quarta-feira, 22 de setembro de 2010

“Quem rompe o silêncio rompe o poder dos carrascos”


Carlos Baumgarten

Quando uma figura pública utiliza a sua imagem e prestígio perante a sociedade para promover o bem, já pode se considerar um ato louvável. Infelizmente, a grande maioria dos nossos representantes públicos ainda não compreenderam esse papel. A classe artística, de uma forma geral, da qual o povo tem uma grande sintonia em termos de representatividade, é uma grande força-motor para despertar a consciência social.

O cineasta alemão Wim Wenders, diretor de filmes como Buena Vista Social Club, está nesse hall importante no campo artístico. De acordo com o jornal Estado de São Paulo, ele participa de uma campanha alemã contra a pedofilia e apresentou uma série de anúncios publicitárias de 30 segundos com o objetivo de encorajar adultos, vítimas que sofreram abusos sexuais na infância, a denunciarem seus agressores.   

Com o lema “Quem rompe o silêncio rompe o poder dos carrascos”, a campanha é mais um caminho para plantar a semente da cura da pedofilia ao redor do mundo. O tema é recorrente no cinema, já abordado em diversas produções, em variadas épocas. Manie: Confissões de uma Ladra (1964), do mestre do suspense, Alfred Hitchcock, traz uma boa análise sobre as consequências futuras para uma criança que sofre com abuso sexual.

Sobre Meninos e Lobos (2003), de Clint Eastwood, aborda o tema, também, de maneira sombria. O filme deu o Oscar a Sean Penn de Melhor Ator.     

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