quinta-feira, 30 de junho de 2011

Crítica: Qualquer Gato Vira-Lata

Filme global segue fórmula do gênero na língua de TV


Carlos Baumgarten


Qualquer Gato Vira-Lata, em cartaz nos cinemas brasileiros, segue direitinho a fórmula das comédias românticas. Ou seja, quem for conferir, vai encontrar inúmeros clichês, algum humor forçado e um elenco que mais parece um jogo de marketing para o filme do que atores dispostos a atuar.

Tudo começa quando a personagem de Cléo Pires (uma das jogadas de marketing do filme) leva um pé na bunda do namorado mulherengo. Ela encarna uma mulher ciumenta, grudenta, que deixa qualquer um, louco por liberdade, a beira de um ataque de nervos. Ela encontra um professor (Malvino Salvador) que desenvolve a tese de que os seres humanos devem agir como os outros animais: macho vivendo em poligamia sem a fêmea incomodar.

Assim, Cléo Pires se oferece para ser o seu objeto de estudo, com o intuito de provocar ciúmes no seu ex-namorado.

Inspirada na peça homônima de Juca de Oliveira, Qualquer Gato Vira-Lata peca em todos os sentidos. Não há nada de interessante que possa se aproveitar da trama. O elenco, que poderia ser um diferencial, não ajuda nem um pouco. Não há química alguma entre os atores. Como já foi dito, um humor forçado e, em alguns momentos, parece que estamos vendo uma peça de teatro.

Falando em linguagem, a mão da Globo está, mais uma vez, presente. A impressão que temos é que daqui a alguns meses teremos uma minissérie a partir deste “piloto” lançado nos cinemas. Isso sem contar com os velhos clichês que nos levam a um final extremamente previsível.

Obviamente, para aqueles que são fãs dos programas globais que recheiam as nossas telinhas, a trama pode até agradar, já que seria como ver uma novela em tela grande. Mas, se está buscando algo, pelo menos, diferente, divertido, Qualquer Gato Vira-Lata definitivamente não é uma boa opção.  

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