sábado, 2 de julho de 2011

Crítica: X-Men: Primeira Classe

A primeira classe do professor Xavier de muitas outras que possam vir

Carlos Baumgarten

X-Men é um clássico moderno. Adaptados dos quadrinhos de Stan Lee e Jack Kirby, os filmes produzidos ao longo de uma década conquistam o público, por sua apuração técnica, atuações brilhantes e um roteiro que mescla uma ribeira ao melodramático aliada ao turbilhão de efeitos especiais. Mensagem positiva: seja você mesmo para ser aceito na sociedade.

Obviamente, tudo o que estou falando não passa de baboseira sem fundamento, afinal a franquia X-Men tentou ressuscitar o sucesso inicial, retomando histórias anteriores aos mutantes mais famosos do mundo. Não é diferente com X-Men: Primeira Classe, em cartaz nos cinemas, que, assim como Batman Begins (2006) buscou ir a fundo à origem da escola do professor Charles Xavier.

E foi longe mesmo. O filme abre em 1944 em locais distintos. Erik, na Polônia, é um jovem mutante que vê a mãe ser morta por nazistas após não conseguir utilizar a sua habilidade, que é atrair objetos de metal. Do outro lado do oceano Atlântico, em Nova Iorque, Charles Xavier, um garoto telepata, encontra-se com uma garota “especial” como ele: Raven.

As vidas de Erik e Xavier vão se cruzar em meio à crise nuclear que ronda o mundo, na batalha ideológica da Guerra Fria, firmada entre Estados Unidos e, então, União Soviética. Esse pano de fundo histórico poderia trazer um componente a mais para o filme de Mathew Vaughn. Mas o diretor não tem o mesmo talento do colega Christopher Nolan, que foi mais profundo na mente do Cavaleiro das Trevas e, se apoiando em questões atuais, produziu uma obra de qualidade e fiel aos quadrinhos.

X-Men: Primeira Classe tenta se apoiar nos efeitos especiais e em um roteiro vazio. Efeitos especiais, há muito tempo, deixaram de ser novidades e os deste filme não impressionam. Deve agradar a alguns fãs, principalmente os mais fanáticos que, obviamente, vão aprovar tudo que se faça sobre os mutantes. Mas, se a ideia era conquistar novos seguidores, não cumpre o seu papel.

Temos atuações fracas de um elenco desconhecido. Algumas personagens não são dosadas corretamente no decorrer da película, o que deixa o roteiro invariável de maneira não intencional. Para completar, as cerca de duas horas e doze minutos de projeção parecem ser bem mais longas, talvez por a obra ser totalmente previsível.

Porém, pelo andar da carruagem, a franquia X-Men não aparenta que vai parar por aí, para alegria de uns e tristeza de outros.  

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