sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Tentando repetir inesperado sucesso, Atividade Paranormal 2 estreia hoje nos cinemas

Carlos Baumgarten


Seguindo o lema de Glauber Rocha, com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça, o diretor Oren Peli aproximou-se dos passos de A Bruxa de Blair (1999) e lançou, em 2007, o filme Atividade Paranormal. Trata-se da história de uma jovem que, desde pequena, é atormentada por espíritos do mal e, junto com o namorado, tenta desvendar o mistério, registrando com uma câmera todas as manifestações do além. O filme tem o falso formato de um documentário, tentando passar a ideia de que tudo aquilo que acontece é real.

Com um custo mínimo de US$ 10 mil, o filme rendeu mais de R$ 20 milhões, feito parecido com o de A Bruxa de Blair, que foi realizado nos mesmos moldes que Atividade Paranormal, em um falso formato de documentário. A Bruxa de Blair custou cerca de US$ 25 mil e também rendeu milhões. Os olhos dos produtores cresceram e tentaram enrolar o público com A Bruxa de Blair 2 (2000), que já se utilizou de elementos narrativos de uma obra de ficção e não teve o mesmo efeito que o primeiro.

Os produtores de Atividade Paranormal 2, já atentos a esse fato, prepararam um trabalho similar ao primeiro, pois é perceptível que a tensão,a o considerar aquilo como real, é muito maior do que se utilizar de efeitos especiais e um banho de sangue na tela. Esse novo formato de filmes de terror está ganhando cada vez mais terreno. Recentemente lançado, O Último Exorcismo, que fala de uma possessão demoníaca, apresenta o mesmo formato.

O problema é que a repetição da mesma fórmula em uma abertura de franquia pode ser fatal. O público já vai, mesmo que inconscientemente, sabendo o que vai acontecer. Não é mais novidade. E, além disso, tem aquele ditado: um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Nesse sentido, vale lembrar que uma cópia do primeiro Atividade Paranormal foi parar nas mãos de Steven Spielberg, que gostou do trabalho e deu uma “forcinha” para o lançamento do filme. Atividade Paranormal 2 foi dirigido por Tod Williams, de Provocação (2004). 

O terror continua nos finais de semana com a refilmagem de um filme de baixo orçamento dos anos 70, intitulado Piranha, que foi dirigido por Joe Dante em 1978. Teve uma seqüência em 81, dirigido em parte por James Cameron (ele foi demitido durante as filmagens e, após uma febre ocasionada por uma infecção alimentar, teve um pesadelo no qual um andróide do futuro tinha a missão de matá-lo; o resto é história).

Agora, chega aos cinemas Piranha 3D, que apoiada pelos recursos técnicos, traz a mesma simplória história: banhistas são aterrorizados por, obviamente, piranhas assassinas pré-históricas. Além dos efeitos e os recursos 3D, não há outro atrativo. Na época do lançamento do primeiro filme, em 78, houve uma acusação de plágio  por parte dos produtores de Tubarão, lançado dois anos antes.

Fora o terror, temos Robert De Niro no filme Homens em Fúria e o suspense Instinto de Vingança. Além destes, as salas do cinema recebem as comédias Juntos pelo Acaso e O Solteirão, mais um lançamento com Michael Douglas. 

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