaborar um longa para o cinema. É preciso entender a internet como um complemento, um avanço, uma plataforma onde você pode encontrar coisas inusitadas e, a partir daí, ser descoberto e desenvolver novos trabalhos”, diz.


Mas, para Felipe, a internet não banalizou o fazer cinematográfico. “Todo mundo pode escrever, mas nem todos vão se tornar escritores profissionais. É o mesmo raciocínio. Muitas pessoas podem fazer filmes e colocar na internet hoje. Mas isso não significa que eles vão se tornar cineastas. O diretor de cinema, em primeiro lugar, deve se preocupar com a estética e com a linguagem cinematográfica, e não são todos que vão ter atenção a esse processo”, conclui.  

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Co-produção internacional pode ser um dos caminhos para superar problema da distribuição

Carlos Baumgarten
Foto: Ali Gandschi


Técnica aprimorada, sensibilidade à flor da pele, roteiros bem redigidos, orçamentos de produção acessíveis. Se dependesse apenas desses fatores, o cinema brasileiro poderia decolar. Entretanto, existe um grande gargalo presente, não apenas na nossa sétima arte, mas em quase todas as produções independentes ao redor do mundo. É a distribuição. 


Finalizar um filme está mais alcançável. Mas levá-los ao cinema está cada vez mais difícil. Concorrer com Hollywood e as grandes produtoras brasileiras (Globo Filmes, por exemplo) não é tarefa fácil. Uma alternativa, que não pode ser considerada a salvadora da pátria, mas já seria um caminho, é o processo de co-produção internacional. 


A diretora do Festival de Berlim, Sonja Heinen (foto), entende bem do assunto. Ela é uma das responsáveis pelo Co-Production Market, evento que acontece no festival alemão e reúne produtores com projetos com potencial para conseguir parceiros internacionais. Além disso, ela integra o World Cinema Fund, um fundo de apoio para projetos de todas as partes do mundo, que contam com o apoio de financiadores alemães. 


Sonja esteve em Salvador, no final do mês de julho, para participar de uma mesa redonda sobre as possibilidades de desenvolver um projeto de co-produção internacional, durante o CineFuturo (VII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual), que aconteceu na capital baiana entre 25 e 30 de julho. Sonja concedeu uma entrevista ao Nicotina, Cafeína e Cinema, na qual ela apresenta alguns mecanismos presentes no Festival de Berlim que podem oferecer boas contribuições para produtores independentes. Confira: 


Nicotina, Cafeína e Cinema – Como a senhora vê o atual panorama do audiovisual no mundo? As co-produções internacionais seriam uma boa alternativa para superar o problema da distribuição? 


Sonja Heinen - Eu não posso dizer que as co-produções internacionais são, realmente, a arma secreta para superar as dificuldades de distribuição. No entanto, se você encontrar um co-produtor para o seu projeto no exterior, isso seria um bom sinal para o fato de que aquele determinado país estaria interessado no seu filme. E a distribuição de filmes independentes será sempre um negócio arriscado. As co-produções internacionais, realmente, não vão alterar essa realidade. Mas há uma consciência geral de que as co-produções internacionais oferecem melhores oportunidades para os filmes, a exemplo da participação em festivais. 


N-2C – Como funciona o Co-Produtction Market, no Festival de Berlim?

SH – O Co-Production Market, no Festival de Berlim, é, como dizem, a “casa” para os produtores com experiência em co-produções internacionais. Nós selecionamos projetos com potencial internacional organizamos reuniões entre os produtores, com o objetivo de ajudá-los a encontrar bom parceiros ou financiadores para os seus projetos. Nós selecionamos cerca de 35 dos mais de 600 projetos enviados. É claro que a qualidade do projeto é o critério mais importante. Porém, é preciso avaliar a viabilidade para encontrar parceiros internacionais. Além das reuniões, nós organizamos uma conferência e uma mesa redonda para discutir as tendências das co-produções internacionais, além de possibilitar a troca de contatos e experiências entre os produtores. 


 N-2C – Quais os critérios que um projeto cinematográfico deve seguir para despertar o interesse de parceiros internacionais?


SH – O principal, para cada parceiro internacional, é apresentar uma boa história, original, autêntica. Dessa forma, o produtor sempre encontrará parceiros, sem dúvida. Mas, é preciso atentar para os critérios estruturais. É um projeto que envolve parcerias. Portanto, não se pode pensar em montar um projeto pensando apenas em recolher dinheiro do exterior. Algumas questões ajudam a estruturar o projeto. O produtor deve observa ser é possível encontrar financiamento para o projeto fora do país de origem, focar onde ele quer que o seu filme alcance um bom público e avaliar em quais mercados ele poderia ter um bom desempenho. 


N-2C - Como a senhora avalia o cinema brasileiro de hoje? Estamos em um patamar no qual podemos apostar em co-produções internacionais para passar pelo gargalo da distribuição?

SH - O cinema brasileiro tem uma história importante. Na minha opinião, tem se tornado cada vez mais interessante, por valorizar histórias locais. E eu penso da seguinte forma: quanto mais você explora o local, mais internacional pode se tornar o seu projeto. Se a história é autêntica, é universal e todos no mundo, de alguma forma, vão compreendê-lo. Essa é uma base muito boa para superar as dificuldades de distribuição, mas os mercados são bastante difíceis. No entanto, acho que às vezes podemos ter a felicidade de ver um filme independente ser bem sucedido em todo o mundo, mesmo que ele tenha uma distribuição muito menor do que um filme dos EUA, por exemplo. O Brasil tem hoje uma estrutura de financiamento muito boa e internacionalmente competitiva para filmes locais e também para co-produções internacionais. Existem os fundos públicos, premiações, créditos fiscais, entre outros. Assim, a base para a colaboração internacional está no próprio país, definitivamente.


N-2C -  A senhora integra também o World Cinema Fund, correto? O que seria esse órgão e como os produtores podem buscar apoio através dele? 


SH - Sim, isso mesmo. O World Cinema Fund é o fundo de apoio do Festival de Berlim para pequenos filmes. Alguns exemplos de filmes que apoiamos desde o início de nossas atividades, em 2004, são: por exemplo: The Milk of Sorrow (ClaudiaLlosa, Peru, vencedor em Berlim), Uncle Boonmee (Apichatpong Weerasethakul, Tailândia, vencedor de Cannes), Post Mortem (Pablo Larrain, Chile, Suely Veneza), entre outros.  Apoiamos a produção de filmes da América Latina, África, Oriente Médio, Europa Central e Sudeste da Ásia e no Cáucaso. É um fundo voltado para filmes artísticos com orçamentos menores, que, talvez, de outra forma, não poderiam ser realizados. Nosso orçamento anual é de menos de 400 mil euros, mas o dinheiro pode ser gasto por completo na região de origem do filme. Mas, uma vez que um projeto é aprovado, o produtor brasileiro, por exemplo, precisaria de um parceiro alemão para acessar ao dinheiro. Produtores brasileiros podem enviar seus projetos diretamente para nós. Nosso último prazo se encerrou no último dia 4 de agosto. O próximo será em março de 2012.

Estreia, nesta sexta-feira, A Árvore da Vida, de Terrance Mallick*


Carlos Baumgarten


Brad Pitt e Sean Penn são as estrelas do enigmático A Árvore da Vida, do também enigmático Terrance Mallick. O filme foi uma das principais atrações do Festival de Cannes desse ano e tem o foco na relação entre pai e filho. Apesar de partir de um ponto banal, Mallick expande a ótica dessa relação ao longo dos séculos, que vai desde a origem do universo até o fim dos tempos. Essa jornada culmina na busca pelo amor altruísta e pelo perdão. O longa é a principal estreia deste fim de semana.  


Do drama ao terror ficcional adolescente, vamos para J.J. Abrams que assume a direção de uma produção de Steven Spielberg. Super 8 conta a história de um grupo de garotos que, no verão de 1979, testemunha um misterioso acidente. O registro é feito com uma câmera super 8. Em seguida, eles percebem que desaparecimentos, também misteriosos, começam a acontecer em sua cidade. 


O ex-Superman Brandon Routh pega mais um papel saído dos quadrinhos, mas não tão popular quando o do homem de aço. Trata-se do filme Dylan Dog e as Criaturas da noite. Pelo título, já dá pra prever do que vamos encontrar. São as aventuras de um detetive particular especializado em casos sobrenaturais. No longa, ele vai caçar um monstro nos pântanos da Louisiana. 


O poeta marginal Paulo Leminski foi o principal inspirador o filme Ex Isto. Fantasiosamente, o longa de Cao Guimarães relata a vinda de René Descartes ao Brasil com Maurício de Nassau. O filósofo aproveita a estadia para se enveredar pelos trópicos sob o efeito de ervas alucinógenas, investigando questões da geometria e da ótica diante do novo mundo. 


Outra produção nacional que chega a alguns cinemas é o longa de Eryk Rocha, Transeunte. Rodado em preto e branco, o filme narra a historio de um senhor aposentado que, ao perder os laços com a vida, vira um mero figurante de sua história e dos conflitos alheios que acontecem ao seu redor. Mas, passo a passo, ele inicia o processo para recomeçar a vida.  


Na onda dos documentários sobre times de futebol, Darko Bajic e Renato Martins fazem um recorte ainda maior e focam na trajetória de um jogador. E a bola da vez é o sérvio Dejan Petkovic, que, iniciou sua carreira brasileira no Vitória da Bahia e se aposentou, recentemente, no Flamengo. O documentário O Gringo vai traçar, justamente, essa trajetória, desde o início, em sua terra natal, até a passagem pelos clubes brasileiros e sua consagração no time carioca. 

*As estreias não acontecem, necessariamente, em todas as cidades. Confira as sessões em sua localidade, pois alguns dos lançamentos podem ser exibidos posteriormente nos cinemas próximos a você. A certeza é que estreias estarão disponíveis. Escolha a que for mais apropriada ao seu gosto e tenha um bom filme! Não se esqueça de desligar o celular...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Folha de S. Paulo lança coleção de cinema europeu


Redação


Desde o último domingo, a Folha de S. Paulo está “presenteando” seus leitores com a Coleção Cine Europeu. Serão 25 edições semanais em formatos livro-DVD, com grandes clássicos de diretores como Felini, Bertolucci, Almodovar, Eisentein, Godard, Truffaut, entre outros. O primeiro número chegou às bancas neste dia 7. Na compra da primeira edição, que traz A Doce Vida, o leitor leva o segundo número (com Fitzcarraldo) grátis. 


Cada livro-DVD custa R$15,90 e pode ser comprado separadamente do jornal Folha de S. Paulo. Para obter mais informações sobre a coleção, acesse o site: www.folha.com.br/cineeuropeu

sábado, 6 de agosto de 2011

Começa o tradicional Festival de Gramado

Redação


Iniciou-se na noite desta sexta-feira a 39ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontece na aconchegante cidade gaúcha até o próximo dia 13. Na abertura, a marca ficou por conta da homenagem ao ator e diretor Selton Mello, que exibiu o seu novo filme O Palhaço. 


Durante uma semana, o público poderá conferir os mais recentes e os futuros lançamentos do cinema nacional. A programação completa pode ser conferida no site do Festival de Gramado. 

A Serbian Film tem exibição liberada no Brasil

Redação


Após a polêmica lançada pelo Ministério da Justiça, proibindo a exibição de A Serbian Film – Terror Sem Limites, parece que as autoridades voltaram atrás, após a pressão do setor audiovisual. A justiça anunciou que o longa poderá ser exibido, classificando-o como “não recomendado para menores de 18 anos, por conter sexo, pedofilia, violência e crueldade”.

Se essa atitude tivesse sido tomada desde o início, a possibilidade de o filme passar despercebido seria grande. Entretanto, podemos esperar que muitas pessoas, só por curiosidade, vão conferir o longa. A Serbian Film conta a história de um ator pornô levado a fazer uma série de atrocidades após ser drogado.  

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Hitchcock: assistente de direção

Redação

Para todos aqueles que não acreditam que, um dia, os protagonistas tiveram que ser coadjuvantes. Foi anunciado, pelo site The Hollywood Reporter, a descoberta de três rolos do filme The White Shadow (a sombra branca, em tradução livre), rodado em 1924. O filme, dirigido por Graham Cutts, narra a história do conflito entre duas irmãs gêmeas, uma angelical e a outra diabólica.

Nos créditos, ninguém mais, ninguém menos, do que Alfred Hitchcock aparecia como assistente de direção. O ainda desconhecido artista britânico assinou também a edição e o roteiro do filme. Os três rolos encontrados são dos momentos iniciais do filme. Faltam os três últimos rolos para conferir a obra completa.

A descoberta aconteceu na Nova Zelândia. Os rolos de The White Shadow estavam perdidos entre filmes americanos não identificados, guardados no Arquivo Cinematográfico daquele país. Segundo o site The Hollywood Reporter, o filme será restaurado pelo Park Road Post Production.

Os rolos pertenciam a um projecionista e colecionador Neozelandês, que morreu em 1989. Toda a coleção foi enviada para o arquivo, por conta dos riscos expostos pelos negativos altamente inflamáveis.

Hitchcock iria estrear um ano depois, em 1925, como diretor no filme The Pleasure Garden. O resto é história.  

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Confira a programação do Cine Nostalgia para o mês de agosto


Dia 04 às 15:00 filme  " CHAMAS QUE NÃO SE APAGAM " ano - 1956 ( USA ).
Atores - Barbara Stanwick, Fred MacMurray e Joan Benett.
Diretor - Douglas Sirk - Drama - Livre - 84 min.
 
Dia 05 às 15:00 filme " O INDOMADO " ano -1963 ( USA ).  03  Oscar
Atores - Paul Newman, Patrícia Neal e Melvyn Douglas.
Diretor - Martin Ritt - Drama - 14 anos - 111 min.

Dia 06 às 15:30 filme " O MUNDO EM SEUS BRAÇOS " ano - 1952 ( USA ).
Dia 07 às 16:00 ) o mesmo filme ).
Atores - Gregory Peck, Ann Blyth e Anthony Quinn
Diretor - Raoul Walsh - Aventura - 12 anos - 104 min.
 
Dia 11 às 15:00 filme " A DAMA ENJAULADA " ano -1964 ( USA )
Atores - Olivia de Havilland, James Caan, Ann Sotherm e Jeff Coray.
Diretor - Delmer Davis - Drama - 12 anos  - 91 min.

Dia 12 às 15:00 filme " OS 4 HERÓIS DO TEXAS " ano -1963 ( USA )
Atores -  Frank Sinatra, Dean Martin, Anita Ekberg e Ursula Andress.
Diretor - Robert Aldrich - Faroeste - 12 anos - 124 min.

Dia 13 às 15:30 filme " NOSSO AMOR DE ONTEM " ano - 1973 ( USA ).
Dia 14 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Barbra Streisand, Robert Redford, Bradford Dillman e Viveca Linfords.
Diretor - SyddneyPollack - Romance - Livre - 140 min.
 
Dia 18 às 15:00 filme " LÁGRIMAS AMARGAS " ano -1972 ( USA ).
Atores - Betty Davis, Sterling Hayden, Natalie Wood e Warner Anderson
Diretor - Stuart Heisler - Drama - 12 anos - 91 min.
 
Dia 19 às 15;00 filme " MORITURE " ano - 1965 ( USA )
Atores - Marlon Brando, Yul Brynner, Janet Margolin e Trevor Howard
Diretor - Bernard Wicki - Guerra  - 12 anos - 123 min,
 
Dia 20 às 15:30 filme " REBECA - A MULHER INESQUECÍVEL " ano -1940 ( USA ) 02 Oscar.
Dia 21 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Jean Fontaine, Lawrence Olivier, George Sanders e Judidth Anderson.
Diretor - Alfred Hitchcock - Suspense - 12 anos - 130 min.

Dia 25 às 15:00 filme " LANCEIROS DA INDIA " ( A Vida de Bengar  Lancer )  ano - 1935 ( USA ).
Atores - Gary Cooper, Franchote Tone e Richard Cromwell
Diretor - Henry Hathaway - Aventura - 12 anos - 109 min.
Dia 26 às 15:00 filme " HERÓIS ESQUECIDOS " ano - 1939 ( USA )
Atores - James Cagney, Priscilla Lane, Humphrey Bogart e Gladys e George.
Diretor - Raoul Walsh - Policial - 12 anos - 107 min.
   
Dia 27 às 15:30 filme " CARROSSEL " ano -1964 ( USA ).
Dia 28 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Gordon MacRae, Shirley Jones, Cameron MItchel e  Barbara Ruck.
Diretor - Henry King - Musical - LIvre - 128 min.

Ciclo Salvador de Cinema inscreve até 10 de agosto

Redação


Os interessados em participar do Ciclo Salvador de Cinema poderão se inscrever, através do site do evento, até o dia 10 de agosto em um dos três cursos oferecidos. Os cursos são todos voltados para cinema e incluem: assistência de direção, montagem e produção executiva. Os cursos acontecem entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro, na Caixa Cultural Salvador e são gratuitos. Confira a agenda:

Assistência de Direção (dia 31/8), ministrado por Márcia Faria, profissional com dezenas de longas no currículo, tendo feito assistência de direção para cineastas como Walter Salles, Karim Aïnouz e Sérgio Machado;

Montagem
(01 e 02/09) com Karen Harley, renomada montadora de filmes como Cinema, Aspirinas e Urubus e Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo;

Produção Executiva
(03 e 04/09), com o produtor Lula Oliveira, da produtora baiana DocDoma Filmes, e Tereza Gonzalez, produtora executiva de Lisbela e o Prisioneiro, Deus é Brasileiro, entre outros, e professora da pós-graduação Film and Television Business da FGV, no Rio de Janeiro.

Todos os cursos serão realizados em período integral: das 9h às 13h e de 15h às 18h.

CineFuturo despede-se de Salvador premiando curtas

Redação

Haruo Ohara, de Rodrigo Grota, e Olho de Boi, de Diego Lisboa, foram eleitos, respectivamente, os melhores curtas nacional e baiano. A premiação foi realizada no último sábado (30), no Teatro Castro Alves, em Salvador, e fechou a programação do CineFuturo (VII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual).  

Ao total, foram 13 filmes concorrendo na única mostra competitiva do CineFuturo. Haruo Ohara conta a história do agricultor e fotógrafo japonês (nominado no título), que morou no Brasil e retratou a vida e o trabalho no campo dos imigrantes japoneses. Já Olho de Boi mostra o conflito entre os desejos e as crenças de uma criança.

 O CineFuturo fecha a sua sétima edição com um saldo positivo. Palestras, mostras, workshops, retrospectivas e mesas redondas reuniram, durante seis dias, cineastas, estudantes, estudiosos e cinéfilos, evidenciando o seminário como um dos principais eventos sobre o audiovisual no País.