segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Hollywood prepara plataforma de distribuição via internet

Carlos Baumgarten


Fox, Paramount, Sony, Universal e Warner estão à frente de um consórcio de empresas tecnológicas e audiovisuais que se juntaram com o objetivo de discutir o impacto do mundo digital no setor de entretenimento, conforme informações da Folha On Line. Esse é o resultado de anos de negligência, do qual a pirataria fez um bom proveito e alguns empreendedores de vanguarda captaram a mensagem.

Diversas plataformas de aluguel de filmes e até download (de forma legal) de obras cinematográficas no mundo online são o reflexo desse novo hábito da população do século XXI. O consórcio citado anteriormente, o Digital Entertainment Content Ecosystem (DECE), surgiu para debater e achar uma solução para um dos maiores gargalos da indústria do entretenimento hoje, que é a pirataria.

Só agora Hollywood parece ter percebido que não há como combater a internet ou derrotar a pirataria. A estratégia é se unir à ferramenta, utilizá-la da melhor forma. Já citei em outras oportunidades, mas sempre vale a pena reforçar: foi-se o tempo em que as grandes corporações do entretimento ditavam os hábitos da sociedade. Com a internet, o caminho se inverteu.

Talvez, a arrogância dos magnatas não tenha deixado espaço para se buscar uma solução há muito mais tempo. A pirataria, por ironia do destino, acabou dando uma lição em Hollywood, que, a partir do DECE, deve apresentar, em meados do ano, um projeto que se intitula UltraViolet. A proposta é comercializar uma série de licenças, através das quais os usuários poderão ter acesso a conteúdos de filmes ou programas de TV a partir de dispositivos via internet.  


Junto à iniciativa, ainda segundo a Folha On Line, estão empresas como a Microsoft, IBM, Nokia, Motorola e Samsung. Será criado um formato padrão para a distribuição de conteúdos. O comprador vai poder descarregar os conteúdos no suporte que desejar e fazer cópias. Entretanto, o UltraViolet só vai autorizar a utilização de, no máximo, 12 dispositivos. Em outras palavras, o usuário só poderá acessar aos conteúdos nos aparelhos que informar aos sistemas, mais ou menos, como o sistema de internet banking.

Apesar de tardio, esse é o primeiro passo de uma conciliação que  ainda tem a percorrer uma longa caminhada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário