sábado, 16 de abril de 2011

Google relembra 122 anos de Charile Chaplin

Carlos Baumgarten


Há exatos 122 anos, nascia um gênio. Charles Spencer Chaplin, ou, simplesmente, Charlie Chaplin, nasceu em Londres no dia 16 de abril de 1889. E quem entrou no site de buscas Google, desde ontem, notou que o gigante da internet não se esqueceu de fazer referência a esse grande nome da comédia e dos primórdios do cinema.

Chaplin atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus filmes. Dizem os estudiosos que ele foi fortemente influenciado pelo comediante francês Max Linder, a quem ele dedica um de seus filmes. Sua personagem mais marcante é referência até hoje, especialmente na comédia física. The Tramp, o simpático andarilho, bigodudo que caminhava de smoking e bengala  fazendo palhaçadas, fez plateias ao redor do mundo sorrirem, numa época em que o cinema tinha como único recurso a imagem.

Mas a comédia de Charlie Chaplin não era vazia. Era humana. Isso lhe rendeu uma série de polêmicas ao longo de sua carreira, especialmente em seus discursos humanitários contra a guerra, fortemente presentes em O Grande Ditador (1940). Chaplin também foi um visionário ao criticar a mecanicidade da vida com a recém-instalada Revolução Industrial e provou que estava muito a frente do seu tempo em Tempos Modernos (1936).

Em O Garoto (1921), Chaplin mostrou talento, como ninguém da sua época, em conseguir dirigir uma criança, com tanta espontaneidade e autenticidade, que não há como não se emocionar ao nos depararmos com a relação entre The Tramp e o pequeno garotinho.

Chaplin ganhou um Oscar honorário em 1972 pelo conjunto da obra. Mas, o que fica na memória é a sua mensagem humanitária através da comédia e a sua visão genial do mundo em que vivemos. Para comemorar esses 122 anos, compartilhamos um trecho do discurso final de O Grande Ditador, que pode dar uma ideia do que significa, em resumo, a trajetória de um gênio do cinema, da comédia e que captou na melhor essência o que é ser humano.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.  A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido”.

Charlie Chaplin (1889-1977)

                                  Reprodução
Homenagem do Google a Charlie Chaplin.

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