sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Preocupação com o crescimento desordenado


Carlos Baumgarten

O que é que urbanismo e cinema poderiam ter em comum? Para muita gente, pode não ser nada, mas na 37ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia o tema fez parte de uma das mesas de debate no simpósio que iniciou hoje e segue até o dia 12. Quem abriu os trabalhos foi o arquiteto e professor da Universidade Federal da Bahia, Paulo Ormindo Azevedo, um dos principais críticos do crescimento desordenado da capital baiana.

Segundo artigo escrito pelo professor, na época dos 460 anos de Salvador, a cidade acumulou índices assustadores de compactação demográfica e veicular, concentração de pobreza, insegurança e destruição do meio ambiente. Passados cerca de 10 anos, a situação só piorou e tende a apontar para um colapso em curto prazo.

Ainda no primeiro dia, o ator e cineasta Marcos Palmeira. Engajado na causa ambiental, ele procura difundir a importância de se preservar o planeta através de seu trabalho no audiovisual. Além disso, dedica-se à produção de alimentos orgânicos em sua fazenda, no interior do Rio de Janeiro.

Fechando o dia, o público pôde conferir a apresentação do ambientalista Marcos Mariani. Engenheiro agrônomo por formação, Mariani atua na Amazônia desde 1997 e criou, em 2006, a Associação Preserve Amazônia, uma ONG com sede em Brasília, cujo objetivo é contribuir para a redução do desmatamento da nossa floresta amazônica.

Amanhã, dia 11, o Simpósio Internacional O Cinema em Defesa do Meio Ambiente prossegue os trabalhos, entrando no tema “Produção audiovisual e a defesa do meio ambiente”.

A Jornada de Cinema da Bahia é a prova de que o audiovisual pode ser um forte instrumento na luta por um mundo melhor, unindo os mais diversos temas da atualidade com a magia da sétima arte e todo o seu engajamento para contribuir com a sensibilização social.

Outras informações sobre o evento e a programação da jornada, podem ser conferidas no site: www.jornadadabahia.com.

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