quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cultura a favor da Copa

Redação


A CBF vai financiar projetos culturais até a realização da Copa do Mundo de 2014, segundo informações da Folha On Line. Estão incluídos aí financiamentos de filmes ligados ao esporte. O primeiro projeto contemplado pela entidade foi o filme sobre Heleno de Freitas, jogador brilhante, mas que teve vida marcada por escândalos e problemas pessoais. O total investido pela CBF foi R$ 200 mil

A cinebiografia de Heleno de Freitas já foi rodada e está prevista para estrear nas telas do cinema até o final do ano. A produção é dirigida por José Henrique Fonseca, e conta com Rodrigo Santoro no elenco, que interpreta o protagonista da história, ou seja, o próprio Heleno de Freitas. O jogador passou por times como Vasco, Botafogo, além de atuar em 18 partidas pela seleção brasileira.

A CBF vai também financiar projetos de outras naturezas, a exemplo de espetáculos teatrais. O único pré-requisito é que os projetos sejam ligados ao esporte.

E não é a primeira vez que a entidade presidida por Ricardo Teixeira tentou emplacar uma empreitada cultural. Na Copa de 2002, quando o Brasil foi pentacampeão mundial na Ásia, os bastidores dos atletas foram registrados. Diretores do calibre de Pedro Almodóvar chegaram a estudar o projeto, mas a baixa qualidade das imagens capturadas fizeram a ideia ser engavetada.

Mais preparados técnica e profissionalmente em 2006, na Copa da Alemanha, o projeto seguiu os mesmos passos. Porém, o fiasco que foi a atuação da seleção, que culminou em sua eliminação nas quartas-de-final pela França, fez, mais uma vez, o projeto ser engavetado. Registro: a CBF, que precisa de uma boa recuperação de imagem frentes aos escândalos de corrupção que rondam a entidade e a pessoa de seu presidente, não poderia trazer um filme com uma mensagem positiva a partir de uma eliminação, por melhor que fosse as suas intenções.

A esperança é a Copa de 2014, no Brasil. Ricardo Stuckert, ex-fotógrafo oficial de Lula, foi convocado para fazer os registros dos bastidores da nossa seleção. Basta saber se a poderosa CBF continuará com cacife alto para se manter em meio às crises e se os nossos atletas estarão em forma para conquistar o hexacampeonato dentro de casa.

Uma coisa é certa: de tanta sujeira que acompanhamos no noticiário (e nos mínimos possíveis, afinal, os grandes escondem a poeira embaixo do tapete), a CBF, pelo menos, trará parte dos seus enormes recursos para promover a cultura. A entidade está se apoiando nas leis de incentivo à cultura e em um País cuja população vive de pequenos repertórios, qualquer incentivo à cultura é bem-vindo.   

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