segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sex and City 2 é massacrado, mas pior filme do ano é O Último Mestre do Ar

Redação


Vamos agradecer aos piores, pois, sem eles, não existiriam os melhores. Por isso, o Framboesa de Ouro, todos os anos, um dia antes do Oscar, divulga a lista de contemplados com os prêmios de piores do ano. Confira a lista:

Pior filme
O Último Mestre do Ar

Pior ator
Ashton Kutcher - Par Perfeito e Idas e Vindas do Amor

Pior atriz
Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon - Sex and the City 2

Pior ator coadjuvante
Jackson Rathbone - O Último Mestre do Ar e A Saga Crepúsculo: Eclipse

Pior atriz coadjuvante
Jessica Alba - The Killer Inside Me, Machete, Idas e Vindas do Amor e Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família

Pior diretor
M. Night Shyamalan - O Último Mestre do Ar

Pior roteiro
O Último Mestre do Ar

Pior casal ou elenco
Todo o elenco de Sex and the City 2

Pior sequência, versão ou paródia
Sex and the City 2

Pior uso da tecnologia 3D
O Último Mestre do Ar

Confira a programação do Cine Nostalgia para março

Dia 10 às 15:00 filme " ASHANTI" ano - 1979 ( USA ).
Atores - Michael Caine, Peter Ustinov, Omar Sharif, Rex Harrison e William Holden.
Diretor - Richard Fleischer - Aventura - 14 aos - 110 mim.
 
Dia 11 às 15:00 filme " VIDAS EM FUGA" ano - 1960 ( USA )
Atores - Marlon Brando, Anna Magnani e Joanne Woodward.
Diretor - Sidney Lumet - Drama - 12 anos -121 mim
 
Dia 12 às 15:30 filme " BELEZAS EM DESFILE - 1933 ( USA ).
Dia 13 às 16:00  ( o mesmo filme ).
Atores -- Jaames Cagney, Joan Blondel, Ruby Keeler e Dick Powell.
Diretor - Lioyd Bacon - Musical - Livre - 104 mim.
 
Dia 17 às 15:00 flme " O ESTRANHO" ano - 1946 ( USA )
Atores - Orson Welles, Loretta Young e Edward G. Robinson.
Diretor - Orson Welles - Policial - 14 anos - 99 mim.
 
Dia 18 às 15:00 filme " TÓQUIO JOE " ano - 1949 ( USA ).
Atores - Humphrey Bogart, Alexander Knox, Flortence Marly e Sessue Hayakawa.
Diretor - Stuart Heister - Policial - 12 anos - 88 mim.
 
Dia 19 às 15:30 filme " O RIO SAGRADO " ano - 1951  ( India ).
Dia 20 às 16:00 ( o mesmo filme 0.
Atores -  Nora Swinbum, Esmond Knight Rtur Shield e Suprova Mukerjee.
Diretor - Jean Renoir - Drama - 12 anos - 92 mim.
 
Dia 24 às 15:00 filmw " ALMA EM PÂNICO"  ano - 1952 ( USA ).
Atores - Robert Mitchum,  Jean Simmons, Mona Freeman e Herbert Marshall
Diretor - Otto Preminger - Drama - 14 anos - 91 mim.
 
Dia 25 às 15:00 filme " SEMINOLE " ano - 1953 ( USA ). 
Atores - Antony Quenn, Rock Hudson e Barbara Hale.
Diretor - Budd Boetticher - Faroeste - 14 anos - 86 mim.
 
Dia 26 às 15:30 filme " A SOMBRA DE UMA DÚVIDA " ano - 1942 (USA ).
Dia 27 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Teresa Wright, Joseph Cotton e MacDonald Carey
Diretor - Alfred Hitchock - Suspense - 14 anos - 108 mim.
 
Dia 31 às 15:00 filme " A PRINCESA DO ELDORADO " ano -- 1939 ( USA )
Atores - Nelson Eddy e Jeanette MacDonald.
Diretor - Robert Z. Leonardis - Musical - Livre - 121 mim.

O Oscar que não iria para o Brasil

Carlos Baumgarten



A imprensa pregou nos quatro cantos do País que Lixo Extraordinário era o representante do Brasil no Oscar. Até a noite de ontem, durante a premiação, muitos torciam como se fôssemos conquistar a nossa primeira estatueta. Em primeiro lugar, é preciso fazer uma observação: Oscar não é parâmetro de qualidade. Qualidade que, diga-se de passagem, é tão subjetiva quanto os gostos pessoais de cada um.

Então, é preciso entender o que é o Oscar: é uma premiação de Hollywood para Hollywood. Os jurados são de Hollywood e aqueles trabalhos de fora têm que fazer o gosto dos membros daquela Academia. Então, o alvoroço que se faz por um Oscar ao Brasil é uma atitude demagógica, na falta de outro adjetivo.

É claro que ser premiado é sempre positivo. Traz visibilidade ao trabalho, dá oportunidade ao desenvolvimento do cinema. No caso de Lixo Extraordinário, a indicação colocou em evidência o trabalho dos catadores de lixo de Jardim Gramacho, aterro sanitário localizado na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O lixo que é transformado em arte, sob o olhar do artista Vik Muniz, trouxe uma nova perspectiva de vida para aqueles trabalhadores.

Mas, voltando ao tema central, Lixo Extraordinário concorria ao Oscar de melhor documentário. É uma co-produção entre Brasil e Reino Unido, dirigido pela britânica Lucy Walker e co-dirigido pelos brasileiros João Jardim e Karen Harley. O que há de se esperar? Que se divida a premiação em duas? Ou só por que tivemos parte de recursos brasileiros e o filme rodado no Brasil deveríamos pleitear pelo nosso nome em Hollywood?

Não se pode dizer que é uma produção 100% brasileira. Sem tirar os méritos dos nossos conterrâneos, mas há de se esperar que haja um acordo na assinatura da produção. Por exemplo: Lope é uma co-produção entre Brasil e Espanha, dirigido pelo brasileiro Andrucha Waddington. Parte das pessoas que trabalharam no longa eram brasileiros, mas a produção e a maior parte dos recursos vieram da Espanha. Não é a toa que Lope estava entre os finalistas para ser o representante espanhol no Oscar.

As locações, os diretores, os atores, roteiristas ou técnicos podem ser de qualquer parte do mundo. O que vai contar na hora da inscrição nas premiações é a origem da produção: quem produziu, quem arcou com os recursos? Como foi dito, se há mais de um País envolvido, é preciso chegar a um acordo, obviamente, que seja justo para ambas as partes. O Brasil não leva o prêmio, mas assina a co-produção, por cuidar de parte dos recursos. Não é justo?

Portanto, é preciso cessar com esse discurso cheio de confetes por parte da mídia de sempre fazer um estardalhaço quando o Brasil está de evidência de alguma forma. Na época do lançamento de Toy Story 3, por exemplo, era o período pré-Copa do Mundo e, com o sempre, o clima de “já ganhou” tomava conta dos noticiários. Em uma das cenas da animação, o garoto Andy aparece com uma camisa amarela de gola verde. Foi o suficiente para os jornais insistirem que ele estava vestindo a camisa da seleção brasileira...

Seria ótimo se Lixo Extraordinário ganhasse, obviamente. Seria um reconhecimento para aqueles trabalhadores e mais um passo no caminho por um futuro melhor e mais digno. Mas sua qualidade está comprovada, independente de Oscar ou de qualquer outro prêmio. Pregar que esse Oscar é do Brasil (ou brigar para que ele viesse parar em nossas mãos) é uma causa enfadonha, que beira o ridículo ou ao apelo jornalístico pela cultura do circo, pão e alienação. Seria mais um motivo para antecipar o Carnaval e esquecermos dos nossos reais problemas. 

O Discurso do Rei confirma favoritismo no Oscar

Carlos Baumgarten


A maré parecia estar do lado de David Fincher e o seu A Rede Social até o Globo de Ouro, quando os prêmios dos Sindicatos, que dão mais peso às previsões do Oscar, mostraram uma mudança de atividade. O Discurso do Rei passou a monopolizar prêmios importantes, como os dos Sindicatos de Diretores, Atores e Produtores. Além disso, tinha o maior número de indicações ao Oscar: 12.

Tudo isso, aliado à qualidade do filme, devida, sem dúvida, em grande parte, ao desempenho da dupla Colin Firth e Geoffrey Rush, fez com que O Discurso do Rei saísse consagrado do Oscar 2011, cuja cerimônia aconteceu na noite deste domingo, em Los Angeles, levando quatro importantes estatuetas: melhor filme, melhor diretor, melhor ator e melhor roteiro original.

Alguns críticos esperavam até um prêmio dividido, como um melhor filme para O Discurso do Rei e melhor diretor para David Fincher, mas a Academia escancarou a preferência pelo trabalho de Tom Hopper, que conta a história de superação do rei George VI. De forma equilibrada, A Rede Social levou três prêmios: melhor trilha sonora original, melhor edição e melhor roteiro adaptado.

A Origem também não passou em branco, e arrebatou quatro estatuetas em categorias técnicas: melhor efeitos visuais, melhor fotografia, melhor edição de som e melhor mixagem de som.

A vitória de Natalie Portman na categoria melhor atriz também não foi nenhuma surpresa. Seu desempenho em Cisne Negro é, de fato, o ápice de sua carreira. Esse foi o único prêmio conquistado pelo longa de Darren Arronsfsky, que, na noite anterior, havia sido consagrado no Independent Spirit, festival de cinema independente de Santa Mônica, levando prêmios de melhor filme, melhor diretor e, obviamente, melhor atriz.

O thriller psicológico de uma bailarina à beira de um ataque de nervos teve orçamento modesto para os padrões de Hollywood (US$ 13 milhões), traz uma temática bem distante do que os membros da Academia pareciam tender a premiar este ano. Porém, não deixaram de reconhecer o empenho de Natalie Portman, bem como o seu talento nato, em Cisne Negro, que disputava a estatueta com a veterana e membro da Academia Annette Benning (por Minhas Mães e Meus Pais).  

Concorrendo na categoria de melhor filme, Toy Story 3 arrebatou a esperada estatueta de melhor animação e, também, a de melhor canção. O final da saga dos brinquedos mais famosos do mundo agradou críticos e público em geral.

A noite, portanto, que parecia estar polarizada em duas produções, acabou sendo equilibrada e justa, diante da tendência da Academia. Porém, nem tudo são flores. Os novos queridinhos de Hollywood, Anne Hathaway e James Franco, deixaram a desejar como mestres de cerimônia. Eles, sem dúvida, foram o ponto fraco da festa, afinal, criou-se uma grande expectativa, pois seriam estes os primeiros apresentadores jovens a conduzir uma cerimônia do Oscar.

A escolha de Franco e Hathaway faz parte de um processo da Academia em recuperar a audiência mais jovem, que foi se perdendo ao longo dos anos. Mas, pode causar o efeito inverso. Sorte que, durante pouco mais de uma década, eles enxugaram, e muito, a premiação, que hoje tem uma duração de, aproximadamente, duas horas e meia. James Franco, diga-se de passagem, estava indicado ao Oscar de melhor ator, por sua performance em 127 Horas.

Confira a lista de premiados:

Melhor Direção de Arte
Alice no País das Maravilhas

Melhor Fotografia
 A Origem

Melhor Atriz Coadjuvante
Melissa Leo, de O Vencedor

Melhor Curta de Animação
 The Lost Thing

Melhor Longa de Animação
 Toy Story 3

Melhor Roteiro Adaptado
A Rede Social

Melhor Roteiro Original
 O Discurso do Rei

Melhor Filme Estrangeiro
Em Um Mundo Melhor

Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale, de O Vencedor

Melhor Trilha Original
A Rede Social

Melhor Mixagem de Som
A Origem

Melhor Edição de Som
A Origem

Melhor Maquiagem
 O Lobisomem

Melhor Figurino
 Alice no País das Maravilhas

Melhor Documentário de Curta Metragem
 Strangers No More

Melhor Documentário de Longa Metragem
 God Of Love

Melhor Documentário
 Trabalho Interno

Melhor Efeitos Visuais
A Origem

Melhor Edição
A Rede Social

Melhor Canção Original
Toy Story 3

Melhor Direção
Tom Hooper, por O Discurso do Rei

Melhor Ator
Colin Firth, por O Discurso do Rei

Melhor Atriz
Natalie Portman, por Cisne Negro

Melhor Filme
O Discurso do Rei 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O homem que fez e faz gerações sorrirem, um dia, chorou

Oscar Honorário para Charles Chaplin, em 1973. Não é preciso dizer muito, apenas observar.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=J3Pl-qvA1X8

Índia de Danny Boyle se consagra em 2009

Quem Quer Ser Um Milionário (2008) foi uma das grandes surpresas do Oscar de 2009. O filme, que narra a dura realidade de crianças em Mumbai, na Índia, ganhou oito estatuetas, incluindo melhor filme e melhor diretor. Foi a chegada de Bollywood em Hollywood. 




Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=CF8EhpJp1ww


Spielberg, Coppola e Lucas entregam primeiro Oscar de Martin Scorsese

Todos sabem que o Oscar pode ser muito injusto. Às vezes, não reconhecem o trabalho atual, mas sim todo um esforço ao longo da carreira. E não é o Oscar Honorário. Martin Scorsese é um dos diretores que, por anos, encabeçou a lista de injustiçados. Depois de dirigir obras-primas, como Touro Indomável, em 1980, e Os Bons Companheiros, em 1990, foi com um filme abaixo da média que ele conquistou o seu primeiro Oscar de direção. 


Os Infiltrados (2006) é um bom filme, mas não passa disso. Não há nada de extraordinário. O prêmio foi uma espécie de pedido de desculpas da Academia ao diretor por não o reconhecer durante todos esses anos. A presença de três amigos de longa data, Steven Spielberg, Francis Ford Coppola e George Lucas, já dava uma prévia de quem seria o ganhador daquela noite de 2007. O próprio Scorsese fez uma expressão do tipo "finalmente" e quando subiu ao palco pediu aos amigos: "Vocês checaram o envelope duas vezes". 


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=YbbzaS8rcak&feature=rec-LGOUT-exp_fresh+div-1r-2-HM

Ellen DeGeneres pede a Spielberg para tirar foto sua com Clint Eastwood

Nos últimos anos, o humor tem sido a marca dos apresentadores da cerimônia do Oscar. Em 2007, a atriz Ellen DeGeneres foi a anfitriã da festa e, em uma de suas tiradas, estava andando em meio à plateia e encontra Clint Eastwood. Após uma breve troca de elogios, a atriz pede para eles tirarem uma foto juntos. DeGeneres procura alguém que possa assumir o papel de fotógrafo e pede a gentileza Steven Spielberg, que está logo ao lado de Eastwood. Mas, ela alerta: "cuidado com o enquadramento". Spielberg bate a foto e, ao ver o resultado, ela reclama: "Não. Bate outra". 


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=q0XUJETqVoA

Roberto Benigni enlouquece em 1998

Se na Copa do Mundo de 1982 a Itália foi o grande carrasco do Brasil no campeonato, em 1998, um italiano chamado Roberto Benigni foi o terror dos brasileiros na disputa do Oscar. O seu longa A Vida é Bela disputava a estatueta de melhor filme estrangeiro com Central do Brasil, de Walter Salles. Naquele ano, Fernanda Montenegro também havia sido indicada ao Oscar de melhor atriz. 


O filme de Benigni arrebatou as estatuetas de melhor filme estrangeiro, melhor ator e melhor trilha sonora. Ao receber o prêmio na categoria melhor filme estrangeiro, entregue pela atriz italiana Sophia Loren, Beinigni enlouquece (a ele mesmo e aos brasileiros).


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=8cTR6fk8frs&feature=related

Bruce Springsteen ganha Oscar, mas Whitney Houston não parece satisfeita

Filadélfia foi a primeira produção hollywoodiana a discutir a temática do preconceito contra aidéticos e homossexuais. Jonathan Demme, após conquistar o Oscar de melhor diretor em 1991, por O Silêncio dos Inocentes, ganha respeito e confirma, em Filadélfia, a sua característica de humanização de personagens e respeito à dignidade de cada ser. Com a atuação de Tom Hanks e a canção de Bruce Springsteen (Streets of Philadelphia), o longa ganha ainda uma marca maior. 


O poder das palavras, do olhar, dos sons harmônicos emociona e, ambos, tanto Hanks quanto Springsteen, foram reconhecidos pela Academia, que os contemplaram com os prêmios, respectivamente, de melhor ator e melhor canção original, em 1994. Aquela foi a primeira vez que Springsteen escreveu uma música especialmente para um filme, feito que ele iria repetir mais de uma década depois, em O Lutador (2009). Mas, parece que Whitney Houston, que entregou a estatueta ao cantor, não aprovou a escolha da Academia. 


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=QeIOtaydCyo

Jack Palance ganha Oscar e mostra que está em forma, aos 73 anos

Na cerimônia de 1992, Jack Palance ganha o seu primeiro Oscar. Ele foi premiado na categoria de melhor ator coadjuvante, por sua performance em Amigos, Sempre Amigos e sua última indicação havia sido em 1953, pelo filme Os Brutos Também Amam. Palance, com 72 anos na época, mostra ao público que continua em forma ao receber a estatueta das mãos de Whoppi Goldberg. 


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=AGxL5AFzzMY

Marlon Brando rejeita Oscar e faz protesto através de nativa americana

A forma como os indígenas americanos eram retratados pela indústria de cinema hollywoodiana motivou o ator Marlon Brando a rejeitar o Oscar de melhor ator pelo seu trabalho em O Poderoso Chefão. Ao invés de receber o prêmio, ele enviou uma nativa americana até a festa, onde ela se pronunciou criticamente à situação do retrato de seu povo em produções, principalmente, de faroeste. Era o ano de 1973, e, na época, foi divulgado, após o incidente, que a pessoa enviada por Brando, na verdade, seria uma atriz. Esse fato é contestado por muita gente e ainda não se poder afirmar ao certo quem tem a palavra mais confiável. 


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=2QUacU0I4yU&feature=relmfu

Rocky, com temática de superação, conquista Oscar de melhor filme

Nos anos 70, Silvester Stallone surgia como um dos grandes astros de filmes de ação, estrelato que iria perdurar por todo os anos 80 e meados dos 90. Nos 2000, ele resolve retomar personagens que o deram fama, a exemplo de Rambo e o próprio Rocky, que, em 1977, desbancou produções como Taxi Driver e Todos os Homens do Presidente, levando a estatueta de melhor filme.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=sUrSr6Ga6i0&feature=related

Sidney Poitier faz história ao ganhar Oscar de melhor ator em 1964

Em 1964, quando poucos negros tinham espaço como protagonistas no cinema, Sidney Poitier rouba  a cena e conquista o Oscar de melhor ator, por seu trabalho em Uma Voz nas Sombras. A reação de Anne Bancroft, que entregou o prêmio, e da própria plateia refletem a importância do momento. 


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=qCzTyxXPy1o

Especial Oscar

Confira momentos marcantes desses 83 anos de história...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Relembre os indicados ao Oscar e faça as suas apostas para o próximo domingo

Filme
"Cisne Negro"
"O Vencedor"
"A Origem"
"Minhas Mães e Meu Pai"
"O Discurso do Rei"
"127 Horas"
"A Rede Social"
"Toy Story 3"
"Bravura Indômita"
"Inverno da Alma"

Ator
Colin Firth - "O Discurso do Rei"
Javier Bardem - "Biutiful"
Jeff bridges - "Bravura Indômita"
Jesse Eisenberg - "A Rede Social"
James Franco - "127 Horas"

Atriz
Annette Bening - "Minhas Mães e Meu Pai"
Nicole Kidman - "Reencontrando a Felicidade"
Michele Williams - "Namorados para Sempre"
Jennifer Lawrence - "Inverno da Alma"
Natalie Portman - "Cisne Negro"

Ator coadjuvante
Christian Bale - "O Vencedor"
John Hawkes - "Iverno da Alma"
Jeremy Renner - "Atração Perigosa"
Mark Ruffalo - "Minhas Mães e Meu Pai"
Geoffrey Rush - "O Discurso do Rei"

Atriz coadjuvante
Amy Adams - "O Vencedor"
Helena Bonham Carter - "O Discurso do Rei"
Melissa Leo - "O Vencedor"
Hailee Steinfeld - "Bravura Indômita"
Jacki Weaver - "Animal Kingdom"

Diretor
Daren Aronofsky - "Cisne Negro"
David Fincher - "A Rede Social"
Tom Hooper - "O Discurso do Rei"
David O. Russell - "O Vencedor"
Joel Coen e Ethan Coen - "Bravura Indômita"

Roteiro original
"A Origem"
"Minhas Mães e Meu Pai"
"O Discurso do Rei"
"Another Year"
"O Vencedor"

Roteiro adaptado
"127 Horas"
"Toy Story 3"
"Bravura Indômita"
"Inverno da Alma"

Animação
"Como Treinar Seu Dragão"
"O Mágico"
"Toy Story 3"

Filme estrangeiro
"Biutiful" (México), de Alejandro Iñarritu
"Incendies" (Canadá), de Denis Villeneuve
"Em um Mundo Melhor" (Dinamarca), de Susanne Bier
"Dente Canino" (Grécia), de Yorgos Lanthimos
"Fora da Lei" (Argélia), de Rachid Bouchareb.

Documentário
"Exit through the Gift Shop"
"Gasland"
"Trabalho Interno"
"Restrepo"
"Waste Land"

Trilha sonora
"Como Treinar Seu Dragão"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"127 Horas"
"A Rede Social"

Canção Original
"Cooming Home", de "Country Song"
"I See the Light", de "Enrolados"
"If I Rise", de "127 Horas"
"We Belong Together", de "Toy Story 3"

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A estética do sertão de volta ao cinema baiano

Carlos Baumgarten


Glauber Rocha explorou como ninguém a temática do sertanejo nos cinemas, através de filmes como Deus e o Diabo na Terra do Sol e O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro. Agora, o cineasta baiano José Walter Lima se apropria do tema, focando em uma figura emblemática dentro da história do sertão. O longa-metragem Antônio Conselheiro: O Taumaturgo do Sertão, segundo informou a produtora VPC, está finalizado e o público poderá reviver um dos conflitos mais marcantes e devastadores do Brasil.

Considerado o santo do sertão, Antônio Conselheiro liderou a resistência contra a truculência dos coronéis, que logo o viram como uma ameaça política, um inimigo em potencial. No conflito, a famosa Guerra de Canudos, mais de 25 mil pessoas morreram, lutando pela esperança de conquistar dias melhores.

Dentro dessa proposta, o filme de José Walter Lima resgata um sentimento de brasilidade, que há muito não se via em nosso cinema. Agora, é esperar e torcer que Lima ultrapasse o maior gargalo da sétima arte brasileira: a distribuição. Só assim o seu trabalho poderá atingir, em cheio, o diversificado público do Brasil.

Outras informações, você pode conferir no site oficial do filme: www.antonioconselheiroofilme.com.br.     

sábado, 19 de fevereiro de 2011

“Poesia de um gênio precoce”: Limite, de 1930, restaurado pela WCF

Carlos Baumgarten

Foto: Chrisitine Ordioni
O primeiro filme do Brasil restaurado pela WCF foi Limite, realizado por Mário Peixoto (1902-1992), em 1930. De acordo com Walter Salles (foto), trata-se de um filme essencial para a cinematografia brasileira. “Um filme poético e não narrativo realizado por um gênio precoce, Mário Peixoto, que o idealizou e filmou aos 21 anos de idade, contando com colaboradores brilhantes como o fotógrafo Edgar Brasil”, relata o cineasta.

Limite foca na história de um homem e duas mulheres, confinados em um barco, em meio à imensidão do oceano, onde começam a relembrar as suas trajetórias até chegarem onde estão.

Salles explica que Limite fecha um dos ciclos mais fecundos da história do cinema, o do cinema mudo. “Ao mesmo tempo, é um filme feito com total liberdade, por um grupo pequeno de colaboradores, que anuncia uma forma diferente, de se realizar cinema”, diz. Frente ao processo de restauração, o cineasta revela que a memória de Limite poderia ter sido totalmente esquecida, se não fosse o trabalho Saulo Pereira de Mello. “Ele foi responsável pelo primeiro processo de restauro, e supervisor da restauração conduzida pela WCF, com a inestimável colaboração de Patricia de Filippi e da Cinemateca Brasileira”, conclui.

Quanto à memória cinematográfica do Brasil, Walter Salles afirma que o País foi um dos primeiros a entender a importância vital que o cinema teria para o século XX. “Basta dizer que, em 1909, mais de 70 filmes foram realizados no país,  entre documentários, filmes de longa e media-metragem. É um número surpreendente, tendo-se em conta que os irmãos Lumière criaram o cinematógrafo poucos anos antes, em 1895”, aponta.

Por outro lado, na opinião de Salles, apesar da cinematografia rica e com artistas renomados e importantes para essa história, é preciso que os mestres continuem a filmar e que novos talentos encontrem o seu espaço, propondo outras formas de se realizar imagens. “Infelizmente, isto nem sempre acontece no nosso País”, lamenta.

E o trabalho de resgate e restauração na memória cinematográfica não para por aí. Walter Salles revela que, há alguns meses, após uma conversa com a Cinemateca Brasileira, foi sugerida a restauração de um filme de Luis Sérgio Person, cujo título ainda não foi revelado.  “Scorsese sabe que preservar a memória cinematografia equivale a preservar a memória e a individualidade dos povos e culturas retratados naquelas imagens”, pontua o cineasta.

Entretanto, o trabalho de restauração não é simples e custa dinheiro. Kent Jones afirma que as principais dificuldades encontradas pela WCF são duas: tempo e dinheiro. “Se dependesse de nós, restauraríamos 50 filmes por ano. Mas isso custa dinheiro. Estamos trabalhando para atingir essa meta”, diz. Ele destaca ainda o apoio da Cineteca de Bologna, nas pessoas de Gian Luca Farinelli e Cecilia Cenciarelli, além do suporte do laboratório L´Immagine Ritrovata, ambos na Itália. “Eles são os melhores colaboradores que nós poderíamos ter. Sem eles, não existiria a WCF”, revela.

Martin Scorsese ocupa o cargo de presidente da WCF e aponta, em seu texto de apresentação do site, que a fundação existe para ajudar a fortalecer e apoiar o trabalho de preservação dos tesouros cinematográficos dos países em desenvolvimento, fornecendo recursos para aqueles que não têm o suporte necessário para executar o processo.

Conheça mais detalhes sobre a WCF, veja a lista de filmes restaurados, os projetos futuros e, se for o caso, até como colaborar nos projetos de restauração.   

Memória viva da cinematografia mundial

Carlos Baumgarten


O que faz de Martin Scorsese um grande cineasta não é apenas a sua técnica apurada ou a sua sensibilidade para transmitir sentimentos contemporâneos através da imagem em movimento. Um dos seus grandes valores está na paixão declarada à sétima arte. Quem assistiu ao documentário de mais de 3h intitulado Uma Viagem com Martin Scorsese pelo Cinema Americano (1995) pode comprovar essa paixão.

Não foi a toa que, há cerca de 20 anos, Scorsese idealizou e concretizou a Film Foundation, voltada para preservar a memória do cinema americano, através do suporte ao processo de restauração. A iniciativa, que conta com a participação de grandes nomes do cinema dos Estados Unidos, como Steven Spielberg e Francis Ford Coppola, já conseguiu recuperar mais de 500 películas deterioradas pelo tempo.

Em 2007, durante a comemoração dos 60 anos do Festival de Cannes, Scorsese anunciou a criação da World Cinema Foundation (WCF), uma espécie de extensão da Film Foundation, mas, dessa vez, voltada para a cinematografia mundial. No texto de apresentação da WCF, o idealizador confirma: “A World Cinema Foundation é uma expansão natural do meu amor pelos filmes”, declarou o cineasta no site da fundação www.worldcinemafoundation.net.    

O diretor executivo da WCF, Kent Jones, explica que o objetivo da fundação é restaurar e preservar filmes ao redor do mundo, oferecendo o suporte necessário para esse processo, com ênfase nos países em desenvolvimento.  Essa era uma preocupação de Scorsese desde o final dos anos 80, quando ele levantou a necessidade de se criar um estoque de cores para película mais estável.

Foi no início dos anos 90 que Scorsese confirmou, mais uma vez, o seu apreço pela arte do cineasta Glauber Rocha. Os dois já haviam se encontrado em algumas ocasiões nos Estados Unidos e uma última vez no Festival de Veneza, em 1980. O diretor norte-americano, em 1991, adquiriu os direitos para restaurar os filmes da trilogia Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Terra em Transe (1967) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), que fazem parte, inclusive, do seu acervo pessoal.

A memória quase perdida de Glauber Rocha ganha o seu valor nas mãos de Scorsese e ganha mais tempo de vida para as gerações futuras. Jones revela que o diretor possui até uma imagem da personagem Antônio das Mortes, explorado por Glauber nos filmes Deus e o Diabo... e O Dragão da Maldade... Dizem também que este último título é o preferido de Scorsese dentro do acervo glauberiano.  

Transmitindo essa paixão para o seu trabalho na WCF, o cineasta conta com a participação de diversos diretores espalhados pelo globo no processo de preservação da memória cinematográfica mundial. No caso do Brasil, Walter Salles é o responsável, em conjunto com outros cineastas, por sugerir filmes que sejam representativos e que precisem ser restaurados. O trabalho de Salles expande-se ainda pela América Latina, sempre contando com opiniões e indicações de outros cineastas.   

Crítica: Santuário

Rebarba de Avatar

Carlos Baumgarten

O nome que mais chamou atenção foi o de James Cameron, mas ele não assina nem a direção, nem o roteiro. Um dos atrativos seria a tecnologia 3D, mas não temos, sequer, uma cena que a ferramenta seja bem aproveitada. O elenco, provavelmente esperando ser impulsionado pelos efeitos, deixa a desejar. E, por fim, o roteirista estreante se inspirou em sua própria experiência para criar a trama.

Este é Santuário, mais um marketing do 3D de Cameron, sendo que as chamadas abusavam nas referências a Avatar (2009). Mas, a impressão que dá é a de que Santuário foi feito com a rebarba da superprodução de James Cameron. O filme conta a história de um grupo de mergulhadores que fica preso em um labirinto de cavernas subaquáticas e luta contra o tempo para encontrar a saída.

A situação começa a desenvolver a paranoia dos mais inexperientes, sendo que o “titio” da turma, “burro velho” das águas, procura passar todo o seu conhecimento sobre mergulho para conduzir o caminho para a sobrevivência. Só que a impaciência, que lhe é peculiar, vai levantar muitos conflitos entre as personagens, incluindo com o próprio filho do experiente mergulhador, que discorda dos métodos utilizados pelo pai.

O único atrativo do filme, que seria a tecnologia 3D, foi desperdiçado. Nenhuma das cenas, nem as de tensões provocadas pelas imagens subaquáticas, aproveita bem a ferramenta. Infelizmente, vemos as personagens caminhando em nossas direções, com pouco ar, pouco espaço, que pode provocar sensações claustrofóbicas, mas nada de novidade do que vemos em filmes típicos da sessão da tarde.

O diretor Alister Grierson  e os roteiristas Andrew Wight (que passou pela experiência do filme) e John Garvin não conseguiram criar uma atmosfera de maior suspense e tensão, atingindo nada mais do que o previsível, com ambientes escuros envoltos por rochas, muita água e a incerteza: irão eles sobreviver? Além disso, a trama paralela, o drama familiar, vivido entre pai e filho, vende o clichê de um sentimentalismo barato, em que os dois passam a se conhecer melhor dentro de uma situação de risco.

Enfim, James Cameron parece que retirou um dinheiro da poupança de Avatar para investir nessa produção. O resultado está bem aquém do que se poderia imaginar, o que faz de Santuário apenas mais um filme, sem nenhum aspecto relevante que o torne um diferencial.   

Filme iraniano se consagra em Berlim

Redação


O filme Nader e Smin, uma Separação, dirigido pelo iraniano Asghar Farhadi, foi o grande vencedor do prêmio do júri presidido pela atriz Isabella Rosseline. O longa venceu os Ursos de Prata de melhor atriz e melhor ator, além do Urso de Ouro de melhor filme.

Confira a lista de premiados:

Prêmios do júri internacional

Urso de Ouro de Melhor Filme
Nader e Simin, uma Separação, de Asghar Farhadi

Grande Prêmio do Júri
The Turin Horse, de Béla Tarr

Urso de Prata de Melhor Direção
Ulrich Kohler, por Sleeping Sickness

Urso de Prata de Melhor Atriz
Elenco feminino de Nader e Simin, uma Separação

Urso de Prata de Melhor Ator
Elenco masculino de Nader e Simin, uma Separação

Urso de Prata de Melhor Fotografia
Wojciech Staron, por El Premio

Urso de Prata de Melhor Desenho de Produção
Barbara Enriquez, por El Premio

Urso de Prata de Melhor Roteiro
Joshua Marston e Andamion Murajar por Forgiveness of Blood

Prêmio especial Alfred-Bauer
Is Not Us, Who, de Andres Veiel

Prêmios do júri de primeiro filme

Melhor Primeiro Filme
On the Ice, de Andrew Okpeaha MacLean

Médicos australianos alertam sobre 127 Horas, uma das estreias da semana

Carlos Baumgarten


Náuseas, variações de pressão e até desmaios. Esses têm sido alguns dos sintomas identificados por médicos australianos em pessoas que foram assistir ao filme 127 Horas, do diretor Danny Boyle. A produção conta a história real do alpinista Aron Ralston que, após ficar preso em uma fenda, amputa o braço para sobreviver. O longa é uma das estreias desta sexta-feira.

É justamente a crueza da cena da mutilação que têm provocado alguns desses sintomas identificados pelos médicos, apesar das belezas naturais que acompanhamos ao decorrer da película durante as aventuras do alpinista. 127 horas foi o tempo em que Ralston lutou por sua sobrevivência. Essa incrível história real recebeu algumas boas indicações ao Oscar, seis no total, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor ator para James Franco.

Os super-heróis estão de volta à telona, com Besouro Verde, filme de Michel Gondry que conta com Cameron Diaz no elenco. A história gira em torno da seguinte trama: Britt Reid não aceita a decisão da justiça de considerar um roubo a motivação do assassinato do sócio de seu pai. A partir daí, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos , mascarado como a personagem título, acompanhado do perito em artes marciais, Kato.

Na onda adolescente dos filmes de vampiro, Deixe-me Entrar tenta seguir a tendência e entrar no hall da fama do tema. Narra a história de um garoto, excluído de sua turma, que acaba se apaixonando por uma garota de sua classe. A cidade em que ele mora começa a ser assombrada por uma série de assassinatos e desaparecimentos inexplicáveis e, assim, o garoto acaba descobrindo que a sua amiga é uma vampira.

Fechando a lista de estreias, temos o cantor Oswaldo Montenegro ataca de roteirista e diretor no longa-metragem Léo e Bia. Trata-se da história de sete jovens da recém-construída Brasília vivendo o auge da ditadura militar e lutando pelo sonho de viver de teatro. Para quem admira a música de Oswaldo Montenegro, vale ressaltar que ele assina a trilha sonora, que foi premiada no Cine Pernambuco de 2010.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pan Negro é o grande vencedor dos prêmios Goya

Redação


O filme Pan Negro, de Agustí Villaronga, saiu consagrado da edição 2011 dos prêmios Goya, voltado para o cinema espanhol, ganhando em nove categorias, incluindo melhor filme. Javier Bardem conquistou o prêmio de melhor ator, pelo seu trabalho em Biutiful, que também está indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Os prêmios Goya foram entregues neste domingo.

O longa Lope, dirigido pelo brasileiro Andrucha Waddington, levou os prêmios de melhor canção original e melhor figurino. Na categoria melhor filme europeu, O Discurso do Rei foi o grande vencedor. Confira a lista completa dos vencedores:

Melhor Filme
Pan Negro

Melhor Filme Estrangeiro falado em espanhol
La Vida de los Peces (Chile)

Melhor Filme Europeu
O Discurso do Rei (Reino Unido/Austrália)

Melhor Filme de Animação
Chico & Rita

Melhor Diretor
Agustí Villaronga por Pan Negro

Melhor Novo Diretor
David Pinillos por Bon Appétit

Melhor Atriz
Nora Navas em Pan Negro

Melhor Ator
Javier Bardem em Biutiful

Melhor Atriz Coadjuvante
Laia Marull em Pan Negro

Melhor Ator Coadjuvante
Karra Elejalde em También la lluvia

Melhor Atriz Revelação
Marina Comas em Pan Negro

Melhor Ator Revelação
Francesc Colomer em Pan Negro

Melhor Roteiro Original
Buried

Melhor Roteiro Adaptado
Pan Negro

Melhor Fotografia
Pan Negro

Melhor Montagem
Buried

Melhor Trilha Sonora Original
También la lluvia

Melhor Canção Original
Que el soneto nos tome por sorpresa em Lope

Melhor Direção de Arte
Pan Negro

Melhor Direção de Produção
Tambén la lluvia

Melhor Figurino
Lope

Melhores Efeitos Especiais
Balada triste de trompeta

Melhor Som
Buried

Melhor Maquilhagem
Balada triste de trompeta

Melhor Curta-Metragem
Una caja de botones

Melhor Curta-Metragem de Animação
La bruxa

Melhor Curta-Metragem Documental
Memorias de un cine de provincias

Melhor Documentário
Bicicleta, cuchara, manzana