quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Brasil fora do Oscar

Carlos Baumgarten


Ao longo dos anos, constatou-se que o Oscar não é lá uma grande referência do cinema mundial. É algo focado para Hollywood, feito por Hollywood, que reconhece uns ou outros de fora. Mas ninguém pode negar a projeção que se dá, estando, pelo menos, entre o hall de finalistas de uma indicação.

Para o Brasil, a tentativa só poderá vir ano que vem, já que, mais uma vez, o País ficou de fora na disputa pela estatueta de melhor filme estrangeiro. Aliás, há tempos que não vemos uma produção tupiniquim na disputa (desde Central do Brasil, de 1997).

O que chegou mais perto foi Fernando Meirelles, com Cidade de Deus, em 2002, que não concorreu na categoria de melhor filme estrangeiro, mas disputou as estatuetas de melhor fotografia, melhor edição, melhor roteiro adaptado e melhor direção.

Com Lula, O Filho do Brasil, de Fábio Barreto, tentamos, mais uma vez, estar entre os finalistas, mas sem sucesso. O motivo: a escolha de um filme feito em um momento extremamente inoportuno e, provavelmente, indicado pelo Ministério da Cultural sob fortes motivações políticas e lobby setorial. Esse é o Brasil que regride, em todos os sentidos.

Foi divulgada ontem a lista dos pré-finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro.  Confira:


Biutiful, de Alejandro Gonzalez Inarritu, México

Tambien la Lluvia, de Iciar Bollain, Espanha

Hors la Loi, de Rachid Bouchareb, Argélia

Incendies, de Denis Villeneuve, Canadá

Em um Mundo Melhor, de Susanne Bier, Dinamarca

Dogtooth, de Yorgos Lanthimos, Grécia

Confessions, de Tetsuya Nakashima, Japão

Life, above All, de Oliver Schmitz, África do Sul

Simple Simon, de Andreas Ohman, Suécia
 

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