segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Discurso do Rei é premiado também pelo Sindicato de Atores

Carlos Baumgarten


Agora as chances estão ainda maiores para O Discurso do Rei. Ontem, a produção dirigida por Tom Hooper recebeu o principal prêmio do Sindicato dos Atores, em cerimônia realizada em Los Angeles. Mais uma vez, o filme britânico bateu A Rede Social na disputa.

O Sindicato de Atores de Hollywood premiou também Natelie Portman por sua performance em Cisne Negro. As premiações desse sindicato são uma boa prévia do Oscar, já que a maioria dos votantes da Academia são atores filiados à entidade.

A preferência por O Discurso do Rei mostra também que o filme de Tom Hooper atingiu a marca de clássico moderno, uma obra atemporal, enquanto A Rede Social é uma produção oportuna, feita para uma geração. Ainda assim, apesar de tudo, é difícil prever quem levará o principal prêmio no dia 27 de fevereiro.

Algumas cartas já estão marcadas, a exemplo de Natalie Portman, Colin Firth, por O Discurso do Rei (premiado também pelo Sindicato de Atores) e Christian Bale, por seu papel em O Vencedor. Roteiro adaptado deve ir para A Rede Social, enquanto O Discurso do Rei deve levar o de roteiro original.

O elenco de A Rede Social tem uma forte empatia, mas é formado por jovens atores, desconhecidos, enquanto O Discurso do Rei tem nomes como Geoffrey Rush e Helena Bohnan Carter, além do próprio Colin Firth. Apesar de ambas as produções terem o seu principal ativo nas interpretações, é evidente que a produção inglesa é superior, no sentido de elenco.

Quanto ao melhor filme do ano, essa é uma questão ainda muito discutida. Os adeptos das obras “clássicas modernas”, atemporais, vão desejar ver O Discurso do Rei consagrado. Já os que acreditam em filmes de oportunidade, com público-alvo bem definido que atinge em cheio o seu objetivo, vão torcer pela vitória de A Rede Social.

É muito difícil imaginar que as premiações não se polarizem nessas duas produções, ambas merecedoras dos prêmios que conquistaram e do sucesso entre pública e crítica. As cartas estão na mesa. Falta agora ver a decisão final.   

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