quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Confira a programação do Cine Nostalgia para janeiro

Dia 01 às 16:00 filme " O PÁSSARO AZUL " ano - 1976 ( USA/INGLATERRA/RUSSIA ).
Atores - Elizabeth Taylor, Jane Fonda, Ava Gardner e Robert Morley.
Diretor - George Cukor - Aventuras - Livre - 100min.

Dia 05 às 15:00 filme " A NOITE DE SÃO LOURENÇO " ano - 1982 ( ITÁLIA ) Prêmio Festival de Cannes de Melhor filme Estrangeiro e Melhor Diretor.
Atores - Omero Antonutti, Margarita Lozano e Claudio Bigagli.
Diretor - Paolo e Vittorio Taviani - Drama 13 anos - 106 min.

Dia 06 às 15:00 filme " JAULA AMOROSA " ano - 1964 ( FRANÇA ).
Atores - Alain Delon, Jane Fonde e Lola Albrighti.
Diretor - René Clement - Policial - 12 anos - 150 min

Dia 07 às 15:30 filme " NUNCA AOS DOMINGOS " ano -1960 ( GRÉCIA ) - 01 Oscar.
Dia 08 às 16:00 ( O MESMO FILME )
Atores - Melina Mercuri, Jules Dassin e George Foundas.
Diretor - Jules Dassin - Comédia - Livre - 92 min.

Dia 12 às 15:00 filme " A ESTRADA DA VIDA " ano -1954 ( ITÁLIA ) - 01 Oscar de  Melhor Filme Estrangeiro e  Melhor Diretor do Festival de Veneza.
Atores - Anthony Quinn, Giulietta Masina e Richard Basehart.
Diretor - Federico Fellini - Drama - Livre - 100 min.

Dia 13 às 15:00 filme " A MULHER COBRA " ano -  1944 ( USA ).
Atores - John Hall, Maria Montez e Sabu.
Diretor - Robert Siodmak - Aventura - 16 anos - 98 min.

Dia 14 às 15:00 filme " NOITES DE CASABLANCA " ano -- 1963 ( ESPANHA )
Dia 15 às 16:00 ( O MESMO FILME )
Atores - Sara Montiel, Maurice Ronet e Franco Fabrizi.
Diretor - Henry Decoin - Drama - 12 anos - 102 min.

Dia 19 às 15:00 filme " À NOITE SONHAMOS " ano -1945 ( USA )  ( A Vida de Chopin ).
Atores - Cornel Wilde, Paul Muni e Merle Oberon.
Diretor - Charles Vidor - Drama - 12 anos - 102 min.

Dia 20 às 15:00 filme "  CARTOUCHE " ano - 1964 ( FRANÇA/ITÁLIA ).
Atores - Jean Paul Belmondo e Claudia Cardinale
Diretor - Philippe de Brock - Avenetura - 14 anos - 114 min.

Dia 21 às 15:30 filme " VIAGEM PROIBIDA " ano - 1974 ( ITÁLIA )
Dia 22 às 16:00 ( O MESMO FILME ).
Atores - Sophia Loren, Richard Burton, Ian Bannem e Bárbara Pilavin
Diretor - Vittorio de Sica - Drama - 14 anos - 102 min.

Dia 26 às 15:00 filme " MOBY DICK " ano -1956 ( USA ) -  ( Do romance de Melville ).
Atores - Gregory Peck, Richard Basehart, Leo Glenn e Orson Welles
Diretor - John Houston - Aventura  - Livre - 115 min.

Dia 27 às 15:00 filme " BANDO DE RENEGADOS " ano -1953 ( USA )
Atores - Rock Hudson, Julia Adams, Mary Castle e Huge O'Brien.
Diretor - Raoul Walsh - Faroeste - 12 anos - 83 min.

DIa 28 às 15:30 filme " UM AMOR DE SWANN " ano -1984 ( ALEMANHA/FRANÇA ( Baseado na Obra de Marcel Proust )
Dia 29 às 16:00 ( O MESMO FILME )
Atores - Jeremy Irons, Ornella Muti e Alain Delon.
Diretor - Volker Schlondorff - Drama  - 18 anos - 110 min.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Anunciados os indicados ao Globo de Ouro 2012

Foi divulgado hoje pela Hollywood Foreing Press Association os indicados ao Globo de Ouro 2012. Na lista, nomes como Martin Scorsese, Woody Allen e George Clooney. Muitos dos filmes ainda não estrearam no Brasil. A cerimônia de premiação acontece no dia 15 de janeiro, em Los Angeles. Abaixo, segue lista completa dos indicados nas categorias relativas à cinema:


Filme - Drama
"Os Descendentes"
"Histórias Cruzadas"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"Tudo pelo Poder"
"O Homem Que Mudou o Jogo"
"War Horse"


Filme - Comédia ou Musical
"50/50"
"The Artist"
"Missão Madrinha de Casamento"
"*Meia-Noite em Paris"
"My Week With Marylin"


Diretor
Woody Allen - "Meia-Noite em Paris"
George Clooney - "Tudo pelo Poder"
Alexander Payne - "Os Descendentes"
Michel Hazanivicous - "The Artist"
Martin Scorsese - "A Invenção de Hugo Cabret"


Ator - Filme dramático
George Clooney - "Os Descendentes"
Leonardo DiCaprio - "J. Edgar"
Michael Fassbender - "Shame"
Ryan Gosling - "Tudo pelo Poder"
Brad Pitt - "O Homem Que Mudou o Jogo"


Atriz - Filme dramático
Glenn Close - "Albert Nobbs"
Viola Davis - "Histórias Cruzadas"
Rooney Mara - "Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
Meryl Streep - "A Dama de Ferro"
Tilda Swinton - "We Need to Talk About Kevin"


Roteiro
"Meia-Noite em Paris
"Tudo pelo Poder"
"The Artist"
"The Descendants"
"O Homem Que Mudou o Jogo"


Filme estrangeiro
"Jing Ling Shi San Chai"
"In The Land of Blood and Honey"
"O Garoto da Bicicleta"
"A Separação"
"A Pele que Habito"


Animação
"As Aventuras de Tintim"
"Operação Presente"
"Carros 2"
"Gato de Botas"
"Rango"


Trilha-sonora
"The Artist"
"Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"War Horse"
"W.E."


Canção Original
"Albert Nobbs"
"Gnomeu e Julieta"
"Histórias Cruzadas"
"Redenção""
"W.E."

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Nossas canções

Redação


Todo ser humano com um mínimo de sentimento vai puxar da memória alguma música, de qualquer rótulo, que tenha marcado determinado período da sua vida. O que pode parecer um tema banal transforma-se em uma obra-prima nas mãos do documentarista Eduardo Coutinho. O novo filme do cineasta, As Canções, estreou nesta sexta-feira, dia 9, em diversas salas do Brasil. 


No filme, homens e mulheres cantam e contam as músicas que marcaram suas vidas. Como um típico filme de Coutinho, não vamos ouvir depoimentos das chamadas “fontes oficiais”. A especialidade do documentarista é explorar, exaltar e valorizar a vida humana como única, singular, individual inserida em uma coletividade. Em toda a sua obra, podemos encontrar essa vertente conduzida habilmente pelo cineasta. 


                            Foto: Divulgação
As Canções: homens e mulheres cantam e contam suas histórias


Os personagens de As Canções foram selecionados em diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro, pela internet e anúncios de jornal. Os pesquisadores foram para as ruas segurando um cartaz com a seguinte pergunta: Alguma música já marcou sua vida?Cante e conte sua história. As pessoas se ofereceram espontaneamente para cantar sua música preferida e contar porque esta tem tanta influência em suas vidas, deixando registrado em vídeo. 


De três em três dias, os pesquisadores mostravam o resultado de seu trabalho de campo para Coutinho, e o diretor elegia os que tinham as melhores histórias e apresentavam o mínimo de qualidade no canto ao interpretar as músicas. Em dois meses de pesquisa, 237 pessoas participaram e 42 foram filmadas. No corte final do filme estão apenas 17 entrevistados, com idades entre 22 e 82 anos. 


As canções que marcaram as vidas dessas pessoas falam de dor, desilusões amorosas, saudade e amores não correspondidos. As composições de Roberto Carlos foram as mais cantadas e a versão brasileira de Lamartine Babo para o bolero Perfídia, de Alberto Dominguez, curiosamente é interpretada por duas pessoas. A lista inclui também letras de Vinicius de Moraes, Carlos Lyra, Chico Buarque e Tom Jobim, Jorge Ben Jor, entre outros.


A pesquisa passou pelo Largo da Carioca, Saara e a Rua 7 de Setembro, no Centro; pelas praias do Leblon, Copacabana e Arpoador, além da Feira de Ipanema e Morro da Babilônia, na Zona Sul; E na Zona Norte, a Praça Sãens Pena, o Piscinão de Ramos e a Feira de São Cristóvão. 


A internet também foi ferramenta para a seleção de entrevistados: Ramon, de 22 anos, que canta no filme uma composição própria chamada “Dó”, em homenagem ao pai já falecido, mandou um vídeo por e-mail e foi selecionado.


Para que os entrevistados apresentassem qualidade no canto, no dia da filmagem, contaram com o auxílio da preparadora vocal Cecilia Spyer. 


Maestro Coutinho


As Canções é o 12º longa-metragem de Eduardo Coutinho. Depois de um início de carreira dividido entre a ficção e o documentário, Coutinho optou pelo segundo a partir de uma profícua passagem pelo programa Globo Repórter, na década de 1970. Cabra Marcado para Morrer (1964-1984), seu acerto de contas com a História e com um projeto do passado, tornou-se um grande clássico do cinema brasileiro. 


                            Foto: Divulgação
Eduardo Coutinho dirige a espontaneidade humana


A partir do final da década de 1990 Coutinho se dedica intensamente ao cinema. As Canções é seu oitavo filme em 12 anos. Também fazem parte de sua filmografia: Santo Forte (1999), Babilônia 2000 (2000), Edifício Master (2002), Peões (2004), O Fim e o Princípio (2005), Jogo de Cena (2007) e Moscou (2009). 


Citando Edifício Master, não há como deixar de lembrar a passagem de um morador que conheceu Frank Sinatra pessoalmente. Um senhor de idade, envolto por uma solidão, evoca todo o seu sentimento ao interpretar a famosa canção My Way, com tanta expressividade que nenhuma ficção seria capaz de capturar. 

A solidez do método de Coutinho e sua sensibilidade para ouvir pessoas comuns são frutos de laboriosa reflexão sobre o seu ofício ao longo de inúmeros documentários em vídeo realizados nos anos 1980 e 1990, entre os quais se destacam Santa Marta: Duas Semanas no Morro (1987) e Boca de Lixo (1992). 

domingo, 4 de dezembro de 2011

Novo filme de Wagner Moura selecionado para o Festival de Sundance 2012

Da Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação

A nova produção da O2 Filmes, A cadeira do pai, estreia de Luciano Moura na direção de um longa-metragem, foi selecionado para a competição oficial da Mostra World Dramatic, do Festival de Sundance 2012, em Park City. Estrelado por Wagner Moura, Lima Duarte e Mariana Lima, o filme também apresenta o jovem Brás Antunes.  O primeiro clip do longa pode ser conferido no link: http://www.sendspace.com/file/raowf8.

“A cadeira do pai ter sido selecionado para a mostra competitiva de um festival importante como Sundance é motivo de comemoração para todo o nosso cinema. Estive em Sundance ano passado com o Tropa 2 e comprovei que este é de fato um festival vital para a produção dos chamados filmes independentes no mundo. A cadeira do pai é um filme para adultos, para gente grande, sem concessões baratas para atrair o espectador, mas também sem hermetismos ultrapassados. Esse tem sido o espírito dos principais filmes "indies" que tenho visto, muitos deles egressos de Sundance.
A Cadeira do pai é um filme do qual me orgulho muito e que vai honrar e se possível atrair mais atenção para o cinema feito no Brasil”, comemora Wagner Moura.

O diretor Luciano Moura faz coro com o ator: “A seleção de A cadeira do pai para Sundance  é uma felicidade para mim, equipe, elenco e para produtora O2. É também uma afirmação do cinema contemporâneo brasileiro no cenário internacional.


Um filme, que tem como tema central a relação entre pais e filhos, sinaliza que o cinema brasileiro pode também versar sobre outros temas, e não somente sobre nossas importantes questões sociais. 
Sundance é um festival que concentra o cinema independente do mundo, celeiro de tendências, onde filmes brasileiros de muito prestígio já passaram, como Central do Brasil e Casa de Areia. 


Me sinto muito honrado e feliz por ter meu primeiro longa selecionado para um festival desta importância. Vejo a nossa participação no festival como um começo empolgante para a trajetória de A cadeira do pai”. Luciano assina também o roteiro ao lado de Elena Soárez.

O filme foi rodado em Paulínia e litoral de São Paulo, durante seis semanas e vai ser lançado no Brasil no segundo semestre de 2012, pela Downtown Filmes.

Wagner interpreta o papel de Theo Gadelha. Médico, casado com a também médica Branca (Mariana Lima), pai do adolescente Pedro (Brás Antunes) e filho de um pai ausente (Lima Duarte). Sua mulher pede a separação, seu filho rejeita sua orientação e a casa que construiu para a família vai ser posta a venda. Aos poucos, Theo constata que seu mundo está desabando. Mas nada se compara ao que está por vir: no fim de semana em que completaria quinze anos, seu filho Pedro some de casa. Theo pega a estrada em busca do filho. A viagem Brasil adentro vira um caminho de auto-conhecimento, um percurso para transformações e descobertas. “A cadeira do pai conta a história de um homem que ao ir em busca de seu filho reencontra seu pai e a si mesmo”, explica o diretor.

SINOPSE CURTA


A cadeira do pai é um thriller dramático. No fim de semana que completaria 15 anos, Pedro viaja mas não volta. Seu pai – o médico Theo - cai na estrada seguindo pistas desconcertantes. A viagem - que era para resgatar o filho - acaba transformando o pai.

Sobre o diretor / Luciano Moura
Luciano Moura, 48, nasceu no Rio de Janeiro e entrou para o universo das artes visuais ainda adolescente, como fotógrafo still. Estreou na direção com o curta-metragem Os Moradores da Rua Humboldt – premiado por Melhor Filme nos Festivais de Havana, Cartagena e RioCine; Melhor Filme pelo Júri Popular em Upsala (Suécia), e escolhido para a Seleção Oficial do New York International Festival, dentre outros. Também foi um dos diretores do documentário Todos os Corações do Mundo, Filme Oficial da FIFA sobre a Copa do Mundo de 94. Na O2 Filmes desde 2003, integra o quadro dos principais diretores da produtora. Na publicidade, dirigiu mais de 400 comerciais e ganhou diversos prêmios na área. Seu talento o fez ser hoje um dos diretores mais requisitados, dirigindo grandes produções nacionais e internacionais. Para ficção, Luciano dirigiu episódios do seriado “Filhos do Carnaval”, uma co-produção da O2 Filmes e da HBO, finalista do Emmy International além do primeiro episódio da série Antônia, uma co-produção da O2 filmes e da TV Globo.
A Cadeira do Pai será seu primeiro longa metragem.

PRODUTORA –O2 Filmes


Considerada uma das mais criativas e importantes produtoras brasileiras no mercado mundial, a O2 Filmes realiza projetos independentes e em parceria com grandes estúdios internacionais e emissoras de televisão. Criada em 1991 pelos sócios Fernando Meirelles, Paulo Morelli e Andrea Barata Ribeiro, a empresa já realizou cerca de 9 mil peças publicitárias e conquistou diversos prêmios, como Cannes Lions, Clio Awards, e é a maior vencedora do Prêmio Profissionais do Ano, promovido pela Rede Globo.
Para o cinema, produziu nove curtas e nove longas-metragens, entre eles o premiado Cidade de Deus (2002) – citado recentemente pelo site IMDB como um dos cinco melhores filmes da década – e o consagrado Ensaio Sobre a Cegueira (2008), ambos dirigidos por Fernando Meirelles. Em 2009, apresentou À Deriva, exibido no Festival de Cannes. Produziu também os filmes Contra Todos (2004), Antônia – O Filme (2007), Não por Acaso (2007), o premiado O Banheiro do Papa (2008), os documentários José e Pilar e Lixo Extraordinário, indicado ao Oscar de Melhor Documentário e o inédito Xingu, dirigido por Cao Hamburger .
Para a TV, realizou séries para a Rede Globo, como Cidade dos Homens (2002 a 2005) e Antônia (2006 a 2007). A mais recente foi Som & Fúria, uma adaptação da série canadense Slings and Arrows - e Filhos do Carnaval, para HBO, dirigida por Cao Hamburger, que teve duas temporadas.



DISTRIBUIÇÃO – Downtown Filmes


A Downtown Filmes é uma distribuidora dedicada exclusivamente ao lançamento de filmes brasileiros.


Fundada em 2006, sua estratégia de atuação é assegurar a distribuição do melhor do cinema nacional, através da colaboração com os principais produtores e diretores brasileiros, garantindo assim sua participação nos projetos, em seus diferentes estágios de desenvolvimento.


Isso garantiu à Downtown Filmes, a partir de 2008, a distribuição de importantes filmes que alcançaram um público expressivo, como Meu Nome Não é Johnny, de Mauro Lima, Divã, de José Alvarenga Jr, e Chico Xavier, de Daniel Filho.


A Downtown Filmes também incentiva novos talentos. Fazem parte da sua carteira filmes selecionados e premiados em importantes festivais nacionais e estrangeiros, como Crime Delicado e Cão sem Dono, de Beto Brant, Céu de Suely, de Karim Anouz, Estômago, de Marcos Jorge, e Só Dez Por Cento É Mentira, de Pedro Cezar.


A empresa é dirigida por Bruno Wainer, que tem no seu currículo a distribuição de alguns dos maiores sucessos do cinema brasileiro, entre os quais se destacam Olga, de Jayme Monjardim, Os Normais, de José Alvarenga Jr, Central do Brasil, de Walter Salles Jr, e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.



FICHA TECNICA
Direção: Luciano Moura
Roteiro: Elena Soarez e Luciano Moura
Produção: Fernando Meirelles, Andrea Barata Ribeiro e Bel Berlinck
Produção Executiva: Bel Berlinck
Direção de Fotografia: Adrian Teijido
1o. Assistente de direção: Isabel Valiante
Produtor de Elenco: Francisco Accioly
Direção de Produção: Fernanda Polastri
Montador: Lucas Gonzaga
Direção de Arte: Marcelo Escañuela
Técnico de Som: Paulo Ricardo Nunes
Figurino: Andrea Simonetti
Maquiagem: Martin Macias

“Eu Receberia As Piores Notícias Dos Seus Lindos Lábios” acumula prêmios e participações em festivais

Da Assessoria de Imprensa

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca, participará de dois festivais em dezembro: a Mostra Cine Londrina, no dia 5, e Fest Aruanda, em João Pessoa, no dia 9. O filme acaba de vencer os prêmios de melhor filme e melhor fotografia no Festival de Huelva, na Espanha.

A atriz Camila Pitanga também já ganhou dois prêmios por conta de sua interpretação como a instável Lavínia: no Festival do Rio (Premiere Brasil) e no Amazonas Film Festival (Mostra Competitiva Internacional de longas).
O longa, que é inspirado no livro homônimo de Marçal Aquino, também participou da Mostra São Paulo. A previsão de estreia é 9 de março.

SINOPSE
Um triângulo amoroso envolve Cauby (Gustavo Machado), um fotógrafo de passagem pelo interior da Amazônia, a bela e instável Lavínia (Camila Pitanga) e seu marido, o pastor Ernani (Zecarlos Machado), que acredita ser possível consertar as contradições do mundo.

Lavínia, o corpo; Cauby, o olhar; Ernani, a palavra – os três vértices de uma paixão incandescente, em meio à natureza ameaçada de devastação.

FICHA TÉCNICA

Direção BETO BRANT e RENATO CIASCA
Elenco CAMILA PITANGA, GUSTAVO MACHADO, ZECARLOS MACHADO
Roteiro MARÇAL AQUINO, BETO BRANT e RENATO CIASCA
Produzido por BIANCA VILLAR e RENATO CIASCA
Produção executiva BIANCA VILLAR
Direção de produção CAMILA GROCH
Assistente de direção SIMONE ELIAS e LUCIANA BAPTISTA
Fotografia e steadicam LULA ARAUJO
Direção de arte AKIRA GOTO
Figurino LETICIA BARBIERI
Montagem WILLEM DIAS
Som direto MARCIO CAMARA
Desenho de som BETO FERRAZ
Música SIMONE SOU e ALFREDO BELLO
Com GERO CAMILO, ANTÔNIO PITANGA, ADRIANO BARROSO, MAGNÓLIO DE OLIVEIRA, LÍVEA AMAZONAS e SIMONE SOU
Baseado no livro "EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS" de MARÇAL AQUINO
Produção DRAMA FILMES co-produção CINEPRO | DOT, LOCALL e TVZE

ELENCO:

Camila Pitanga
Gustavo Machado
Zecarlos Machado
Gero Camilo
Antônio Pitanga
Adriano Barroso
Magnólio de Oliveira
Lívea Amazonas
Simone Sou

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Confira a programação do Cine Nostalgia para dezembro

Dia 01 às 15:00 filme " TRÊS CAMARADAS " ano -1938 ( USA ).
Atores - Robert Taylor, Margareth Sullivan, Franchot Tony e Robert Young,
Diretor - Frank Borzager - Romance - Livre - 100 min.

Dia 02 às 15:00 filme " MAIS FORTE QUE A VIDA " ano -1944 ( USA ).
Atores - Dana Andrews, Richard Conte e Farley Granger.
Diretor - Lewis Milestone - Guerra - 12 anos - 99 min.

Dia 03 às 15:30 filme " A ROSA TATUADA " ano 1955 ( USA ).
Dia 04 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Burt Lancaste, Anna Magnani, Marisa Pavan e Ben Cooper.
Diretor -  Daniel Mann - Drama - 10 anos - 117 min.

Dia 08 às 15:00 filme " LAURENCE DA ARÁBIA " ano -1962 ( USA ) 07 Oscar.
Atores - Peter O'toole, Omar Sharif, José Ferrer e Anthony Quinn
Diretor - David Lean - Aventura - 14 anos - 229 min.

Dia 09 às 15:00 filme " O JOVEM FRANKSTEIN " ano - 1974 ( USA ).
Atores - Gene Wilder, Peter Boyle, Marty Feldman e Terry Garr
Diretor -- Mel Brooks - Comédia - Livre  - 105 min.

Dia 10 às 15:30 filme " DUAS SEMANAS DE PRAZER " ano - 1942 ( USA )
Dia 11 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Bing Crosby, Fred Astaire e Majorie Holdes.
Diretor - Martk Sandrich - Musical - Livre - 100 min.

Dia 15 às 15:00 filme " UM HOMEM CHAMADO CAVALO " ano - 1970 ( USA ).
Atores - Richard Harris, Dame Judith Anderson e Jean Gascon.
Diretor - Elliot Silverstein - Faroeste - 14 anos - 114 min.

Dia 16 às 15:00 filme " FUGA DE SOBIBOR " ano - 1987 ( USA ).
Atores - Hutger Hauer, Alan Arkin e Joana Pacula.
Diretor - Jack Gold - Drama - 14 anos - 119 min.

Dia 17 às 15:30 filme " O 9° MANDAMENTO " ano - 1960 ( USA ).
Dia 18 às 16:00 ( o mersmo filme )
Atores - Kirk Douglas, Kim Novak, Emie Kovacs e Barbara Rush
Diretor - Richard Quiner -- Drama - 12 anos - 119 min.
  
DIa 22 às15:00 filme " AMA-ME COM TERNURA " ano -  1956 ( USA ).
Atores - Elvis Presley, Richard Egan e Debra Paget
Diretor - Robert Webb - Drama -  12 anos  - 90 min.
  
Dia 23 às 15:00 filme "   O IMPÉRIO DO CIRME   " ano - 1991 ( USA ).
Atores - Cornel Wilde, Richard Conte, Brian Donlevy e Jean Wallace.
Diretor - Michael Karbel - Policial - 12 anos - 84 min.
  
Dia 24 às 15:30 filme " UM CONTO DE NATAL " ano - 2008 ( FRANÇA )
Dia 25 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Catherine Deneuve, Chiara Mastroiani e Mathieu Amalric.
Diretor - Arnauld Desplechin - Drama -= 12 anos - 150 min.
  
Dia 29 às 15:00 filme " O TIGRE DE BENGALA " ano -1959 ( ALEMANHA )
Atores - Debra Paget, Paul Hubschmid e Walter Ryer.
Diretor - Fritz Lang - Aventura -  Livre - 101 min.
   
Dia 30 às 15:00 filme " OS DESGRAÇADOS NÃO CHORAM " ano -1950 ( USA )
Atores - Joan Crawford, David Btian e Steve Cochram
Diretor - Vincent Sherman - Drama - 12 anos - 103 min.
  
DIa 31 às 15:00 filme " O PÁSSARO AZUL " ano 1976 ( USA/INGLATERRA/RÚSSIA )
Atores - Elizabeth Taylor, Jane Fonda, Ava Gardner e Robert Morley.
Diretor - George Cukor - Aventura - Livre - 100 min.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dos cinejornais ao cinema 3D

Carlos Baumgarten


No início, eram os cinejornais. Agora o cinema 3D renovou de uma vez, tecnicamente falando, a forma de ser “ver” cinema. Não é a toa que uma série de atrações vem se aproveitando do recurso para fazer jus à nova onda. 


Bandas, como U2, disponibilizam seus shows em 3D para serem exibidos em salas de cinema ao redor do mundo. E agora até futebol... 


Nesta quarta-feira, em São Paulo, será exibido o jogo entre Milan e Barcelona, válido pela Liga dos Campeões da Europa. Pra quem pensou que se trata de VT promocional do campeonato, chutou longe. A partida será transmitida ao vivo, às 17h30, no shopping Jardins, localizado na zona sul da capital paulistana.  


O preço dos ingressos são salgados: R$ 50, quase o dobro do que se paga em uma sessão convencional. Obviamente, é um grande atrativo para fãs de futebol e eu me pergunto se essa seria um incremento ou mesmo a salvação do cinema de uma inimaginável extinção diante dos fenômenos da pirataria e dos downloads via internet?  


Pouco mais de uma década depois da invenção do cinema, o Pathé Journal de Paris levou a experiência de noticiar a população através das grandes telas. Foi uma inovação, já que os cinemas naquele período eram lotados de documentários, mas não de notícias compactas. No Brasil, essa prática iniciou-se em 1912. Até o início dos anos 80, o público podia acompanhar VTs de grandes jogos de futebol em cinemascope. 


Bandas também levaram suas criações para a grande tela, como Pink Floyd numa clássica gravação realizada em Pompeia, na Itália, em meados dos anos 70. 


Logicamente, essa modalidade de ver um jogo de futebol ou mesmo uma apresentação musical nas salas de cinema foi perdendo força com a popularização da TV, o advento do vídeo cassete, a chegada do DVD e o desenvolvimento da internet banda larga. 


Mas não é que o cinema 3D vem marca essa nova era do mundo digital? E mais: com a possibilidade de transmissões ao vivo. Forma-se, assim, um novo público de cinema, dentro de um novo formato de exibição. Não é o que podemos chamar de arte. É exclusivamente tecnológico. No entanto, podemos pensar em adiar a extinção das salas de cinema (pelo menos, aquelas que disponham do recurso).

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A qualidade pela curiosidade

Carlos Baumgarten


Pra quem mora em Salvador, sabe-se que é difícil desfrutar de um espetáculo de alto nível, com raras exceções na área da música. Porém, o que predomina (não só aqui, claro, mas com muito mais força na nossa região) é a cultura do vazio. Especificamente em Salvador,  a axé music , que só serve pra pular, incendeia os nossos ouvidos e são raras as sessões alternativas de bons filmes à margem do circuito comercial. 


Fora isso, nós, baianos, estamos ferrados, quando o assunto é cultura, mesmo sendo um dos maiores berços culturais do Brasil. Na última quinta-feira, dia 3 de novembro, recebemos o espetáculo teatral The Infernal Comedy: Confissões de um Serial Killer, no Teatro Castro Alves. 


Acredito que se perguntar à maioria das pessoas, que estava no teatro naquela noite, do que se trata o espetáculo, poucos terão a resposta na ponta da língua. O grande atrativo era a presença do ator John Malkovich na peça, interpretando a personagem real Jack Unterweger, um serial killer que tinha o charme para seduzir as mulheres, mas tinha esse pequeno “desvio” de enforcá-las com os seus próprios sutiãs. Assim, curiosos e, principalmente, cinéfilos, não lotaram, mas compareceram em um bom número às poltronas do Teatro Castro Alves, diante da insignificante divulgação que a peça teve.


A peça foi escrita em forma de monólogo, sob um gênero de humor ácido, alternando com passagens musicais, acompanhadas pela orquestra barroca Musica Angelica e por dois sopranos. Na história real, Jack Unterwger escreveu uma autobiografia enquanto esteve preso. Seu livro tornou-se um bestseller e a justiça concedeu liberdade ao assassino, considerando que ele estava recuperado e reformado. 


Solto, virou uma celebridade, mas logo viria a cometer novos crimes. Foi preso em 1992 e dois anos depois se suicidou enquanto cumpria a sua pena.  Com a direção de Michael Sturminger, com a orquestra conduzida pelo maestro Martin Haselböck, o trabalho experimental apresentado em vários palcos ao redor do mundo tem seus méritos pela inovação. 


Segundo o próprio diretor, foi uma maneira de retomar essa relação do teatro com a música clássica, por meio de uma história real. Malkovich entra no palco, já como a personagem, para apresentar o seu livro. O monólogo começa em ritmo de stand up comedy, mas logo ganha pitadas de drama e suspense. 


O trabalho de Malkovich, apoiadas por cantoras de extrema pureza vocal, é majestoso e justifica o reconhecimento enquanto ator. No entanto, a peça em si deixa a desejar, ao perder o ritmo. As doses de humor, drama e suspense acabam se desequilibrando (Sim! Eu fui um desses curiosos que esteve no teatro no último dia 3 de novembro). 


No entanto, acho que ninguém ligava pra isso no Teatro Castro Alves. Em um daqueles momentos que só os analistas poderiam explicar as atitudes de fanáticos, Malkovich atira uma margarida despedaçada para fora do palco. Ela cai a alguns centímetros de uma espectadora que não contou conversa: levantou de seu assento (na primeira fileira) no meio da peça para guardar um “pedaço” de Malkovich com ela. 


É esse tipo de reação que esperamos da maior parte do público presente. Ninguém está acostumado a ver astros de Hollywood nos palcos dos teatros brasileiros, ainda mais nos nossos palcos baianos. É mais uma atração pela curiosidade do que pelo espetáculo. É diferente de vermos um Namíbia, Não, dirigido por Lázaro Ramos. E, provavelmente, 90% dos presentes irão dizer que adoraram o espetáculo, mesmo sem saber exatamente do que se trata.  


Pode ser um passo para que Salvador passe a diversificar a sua oferta de cultura, quem sabe. Pode ser que não, com o já vimos em outras ocasiões. Vamos esperar que esses espetáculos cheguem à primeira capital do Brasil, mas que o público confira pela sua qualidade, e não apenas pela curiosidade.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Confira os premiados na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Prêmio especial da critica: "Sábado Inocente", de Alexander Mindadze


Melhor filme: "Era uma Vez na Anatolia", de Nuri Bilge


PRÊMIOS DO PUBLICO


Melhor documentário brasileiro


Empate: "Raul: O Inicio, o fim e o Meio", de Walter Carvalho; "Vai Vai: 80 Anos nas Ruas", de Fernando Capuano


Melhor documentário internacional: "Batidas, Rimas e Vida", de Michael Rapaport


Melhor ficção Brasileira: "Teus Olhos Meus", de Caio Sóh


Melhor ficção internacional: Empate- " Frango com Ameixas" de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud; "Desapego", de Tony Kaye


Prêmio da Juventude: "Uma Incrível Aventura", de Debs Gardner-Paterson


PRÊMIOS DA MOSTRA


Prêmio Humanidade Leon Cakoff : Atom Egoyan e Mohsen Makhmalbaf


Melhor documentário: " Marathon Boy", de Gemma Atwal


Melhor ator: Théodor Júliosson


Melhor atriz: Alina Levshin por Condad Girls


Melhor filme: "Respirar" de Karl Markovics (Austria)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Selecionados do Festival 5 Minutos serão exibidos a partir de hoje

Redação


O tradicional Festival Nacional 5 Minutos está em sua 14ª edição e começa a exibição dos 50 curtas selecionados para mostra competitiva a partir de hoje. As exibições acontecem até sábado em vários pontos da cidade de Salvador. A programação completa está disponível no site da Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia. 


Os cinco primeiros colocados receberão prêmios que, somados, chegam a R$ 30 mil. Serão exibidos vídeos selecionados e premiados na TV Educativa e nas mostras itinerantes realizadas em municípios do interior da Bahia. 


Este ano, foram inscritos 257 vídeos de 14 Estados mais o Distrito Federal. O Festival 5 Minutos contempla produções audiovisuais em curtíssimo formato, como o próprio nome do evento sugere, em até cinco minutos. 


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Os folhetins da vida real e o cinema

Carlos Baumgarten


Estava reparando num detalhe da novela das 9h da Rede Globo de televisão, Fina Estampa. Uma das personagens, interpretada pela atriz Lilia Cabral, ilustra uma espécie de “faz tudo pra sobreviver”. Logicamente, com “limpeza” que um folhetim da Globo gosta de maquiar. O fato é que a trabalhadora, depois de anos de aperto e sofrimento, ganha na loteria e tem a oportunidade de mudar de vida. 


Nos últimos capítulos, ela está se preparando para mudar com a família a uma casa melhor, só que é surpreendida pela mobilização dos moradores do condomínio de luxo, que não querem a presença de pobretões em sua vizinhança. No mesmo momento me veio uma pergunta: seria uma cópia ou uma referência especial ao filme O Sol Tornará a Brilhar?


Quando falo em O Sol Tornará a Brilhar, quero me referir ao clássico de 1961 estrelado por Sidney Poitier e dirigida por Daniel Petrie e não ao remake com o mesmo título de 2008. Isso porque a obra lançada nos anos 60 teve muito mais impacto do que à refilmagem, afinal os conflitos raciais continuavam em evidência em diversas partes do mundo. 


E o que é que a novela de Aguinaldo Silva e o filme de Daniel Petrie teriam em comum? Justamente, esse conflito entre pobres e ricos. Em O Sol Tornará a Brilhar, temos no centro do drama a família Younger, que vive espremida em um apartamento na cidade de Chicago, sonhando com uma vida melhor. 


Quando a matriarca dessa família recebe um cheque no valor de US$ 10 mil (uma boa grana na época), referente à pensão deixada pelo seu falecido marido, todos enxergam uma nova perspectiva. Ao encontrar a casa ideal, eles se vêem impedido de continuar com os planos, pois os moradores, em reunião, entenderam que não seria bom para o bairro ter uma família de negros vivendo em suas redondezas. 


O problema dos folhetins, e esse é o objetivo deles, é que as mensagens acabam sendo forçosas. Obviamente, o público-alvo aprova o que vê, mas a verdade é que não se pode ver autenticidade no conflito vivido entre as classes da novela Fina Estampa. O racismo e o preconceito de classes ainda existem, mas não vemos da forma forçada, como a ilustrada na novela. 


Forçar o drama é típico de folhetins. A sétima arte, por outro lado, consegue capturar melhor a atmosfera rígida de um conflito, já que tem aliado ao seu discurso oral, a linguagem fotográfica. O cinema de afirmação negra, entre os anos 50 e 60, na indústria hollywodiana, onde predominava a “supremacia” branca, conseguiu marcar uma geração. 


A proposta dos roteiristas da novela é até válida, considerando os problemas sociais pelos quais passamos. No entanto, copiar ou referenciar um filme através do melodrama forçado, ainda mais com a presença de atores galãs e musas da televisão brasileira, soa destoante, pra não dizer ridículo. 


No entanto, gosto é gosto e não se discute. Já diziam por aí: o povo tem o que merece.  

O Iluminado: um clássico fracassado

Carlos Baumgarten


Na data de hoje, 31 de outubro, costuma-se dizer que se comemora o dia das bruxas. É um prato cheio para o comércio infantil e, no caso do cinema, para os fanáticos por filmes de terror. Ontem, o canal pago AXN exibiu o filme O Iluminado (1980), dirigido por Stanley Kubrick. 


O filme é baseado na obra do escritor norte-americano Stephen King que, para registro, não aprovou a adaptação de Kubrick para os cinemas. O autor teria afirmado que o diretor não captou a essência da obra, modificando a trajetória da história. 


O Iluminado, conforme consta na biografia de Kubrick, foi um filme realizado para satisfazer a posição comercial do diretor. Depois de realizar obras fantásticas, reverenciadas até hoje, como 2001: Uma Odisseia no Espaço (1969) e Laranja Mecânica (1971), Kubrick apostou num longa de época, Barry Lyndon (1975), filme com mais de três horas de duração que tem o toque perfeccionista do cineasta. 


Em Barry Lyndon, Kubrick, juntamente com o seu diretor de fotografia, John Alcott, desenvolveu uma nova lente para o cinema, que abria o obturador ao máximo para a captação de luz. Assim, em Barry Lyndon, não temos a utilização de luz artificial, sendo a fotografia um dos pontos mais altos do filme. 


Se fosse apenas a técnica que definisse o desempenho de um filme, Barry Lyndon poderia ter feito bonito nos cinemas. Mas não foi o caso. Suas mais de três horas de duração foram consideradas monótonas por parte do público e crítica e afundou no fracasso nas bilheterias. 


Foi assim que surgiu a motivação para fazer O Iluminado, uma obra puramente comercial, com o intuito de conquistar mais o público do que a crítica, voltada exclusivamente para a arrecadação de bilheteria. Talvez pela veia cult do cineasta, talvez pela mudança de rumo da história original, O Iluminado não foi um sucesso nem de público, nem de crítica, frustrando o diretor e sua equipe. 


Alguns problemas de relacionamento entre Kubrick e o elenco, especialmente com a atriz Shelley Duvall, além da característica do diretor no detalhamento das ações, expuseram, na obra, um caminho perdido e, mais uma vez, com uma dose de monotonia. A atuação de Jack Nicholson salvou a obra do seu esquecimento, pois, apesar do fracasso, é um dos filmes de terror mais lembrados (não reverenciado) de todos os tempos. 


Enquanto obra de terror, O Iluminado tem os seus méritos. A fotografia capta a imensidão do hotel e o vazio enfrentado pela família isolada. Cenas como o banho de sangue do elevador e a do garoto Danny (filho do casal) rodando com um triciclo pelos corredores vazios tornaram-se clássicas e, essas sim, reverenciadas, inclusive por inúmeras paródias. 


Fracassado ou não, a verdade é que, para cinéfilos, O Iluminado é uma obra que vale a pena ser conferida, pelo seu trabalho estético. Não vamos entrar em detalhes, pois, aproveitando a deixa do tal dia das bruxas, nada melhor do que sugerir: alugue ou, se colecionador, adquira o DVD ou Blu-Ray.


O Iluminado (The Shining, EUA, 1980)
Direção: Stanley Kubrick
Elenco: Jack Nicholson, Shelly Duvall, Danny Lloyd, Scatman Crothers

Confira a programação do Cine Nostalgia para novembro

Dia 02 às 15:00 filme " BARRY LYNDON " ano -1975 ( USA ) 04 Oscar.
Atores - Ryan O'Neill, Marisa Bereson, Patrick Nagee e Haaardy Kruger.
Diretor - Stanley Kubrick - Drama - Livre - 185min,
  
Dia 03 às 15:00 filme " AMEMOS OUTRA VEZ "  ano - 1946 ( USA ).
Atores - James Stewart, Margareth Sullavan e Ray Milland
Diretor - Edward M. Griffith - Drama - Livre - 86 min.
  
Dia 04 às 15:00 filme " A MORTE SEGUE SEUS PASSOS " ano -1975 ( USA ).
Atores - John Wayne, Richard Attenborough, Mel Ferrer e Judy Greson
Diretor - Ted Marshal - Policial -  12 anos - 111 min.
  
Dia 05 às 15:30 filme " ANNA KARENINA " ano -1935 ( USA )
Dia 06 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Greta Garbo, Frederich March, Maureen O'Sukkivan e Fred Bartholomew.
Diretor - Clarence Brown - Drama - 14 anaos - 93 min.
  
Dia 10 às 15:00 filme " CIÚMES " ano -1939 ( USA )
Atores - Myrna Loy, Clark Gable e Jean Harlow
Diretor - Clarence Brown - Drama - Livre - 88 min.
  
Dia 11 às 15:00 filme " NO CORAÇAO DO OESTE " ano - 1948 ( USA ).
Atores - Dick Powell, Jane Greer, Agnes Moorehead e Bur Ives
Diretor - Sidney Lanfield - Faroeste - Livre - 87 min.

Dia 12 às 15:30 filme " VIVO PARA CANTAR " ano -1944 ( USA ).
Dia 13 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Deanna Durbin, Robert Paige, Akim Tamiroff e David Bruce.
Diretor - Frank Ryan - Musical - Livre - 90 min.
  
Dia 15 às 15:00 filme " ORGULHO E PAIXÃO " ano -1957 ( USA )
Atores - Gary Grant, Frank Sinatra e Sophia Loren
Diretor --Stanley Kramer - Guerra - 14 anos - 132 min.
  
Dia 17 às 15:00 filme " LASSIE - A FORÇA DO CORAÇÃO " ano - 1943 ( USA )
Atores - Roddy McDowall, Donald Crisp e Elizabeth Taylor.
Diretor - Fred Wilcox - Romance - Livre  - 90 min.
  
Dia 18 às 15:00 filme " O IMPERADOR DO NORTE " ano -1973 ( USA )
Atores - Lee Marvin, Ernest Borgnine, Keiteh Carradine e Charles Tyner
Diretor - Robert Aldrich - Aventura - 14 anos - 119 min.
  
DIa 19 às 15:30 filme " UMA LOURA POR UM MILHÃO " ano -1966 ( USA ) 01 Oscar
Atores - Jack Lemmon, Walter Mauthau e Judy West
Diretor - Billy Wilder - Comédia - Livre - 125 min.
   
Dia 24 às 15:00 filme " CONTRA TÔDAS  AS BANDEIRAS " ano - 1952 ( USA )
Atores - Maureen O'Hara e Errol Flyinn
Diretor - George Sherman - Aventira - Livre - 83 min.
   
Dia 25 às 15:00 filme " QUANDO OS IRMÃOS SE DEFRONTAM " ano - 1963 ( USA )
Atores - Marlon Brando, Pat Hingle, Sandra Church e Eji Okada
Diretor - Geoerge Englund - Drama - 12 anos - 115 min.
  
Dia 26 às 15:30 filme " NUNCA TE VI, SEMPRE TE AMIEI " ano - 1986 ( USA )
Dia 27 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Anne Bancrof, Anthony Hopkins e George Frenton
Diretor - David Jone - Romance - 12 anos - 99 min

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ao vovô, com carinho

Davi Carneiro
Let´s Go Bahia


Quando a carioca Cecília, 34,  resolveu adaptar Capitães da Areia como obra de sua estreia na direção de longas, sabia que iria enfrentar o enorme peso da responsabilidade. E não é para menos. A cineasta iria, não apenas, filmar o livro mais vendido de um dos escritores mais importantes do Brasil. Iria, também, encarar o desafio de dar vida à obra mais influente de umas das pessoas mais queridas em sua vida: o seu próprio avô, Jorge Amado.
Mas, Cecília Amado parece não se importar muito com essa cobrança. Muito pelo contrário: mantém o olhar sereno e abre um delicioso sorriso, como só aqueles que tem a certeza do dever comprido conseguem abrir.

Ao narrar cinematograficamente um ano na vida dos Capitães da Areia - marcado por festejos do dia de Iemanjá, data emblemática do calendário baiano - a cineasta imprime um olhar próprio pautado naformação humanista que herdou do avô e traz a tona questõescomo superação, amizade e lealdade. Assim como no livro de Jorge, os meninos carentes de Cecília - apesar de sujos, vestidos com farrapos e semi-esfomeados - são, em verdade, os donos da cidade, os que a conhecem totalmente, os que totalmente a amam, os seus poetas.

A diretora- que começou a fazer cinema em 1995 e fez carreira nos sets de grandes cineastas como Cacá Diegues, Sérgio Resende e Cao Hamburger – recebeu a equipe de Let’s Go para uma deliciosa conversa sobre o filme e a obra de seu avô.
                            Divulgação/Imagem Filmes
Cena de Capitães da Areia, dirigido por Cecília Amado


Cecília, quais as suas maiores influências quando se fala em direção cinematográfica?
Dentre os muitos cineastas que me encantam tem um nome que eu trabalhei que é muito próximo da minha maneira de trabalhar: o Cao Hamburguer. Ele é um diretor muito detalhista, barroco e que faz um trabalho bastante visceral e complexo. Já no cinema internacional, não poderia deixar de citar os grandes como Truffaut, Fellini e Bertolucci, que é minha grande paixão. Além disso, gosto muito da geração de cineastas que vieram de forma bastante instigadora e promovendo uma nova linguagem, como o Lars Von Trier e Michel Gondry.

As aventuras de Pedro Bala e seu bando povoam o imaginário popular desde 1937 e, desde então, foram mais de cinco milhões de exemplares vendidos. O que representa ter Capitães da Areia como seu filme de estreia?   
Eu gosto de dizer que foi Capitães quem me escolheu e não o contrário. Além de ter personagens apaixonantes, essa obra é um prato cheio para qualquer cineasta, poisretrataum drama social importantíssimo, além de ser extremamente visual e cinematográfica. O livro me deu a oportunidade de fazer umapelícula lírica e poética e, ao mesmo tempo, com potencial comercial raro para um filme de arte. Isso é muito bacana porque possibilita me comunicar com várias plateias, públicos  e cantos do Brasil.

Como é voltar a Salvador para dar essa nova roupagem a essa Bahia negra, misteriosa e cheia de belezas que seu avô representou tão bem?
Eu sou apaixonada pela Bahia e, apesar de ser carioca, aqui é minha casa. Eu fui nômade durante a minha vida, morei em vários lugares do mundo e Salvador sempre era meu porto seguro. Meu avô, por sua vez, era um apaixonado pelo povo da Bahia. E poder falar desse olhar de Jorge Amado para as novas gerações é algo fantástico.

Sem pensar muito, qual a primeira coisa que surge na lembrança quando você escuta a palavra avô?
A primeira coisa que me vem, quando penso nessa palavra,  é a cadência da voz de Jorge quando ele nos contava alguma história. Acompanhei a época em que ele escrevia alguns dos seus últimos livros e ele adorava ler um trecho para a gente. Ou então alguma das muitas carta que ele recebia de leitores de mundo inteiro. Eu me lembro bem da cadência da sua voz ... e aquilo era uma coisa, o ritmo, a respiração. É algo que só os grandes contadores de história conseguem ter.

E, na sua opinião, qual foi a característica mais marcante dele?
A generosidade. Ele era uma pessoa extremamente humanista. Quando ele gostava de alguém, nada importava: a classe social ou a cor da pele ou se era politicamente oposto, nada disso influenciava. O que importava era se era amigo e tinha uma boa historia para contar.

Seria esse o maior legado deixado por ele para você?
Sim, seria essa visão humanitária e positiva do ser humano. Não é só tratar bem o próximo ou falar bem da Bahia por obrigação, mas sim, por prazer e por, de fato, ser apaixonado e amar esse povo. Além de ser Amado, ele amava bastante. Jorge tinha um coração enorme.

Seu avô era amigo de muitos cineastas e suas obras são extremamente cinematográficas. É verdade que ele tinha um sonho de ser diretor de cinema?
Sim. Quando eu comecei a fazer cinema, em 1995, ele me chamou e acabou confessando isso. Ele disse que o seu sonho era ter sido cineasta, então ele me apoiava muito. Não sei se ele tinha dito só para me agradar, mas talvez isso explique o porque seus livros são tão visuais e cinematográficos.

Quando você leu o livro, conversava com seu avô sobre isso?
Nesse momento especificamente a gente estava um pouco distante, pois foi a época que morei for a do Brasil. Minha adolescência foi muito próxima a ele, a gente era vizinho em Paris, se frequentava bastante [Cecília morou na Europa dos 13 aos 17 anos]. Mais adiante, no inicio dos anos 90, eu presenciei ele dando algumas entrevistas falando de Capitães e lembro o quanto ele dizia que a problemática dos meninos abandonados continuava existindo e o quanto o livro continuava contemporâneo e atual.

É verdade. A problemática dos meninos de rua continua extremamente atual. Como você enxerga essa relação do livro com a atualidade?
Capitães continua atual no bom e no mal sentindo. A situação dos meninos de rua é absolutamente semelhante a essência do que foi escrito no livro, principalmente na forma como se relacionam em grupo e com a sociedade. Por outro lado, meu avô descreveu esses personagens com bastante humanismo, energia e heroísmo. Quando resolvi adaptar essa história, precisava conhecer os Capitães da Areia de hoje e descobri, não só que eles tem o mesmo drama do livro, como têm, também, essa mesma criatividade, força e bravura.

Os protagonistas do filme são meninos de comunidades carentes baianas. Como foi trabalhar com “não atores”?
Optamos por procurar “não atores”, meninos de comunidades que se aproximassem ao máximo da realidade dos personagens. Eu queria a espontaneidade, um elenco de jovens com idades entre 12 e 16 anos que, depois do filme, não ficassem abandonados, tivessem um acompanhamento social. Então fui a 22 ONGs que trabalham com dança, capoeira e teatro, e cheguei ao grupo.

Como foi a seleção?
No final de 2007, reuni 1.200 jovens. Depois de seis meses de pesquisa, reduzi o grupo para 90. Aí pedi que eles fizessem dois meses de oficina teatral e ficamos com 26. Então lhes apresentei os papéis e fizemos algumas experiências até encontrar o time.

Como foi a concepção e a escolha da trilha sonora produzida pelo Carlinhos Brown?
Carlinhos é um desses baianos amados que aprendi a amar com bastante vigor. Ele foi uma das primeiras pessoas escolhidas para fazer parte da equipe essencial do filme, pois achava que só ele poderia fazer a trilha sonora. O filme é bastante musical e eu precisava que ela percorresse esses climas, nuances e transformações vividas pelos personagens. O Carlinhos é um músico completo e que une ritmos pops, africanos, latinos, além de ter baladas românticas lindas. Ele é um grande tradutor de Jorge Amado e da baianidade na contemporaneidade.

Cecília, você está usando um brinco no formato de Iemanjá, além de ter uma tatuagem em homenagem a esse orixá. Qual a sua relação com a Rainha do Mar?
 (Risada) Eu sou filha de Iemanjá. Desde pequena frequentei, como simpatizante, o Gantois e o Axé Opô Afonjá, onde meu avô era obá de Xangô. O filme é, na verdade, uma grande oferenda a ela, que é a nossa mãe maior e do povo da Bahia.  Ele se passa na beira do mar e conta a história de um ano marcado por festas de Iemanjá. Ela está, também, muito presente na trilha do Carlinhos. Os Capitães da Areia, assim como toda a Bahia, são filhos do mar. 

sábado, 1 de outubro de 2011

Confira a programação do Cine Nostalgia para outubro

Dia 01 às 15:00 filme " MÉDICA, BONITA E SOLTEIRA " ano - 1964 ( USA )
Dia 02 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Tony Curtis, Natalie Wood, Henry Fonda, Lauren Bacall e Mel Ferrer.
Diretor - Richard Quine - Comédia - 10 anos - 114 min.

Dia 06 às 15:00 filme " NA TEIA DO DESTINO " ano - 1949 ( USA ).
Atores - James Mason, Joan Bennette e Geraldine Brocks.
Diretor - Max Ophus - Suspense - 14 anos - 80 min.

Dia 07 às 15:00 filme " WINCHESTER' 73 "  ano - 1950 ( USA ).
Atores - James Stewart, Shelley Winters,  Dan Duryea e Rock Hudson.
Diretor - Anthony Mann - Faroeste - Livre 0 93 min.

Dia 08 às 15:30 filme "  ORGULHO E PRECONCEIETO " ano - 1940 ( USA )
Dia 09 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Greer Garson, Laurence Olivier, Mary Boland e Maureen O'Sullivan
Diretor - Robert Z. Leonard - Romance - Livre  -116 min.

Dia 12 às 15:00 filme " ... E O VENTO LEVOU " ano - 1939 ( USA )   08 Oscar
Atores - Clark Gable, Vivian Leigh, Leslie Howard e Olivia De Havilland.
Diretor - Victor Fleming - Drama - Livre - 233 min.

Dia 13 às 15:00 filme " O SOL É PARA TODOS " ano- 1962 ( USA )  01 Oscar
Atores - Gregory Peck, Mary Badha e Phillip Alford
Diretor - Robert Mulligan - DRama - 14 anos - 129 min.

Dia 14 às 15:00 filme " O MAIOR AMANTE DO MUNDO " ano 1977 ( USA ).
Atores - Gene Wilder, Carol Kane e Dom Der Luise.
Diretor - Gene Wilder - Comédia - Livre - 90 min.

Dia 15 às 15:30 filme " A CAMINHO DO ARCO IRIS " ano - 1968 ( USA )
Dia 16 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Fred Astaire, Petula Clark, Dom Francis e Keenan Wynn
Diretor - Francis Ford Coppola - Musical  -Livre - 145m min.

Dia 20 às 15:00 filme " QUANDO O CORAÇÃO FLORESCE " ano - 1955 ( USA ).
Atores - Katharine Hepburn, Rossano Brazzi e Isa Miranda.
Diretor - David Lean - Romance - Livre - 100 min.

Dia 21 às 15:00 filme " QUEM TEM MEDO DE VIRGÍNIA WOLF? - 1966 (USA) - 05 Oscar
Atores - Elizabeth Taylor, Richard Burton, George Segal e Sandy Dennis
Diretor - Mike Nichols - Drama - 14 anos - 131 min.

Dia 22 às 15:30 filme " PERFÍDIA " ano - 1941 ( USA )
Dia 23 às 16:00 ( o mesmo filme )
Atores - Betty Davis, Tereza Wright, Herbet Marshall e Dan Duryea
Diretor - William Wyler - Drama - 12 anos - 116 min.

Dia 27 às 15:00 filme " QUE ESPERE O CÉU " ano - 1941 ( USA )
Atores - Robert Montgomery, Claude Rains e Evelyn Keyes
Diretor - Alexander Hall - Drama - 12 anos - 90 min

Dia 28 às 15:00 filme " SEM LEI, SEM ALMA " ano - 1957 ( USA ).
Atores - Burt Lancaster, Kirk Douglas, Ronda Fleming e Jo Van Fleet.
Diretor - -John Sturges - Faroeste - 14 anos - 122 min.


Dia 29 às 15:30 filme " UM CAMINHO PARA DOIS " ano - 1967 ( USA )
Atores - Audrey Hepbum,  Albert Finney, Eleonor Bron e William Daniels
Diretor - Stanley Donen - Romance - 14 anos - 115 min.