quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pelé e Senna no cinema


Carlos Baumgarten


A vida de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, vai para os cinemas. A produtora americana Goldcrest Films já iniciou a pré-produção para rodar um documentário sobre o rei do futebol. Segundo a Veja, o roteiro inclui a vida do atleta, desde a infância até os dias atuais. Nessa concepção, não seria deixado de lado os pontos polêmicos na vida do jogador, como o não reconhecimento de paternidade.

A direção será de Bill Guttentag e conta com a produção da brasileira radicada nos Estados Unidos, Márcia Nunes, e Paula Barreto, filha de Luiz Carlos Barreto.

Um outro atleta brasileiro reverenciado no mundo inteiro também ganhou uma homenagem cinematográfica realizada também por uma produtora estrangeira. Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1, será homengeado pelos 50 anos que completaria em 2010. A direção é de Asif Kapadia, com roteiro de Manish Pandey e produzido por James Gay Rees.

A pré-estreia acontece na semana que vem durante o GP do Japão, no circuito de Suzuka, onde Senna conquistou os seus três títulos mundiais. No Brasil, a estreia será no dia 12 de novembro, na semana do GP do Brasil. Será exibido no Rio de Janeiro, São Paulo e em outras quatro capitais ainda em negociação, de acordo com o Portal Terra. 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

As tendências do Brasil


Carlos Baumgarten

Muito se criticou a decisão do Ministério da Cultura (Minc) ao escolher o filme Lula: O Filho do Brasil como o mais “preparado” para tentar uma vaga entre os finalistas ao Oscar do ano que vem.  De um lado, os adeptos e simpatizantes do espiritismo dizem que Nosso Lar, além de ter a preferência popular (comprovada em enquete do próprio Minc), traz uma excelência técnica aliada a uma mensagem esperançosa para toda a humanidade. Do outro, há uma enorme tendência a se considerar questões políticas na escolha do filme.

Honestamente, não tive interesse em conferir o filme de Fábio Barreto. E não foi por questões políticas, mas, simplesmente, pareceu-me um dramalhão exagerado de barra forçosa. Puro preconceito? Pode ser. Mas, a questão da escolha por parte da “cúpula” de especialistas não me surpreende. Independente de aceitação pública (o filme de Barreto não foi bem nas bilheterias) ou de qualidade técnica, é óbvio que o mito da imparcialidade, que já é MITO, vai passar longe por aí

Vejam do início. Luiz Carlos Barreto é um dos nomes mais influentes do cinema nacional. Produtor renomado no meio, foi um dos que declarou que queria exportar o filme sobre o nosso presidente, com o único objetivo de lucrar, e sem interesses políticos. Lula: O Filme do Brasil teve que buscar recursos de outras fontes, que não fosse o governo, afinal, seria extremamente tendencioso o projeto ser aprovado em edital público, retratando a vida de um presidente em exercício.

Os ingênuos acreditaram que isso seria suficiente. Mas, a verdade é que não há nada de coincidência ou inocência. Lançar um filme no último ano de governo de um presidente sobre o próprio, mesmo que se utilizem da justificativa de que o longa aborda a trajetória do presidente até o início de sua carreira de sindicalista, nada mais é do que uma desculpa esfarrapada para tentar evitar o inevitável: a indignação do povo brasileiro.

Fora essas tendências, temos, como já foi dito, a influência da família Barreto no cinema nacional, o que torna a regra do QI e do poder também válida no campo das artes. E olhem mais: Fábio Barreto, diretor de Lula..., foi indicado em 1994 teve o seu O Quatrilho indicado em 1994 ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Em 1997, o irmão, Bruno, teve o seu O Que é Isso, Companheiro? indicado na categoria. Nenhum dos dois ganhou, mas sabemos o peso e a exposição que significa a nomeação à premiação de Hollywood.

Uma década depois, Bruno Barreto, irmão de Fábio e ambos filhos de Luiz Carlos, teve mais um filme escolhido pelo Minc para tentar a vaga no Oscar. Em 2008, o filme Última Parada 174 tentou a vaga, mas, obviamente, não passou, afinal, trata-se de uma obra perdida, que podia ter sido muito melhor explorada pela riqueza de seu conteúdo.

Repare a trajetória: governos diferentes, mas escolhas similares. Talvez, a ideia seja apenas andar na onda, ou seja, próximo ao poder. Faça um filme que agrade o seu líder e você terá muitas chances de ter alguns privilégios. Não se pode julgar, mas vamos aqui carimbar um leve julgamento: é quase certo que a escolha do Minc foi influenciada por questões políticas e, mais ainda, pelo período eleitoreiro.

Não questiono o talento da família Barreto em fazer cinema, afinal, eles estão há anos nesse processo, nem estou aqui para falar do Governo Lula. Mas, não se pode deixar de atentar para as tendências do nosso País, em levar as questões políticas e religiosas acima dos critérios de neutralidade. Óbvio que sempre haverá tendências, mas não se pode fazer da máquina pública uma atração de circo, onde os palhaços, por vezes, somos nós cidadãos.

Quanto aos entristecidos pela não-escolha de Nosso Lar para disputar uma vaga na premiação, um consolo: é bem provável que o filme não passasse para a fase final da disputa, pois, efeitos especiais e conteúdos fortemente restritos tendem a não corresponder a expectativa de especialistas. Foi o que aconteceu: iludiram o povo, colocando-os como especialistas de cinema, para depois apenas iniciar um incêndio maior, deixando os “entendidos” tomarem a decisão final.   

Polanski: ator e diretor


Carlos Baumgarten

Após a polêmica envolvendo o cineasta Roman Polanski, por conta da acusação de pedofilia que o levou recentemente à prisão, o Festival do Rio abre uma mostra fotográfica exibindo duas fazes do franco-polonês: na atuação e na direção. A exposição tem entrada gratuita e prossegue até o dia 5 de outubro.

Os registros como ator remontam os seus 14 anos de idade, quando Polanski já demonstrava seu talento para as artes cênicas, dando seus primeiro passos no palco. Há ainda passagens por suas atuações em seus filmes de faculdade e em obras mais conhecidas como O Inquilino (1976), O Bebê de Rosemary (1968) e O Pianista (2002). Além disso, há o registro em produções que atuou de outros diretores, como Chinatown (1974).

Como diretor, há o registro de inúmeros filmes e mais de 20 de cartazes de seus trabalhos, cedidos pelo Museu de Fotografias de Lodz. Também integram a exposição fotos antigas do acervo pessoal do próprio cineasta. Obviamente, não podia deixar de ser promovida uma mostra de filmes sobre Polanski, na qual serão explorados os primórdios de sua carreira, ainda quando era um estudante da Escola de Cinema de Lodz.

Após a exibição dos filmes, no próprio Pavilhão do Festival, serão realizados debates sobre o trabalho e trajetória de Polanski, todos abertos ao público. Mais informações: www.festivaldorio.com.br.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cine Nostalgia – programação de outubro


Dia 01 às 15:00 filme " O SEGREDO DAS JÓIAS " ano - 1950 ( USA ).

Atores - Sterling Haydin, Louis Calhem, Marilyn Monroe e Jean Haen.
Diretor - John Huston.
Dia 02 às 15:30 filme " AO SUL DO PACÍFICO " ano - 1958 ( USA ).
Dia 03 às 16:00 ( o mesmo filme ). 
Atores - Rossano Brazzi, Mitzi Gaynor e John Keer.
Diretor - Joshua Logan.
Dia 07 às 15:00 filme " JÁ FOMOS TÃO FELIZES " ano - 1960 ( USA ).
Atores - Doris Day, David Niven, Janis Paige e Richard Haydn.
Diretor - Charles Walters.
Dia 08 às 15:00 filme " O AVENTUREIRO " ano - 1955 ( USA ).
Atores - Burt Lancaster, Dianne Foster e John McIntire.
Diretor - Burt Lancaster.
Dia 09 às 15:30  filme " UM LUGAR AO SOL "  ano - 1951 ( USA )
Dia 10 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Montgomery Clift, Elizabeth Taylor e Shelley Winters.
Diretor - George Stevens.
Dia 14 às 15:00 filme " CORONEL BLIMP - VIDA E MORTE " ano - 1943 ( Inglaterra ).
Atores - Debora Keer e Roger Livesey.
Diretor - Michael Powel e Emeric Pressburger.
Dia 15 às 15:00 filme " O DIA  " D " ano - 1965 ( USA ).
Atores - Robert Taylor, Richard Todd, Dana Winter e Edmond O'Brien
Diretor - Henry Coster.
Dia 16 às 15:30 filme " MAYERLING " ano - 1968 ( USA ).
Dia 17 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Omar Sharif, Catherine Deneuve, Ava Gardner e James Mason.
Diretor - Terence Young.
Dia 21 às 15:00 filme " O SOL TORNARÁ A BRILHAR " ano - 1961 ( USA ).
Atores - Sidney Poitier, Claudia McNeil e Ruby Dee.
Diretor - Daniel Petri.
Dia 22 às 15:00 filme " MARES VIOLENTOS " ano - 1955 ( USA )).
Atores - John Wayne, Lana Turne, David Farrar e Tab Hunter.
Diretor - John Farow.
Dia 23 às 15:30 filme " TRÊS FILHAS QUERIDAS " ano - 1948 ( USA ).
Dia 24 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Jeanette MacDonald, José Iturbi e Jane Powel.
Diretor - Fred W. Wilcox.
Dia 28 às 15:00 filme " O INSPETOR GERAL " ano - 1950 ( USA ).
Atores - Danny Kaye, Barbara Bates e Alan Hale.
Diretor - Henry Koster.
Dia 29 às 15:00 filme  " HOMEM SEM RUMO " ano - 1955 ( USA ).
Atores - Kirk Douglas, Jeanne Crain, Claire Trevor e William Campbell
Diretor - King Vidor.
Dia 30 às 15:30 filme " INFÂMIA " ano - 1961 ( USA ).
Dia 31 às 16:00 ( o mesmo filme ).
Atores - Aldrey Hepburn, Shirley McLaine e James Garner
Diretor - William Wyler.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Depois de 23 anos, Oliver Stone retoma Wall Street


Carlos Baumgarten



Estreando hoje nos cinemas, Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme traz, mais uma vez, o truculento investidor Gordon Gekko (Michael Douglas) manipulando em seu favor e em favor do sistema capitalista. Famoso pelo seu lema “ganância é bom”, Gekko, na direção de Oliver Stone, torna-se um exemplo de falta de ética e ambição a não ser seguido.

Fora as críticas ao sistema financeiro, mais um filme na onda de A Bruxa de Blair (1999) e Atividade Paranormal (2009) está entre as estreias da semana. O Último Exorcismo adota o formato cru de documentário, o que, para alguns, é uma grande estratégia para elevar a tensão, mas, para outros, torna-se uma baboseira monótona.

Na lista ainda, mais um filme sobre a estilista francesa Coco Chanel (Coco Chanel e Igor Stravinsky) e uma comédia com figurões do gênero, como Chris Rock e Adam Sandler (Gente Grande). 

Festival do Rio traz vitrine do cinema nacional


Carlos Baumgarten

Se os festivais de Toronto e Veneza foram os tapetes vermelhos para muitas estreias mundiais, o Festival de Cinema do Rio é a área de luxo do cinema nacional. O evento iniciou ontem e prossegue até o dia 7 de outubro, onde serão exibidos mais 300 títulos, em cerca de 30 locais.

Aranldo Jabor marcou sua volta aos cinemas, justamente, nesse tradicional festival, com o filme A Suprema Felicidade. Entre os filmes que concorrem ao prêmio Redentor, estão Elvis e Madona, Diário de Uma Busca, Boca do Lixo, O Senhor do Labirinto, entre outros. No hall internacional, o filme de Sofia Copolla, Somewhere, está na lista.

Outras informações sobre o evento no sita: www.festivaldorio.com.br.  

Cine Fest Brasil em Montevidéu


Carlos Baumgarten

O Cine Fest Brasil chega ao Uruguai, na cidade de Montevidéu, a partir de hoje e prossegue até o próximo dia 30. Trata-se de um circuito itinerante que já passou por locais como Nova Iorque e Vancouver. Na agenda, estão ainda Roma, Madri e Barcelona, segundo a Folha On Line. O evento traz uma mostra das produções nacionais mais atuais, incluindo longas e curtas-metragens.

Entre os longas previstos na programação, estão filmes como Olhos Azuis, de José Joffily, o Bem Amado, de Guel Arraes, e Salve Geral, de Sérgio Rezende. Já entre os curtas, o público poderá conferir O Troco, de André Rolim, Quem Vai Comer Minha Mulher?, de Rodrigo Bittencourt, entre outros.


O diretor Luiz Villaça, do filme O Contador de Histórias, estará presente ao festival, bem como a atriz Branca Messina.

Apesar da votação popular, filme sobre Lula tentará uma vaga no Oscar


Carlos Baumgarten

Lembra daquela votação aberta no site do Ministério da Cultura (Minc) para a escolha do representante do Brasil a uma vaga no Oscar do ano que vem? Pois é, de nada adiantou. Apesar do filme de Wagner Assis, Nosso Lar, liderar disparado as votações, representantes do Minc, da Secretaria de Audiovisual, da Agência Nacional de Cinema e da Academia Brasileira de Cinema escolheram Lula, O Filho do Brasil para disputar uma vaga entre os finalistas na categoria Melhor Filme Estrangeiro. 

Não são evidentes os critérios que levaram a escolha do longa de Fábio Barreto para o posto. Talvez, a influência do pai, Luiz Carlos Barreto, um dos grandes "figurões" do cinema nacional, ou até a indicação de um outro  filme de Fábio Barreto, O Quatrilho (1994), ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, possam ter sido definitivas. 

Lula, O Filho do Brasil conta a história do nosso atual presidente, desde a sua infância pobre, no interior de Pernambuco, até a sua entrada na liderança sindical. Os jurados garantem que a escolha do filme em época de eleição foi mera coincidência. Será?

A Academia divulga os finalistas no dia 25 de janeiro. A cerimônia de entrega do Oscar será realizada no dia  27 de fevereiro, em Los Angeles. 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A busca por repostas na consciência de um bom senso no futuro


Carlos Baumgarten

“A gente morre como nasce. Sozinho”. Já ouvi essa frase uma vez, há mais ou menos um ano, durante uma aula sobre o imaginário e o inconsciente, dentro da matéria de semiótica, com o professor Luiz Carlos Iasbeck, doutor no assunto. E, diante da efervescência de filmes com temática espírita, obviamente, o tema viria à tona, mais uma vez. E foi em uma leitura de um artigo do cineasta e jornalista José Pedro Goulart, no Terra Magazine, que acabei descobrindo o curta O Pulso (1996), dirigido pelo próprio Goulart, e ouvindo mais uma vez a frase citada.

O filme conta a história de um homem que morre repentinamente e, do outro lado, sente ainda uma ponta de sentimento. No necrotério, ele acaba se apaixonando pela médica legista e percebe que a única maneira para saciar esse desejo é a passagem da médica para o outro lado. 

O Pulso, em seus cerca de 20 minutos, prende a nossa atenção do início ao fim. O filme é narrado pelo “resto” de consciência do jovem morto e nos leva a reflexões interessantes sobre a vida e a morte, sobre o estar preparado para partir e o aproveitamento da vida terrena, com bons toques de humor e sutilezas na dramaticidade. Isso tudo descoberto em meio a uma série de filmes com temáticas espíritas, especialmente nos que se baseiam na vida e obra de Chico Xavier.

Conforme escreveu Goulart em seu artigo, “A demanda por informações do outro lado tem sido grande. Além do conforto, o pessoal daqui anda querendo certas respostas, enfim ,estar mais bem preparado para a hora e a vez”.  Esse posicionamento de Goulart reflete e justifica os fenômenos de bilheteria de filmes como Chico Xavier e Nosso Lar. Não é o cinema em si que atrai o público, mas sim a temática, a busca por respostas.

Não é a toa que Nosso Lar está liderando a votação no site do Ministério da Cultura e deve ser inscrito como o representante do Brasil para o Oscar do ano que vem. E a franquia espírita já se revela lucrativa. Além do lançamento no ano que vem do filme As Mães de Chico Xavier, os produtores de Nosso Lar já anunciaram que vão fazer uma continuação, Nosso Lar 2, baseado no livro Os Mensageiros, que também teria sido psicografado por Chico Xavier através do espírito de André Luis.

Lucro, respostas sobre o outro lado, adeptos do espiritismo, simpatizantes de Chico Xavier... Não importa o motivo, mas é de se esperar que o que dá certo deve continuar. Nada contra o cinema brasileiro lucrar com as suas produções. Sou totalmente a favor. Mas, ficar presos a temáticas únicas torna-se uma fórmula de curto prazo, que logo será desmentida. E, preciso confessar, que sou mais adepto do bom humor de José Pedro Goulart e na leveza com que possamos encarar a nossa passagem para o outro lado. Afinal, a única certeza da nossa vida é a morte.

“Quem rompe o silêncio rompe o poder dos carrascos”


Carlos Baumgarten

Quando uma figura pública utiliza a sua imagem e prestígio perante a sociedade para promover o bem, já pode se considerar um ato louvável. Infelizmente, a grande maioria dos nossos representantes públicos ainda não compreenderam esse papel. A classe artística, de uma forma geral, da qual o povo tem uma grande sintonia em termos de representatividade, é uma grande força-motor para despertar a consciência social.

O cineasta alemão Wim Wenders, diretor de filmes como Buena Vista Social Club, está nesse hall importante no campo artístico. De acordo com o jornal Estado de São Paulo, ele participa de uma campanha alemã contra a pedofilia e apresentou uma série de anúncios publicitárias de 30 segundos com o objetivo de encorajar adultos, vítimas que sofreram abusos sexuais na infância, a denunciarem seus agressores.   

Com o lema “Quem rompe o silêncio rompe o poder dos carrascos”, a campanha é mais um caminho para plantar a semente da cura da pedofilia ao redor do mundo. O tema é recorrente no cinema, já abordado em diversas produções, em variadas épocas. Manie: Confissões de uma Ladra (1964), do mestre do suspense, Alfred Hitchcock, traz uma boa análise sobre as consequências futuras para uma criança que sofre com abuso sexual.

Sobre Meninos e Lobos (2003), de Clint Eastwood, aborda o tema, também, de maneira sombria. O filme deu o Oscar a Sean Penn de Melhor Ator.     

Transformers "caseiro" rende bons frutos


Carlos Baumgarten

Um jovem criativo russo, apesar de não ter o suporte das altas tecnologias de Hollywood, fez bonito com uma produção "caseira" do filme Transformers. O termo "caseiro" vale só pelo fato de ter sido feito na casa do russo, pois, em termos técnicos, está além da média de uma produção independente. Filmado na rua onde mora, com uma câmera Cannon 550D e uma Nikon D5000, Alexander Vladimirovich, de 21 anos, contou apenas com a ajuda de um amigo para realizar o trabalho, que lhe rendeu bons frutos. 

Por conta da técnica aprimorada, logo após ter o seu video publicado, Alexander recebeu uma proposta não revelada de um estúdio de cinema norte-americano. Confira o video clicando aqui

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

15 filmes competem pela Concha de Ouro em San Sebastián


Carlos Baumgarten

O Festival de San Sebastián, que foi aberto oficialmente no último dia 17 e prossegue até do dia 25 de setembro, exibirá um total de 193 filmes. Destes, 15 estão competindo na sessão oficial pela Concha de Ouro. Além disso, a atriz Julia Roberts, que está promovendo com Javier Bardem o filme Comer, Rezar e Amr, de Ryan Murphy, recebará o prêmio Donostia, pelo conjunto de sua obra.

As retrospectivas estão sendo dedicadas ao cineasta americano Don Siegel, que morreu em 1991. Ele é responsável pela renovação do cinema policial nas décadas de 60 e 70 e dirigiu filmes como Dirty Harry e Alcatraz, ambos com Clint Eastwood.

Confira os filmes que competem na sessão oficial:

Chicogrande, de Felipe Cazals (México)
Addicted to Love, de Liu Hao (China)
Aita, de José María de Orbe (Espanha)
I Saw The Devil, de Kim Jee-Woon (Coreia do Sul)
Amigo, de John Sayles (EUA-Filipinas)
Cerro Bayo, de Victoria Galardi (Argentina)
Elisa K, de Judith Colell e Jordi Cadena (Espanha)
Genpin, de Naomi Kawase (Japão)
El Gran Vázquez, de Oscar Aibar (Espanha)
Home for Christmas, de Bent Hamer (Noruega-Suécia-Alemanha)
A Jamaâ/La mosquée, de Daoud Aoulad-Syad (Marrocos-França)
Misterios de Lisboa, de Raúl Ruiz (Portugal)
Neds, de Peter Mullan (Reino Unido-França-Itália)
Pa Negre, de Agustpi Villaronga (Espanha)
Satte Farben Vor Schwarz/Collours In The Dark, de Sophie Heldman (Alemanha-Suíça)

Filme britânico é eleito o melhor exibido no Festival de Toronto

Carlos Baumgarten

The King´s Speech (o discurso do rei, em tradução livre), dirigido por Tom Hooper, saiu vitorioso da 35a edição do Festival de Toronto. O longa conta a história do rei George VI, que ocupou o trono após o seu irmão abdicar, e foi eleito o melhor filme exibido durante o evento, realizado entre os dias 9 e 19 de setembro.


Durante o fesival, o público pôde conferir e escolher entre mais de 250 títulos exibidos, oriundos de diversas partes do mundo.

O prêmio popular para melhor filme do programa Midnight Madness foi para Stake Land, de Jim Mickle. O húri da Federação Internacional de Críticos de Cinema premiou Beauiful Boy, dirigido pelo chinês Shawn Ku, e L’ Amour Fou, um documentário de Pierre Thoretton

No total, foram 339 filmes exibidos (258 longas e 81 curtas), de 59 países. Destes, 112 foram estreias mundiais, o que configura o festival como um dos eventos de maior evidencia do cinema.

domingo, 19 de setembro de 2010

Especial

“Nós que nos amávamos tanto”

Carlos Baumgarten

É uma construção discreta em meio ao tradicional bairro da Barra, em Salvador. Com escadas estreitas, mas um ambiente extremamente aconchegante, adentramos a um espaço que nos faz reviver o tempo romântico do cinema de Hollywood. Fomos recebido pelo carismático (e dinâmico) Roberto Cezinbra, dentista por formação e artista por paixão, diretor do Teatro da Barra.

Há cinco anos, Roberto (à esquerda na foto), junto com alguns amigos, decidiu dar início a um projeto para viver o nostalgico do cinema. Assim surgiu o Cine Nostalgia, que exibe, na maior parte de sua programção, filmes da era de ouro de Hollywood. O acervo utilizado é do próprio teatro. Porém, com o passar dos anos e a procura do público, Roberto passou a encomendar outros títulos para comporem a programação.

“O nosso espaço cultural existe desde 2001. Nós apresentávamos espetáculos teatrais infantis aos finais de semana, mas decidimos mudar. Já que sou apaixonado por cinema, surgiu a ideia de abrirmos o espaço para exibição de filmes clássicos”, diz. Segundo Roberto, foi uma forma de atrair o público nos finais de semana. Entretanto, o sucesso foi tamanho, que as sessões passaram a ser realizadas às quintas, sábados e domingos. Depois, as sextas-feiras entraram no circuito.

Roberto garante que o público que frequenta o Cine Nostalgia é diversificado. “Temos pessoas de diversas faixas-etárias, apesar de haver uma predominância da terceira idade”, afirma. Ele revela que se trata de um público fiel e que,  muitas vezes, pode reviver os tempos do cinema que não retornam mais. “Trata-se de uma época romântica, na qual a palavra tinha mais força do que a técnica. Hoje em dia, é ao contrário: a técnica tem mais força que a palavra”, comenta.

Roberto e o amigo Nivaldo, juntos 
pelo cinema    

À medida que desenvolvemos a conversa, as pessoas vão chegando ao espçao e, entre um cumprimento e outro ao seu público, Roberto destaca que o programa no Cine Nostalgia acaba virando uma alternativa para muita gente. “O pessoal da terceira idade encontra um local para se entreter junto aos clássicos. Muita gente, também, vem com a família assistir aos filmes. Às vezes, temos aqui filhos, netos, gerações unidas pelo cinema”, aponta.

Roberto resslata que o seu público é bastante exigente. “É diversificado, tem um atrativo maior para a terceira idade, mas, a verdade, é que as pessoas que frenquentam aqui são bem exigentes”, diz. Ele cita uma pesquisa do Instituto de Cinema de Paris, que pode ser aplicada ao seu espaço. De acordo com a pesquisa o fator principal de atração de um determinado público ao cinema é o ator, seguido pelo título do filme e pelo gênero.

“Às vezes, passamos grandes clássicos, com tramas sensacionais, mas por do título, do gênero e, principalmente, do artista que está à frente do trabalho, as pessoas deixam de conferir a projeção”, conta. Roberto revela situações, como alguns frenquentadores que possuem certas resistências, como deixar de ver um filme por seu protagonista ter sido um homossexual assumido.

O Cine Nostalgia, de fato, revive aquela época áurea de Hollywood, mas Roberto chama a atenção para o fato de que, em determinadas programações, ele inclui filmes mais recentes. Na semana anterior a esta matéria, por exemplo, foi exibido o filme As Pontes de Madson (1995), de Clint Eastwood. “O ontem já é nostalgia, não é verdade? Então, às vezes, não precisamos ir tão longe para resgatar obras que valem a pena ser conferida”.

Apesar do maior números de títulos serem de Hollywood, não é uma regra do Cine Nostalgia prestigiar apenas produções estrangeiras. “Já passamos filmes nacionais e temos ainda a pretensão de passar outros títulos do nosso cinema. O público, inclusive, solicita a nós filmes de seu interesse. Algumas vezes, também, reprisamos filmes para quem quiser conferir mais uma vez”, explica.

A paixão de Roberto pelo cinema começou cedo. Na cidade de Muritiba, no recôncavo baiano, ele lembra da infância em que passava nas salas de cinema e revela um fato curioso. “Tinha um juíz na nossa cidade que não permitia que os jovens assistissem a filmes com beijos na boca, pois ele achava que, de alguma forma, aquilo poderia estimular a sexualidade entre os jovens”, conta. “Só podíamos ver filmes de guerra ou de faroeste”, complementa.

Roberto foi crescendo, com ele, a paixão pelas artes ganhavam cada vez mais força. Não é a toa que, além de dentista, ele tem formação em teatro, tendo, inclusive, dirigido alguns espetáculos.

Ao lado do amigo, Nivaldo Teixeira (à direita na foto), um dos que comprou a empreitada do Cine Nostalgia e apoia o projeto, Roberto faz mais do que exibir filmes. Ele declara a sua paixão pelo cinema, e mais, ele presta uma homenagem à sétima arte, em um período regado por grandes estrelas, onde toda a força encontrava-se na palavra. "Alguns achavam que não poderia dar certo. Mas, estamos indo muito bem", diz Nivaldo

Com o fluir da conversa, cada vez mais pessoas chegavam ao teatro. A sessão já estava para começar e o filme do dia era Palavras ao Vento (1956). Na programação, até o final do mês, ainda seguem: Primavera (1937), no dia 23, O Trem (1964), no dia 24, Agonia e Êxtase (1958), nos dias 25 e 26, e Deus Sabe Quanto Amei  (1958), no dia 30.


O Cine Nostalgia funciona no Teatro da Barra, em Salvador, na Rua Marquês de Caravelas. O valor do ingresso é R$ 6 e as sessões são de quinta à domingo. A partir de agora, você pode conferir a programação do projeto no blog Nicotina, Cafeína e Cinema. Aguarde o mês de outubro e aproveite para conferir grandes clássicos da cinematografia mundial.

Disputa nem um pouco acirrada

Carlos Baumgarten

As bilheterias que o digam. O sucesso de Nosso Lar foi tamano que o filme continua no topo da votação para representar o Brasil no Oscar 2011. Isso já havia sido anunciado quando o Ministério da Cultura abriu a votação, mas depois zerou os números, alegando que se tratava de uma fase de teste. Oficialmente, o público está votando há uma semana e a superprodução Nosso Lar arrebatou, nada mais, nada menos que, 73% da preferência. O filme de Daniel Filho, Chico Xavier, até agora tem 9%. 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Filmes franceses e documentário na lista de estreias da semana

Carlos Baumgarten


O Pecado de Hadewijch e O Refúgio são os dois títulos franceses que chegam às salas de cinema nesta semana. O primeiro conta a história de uma noviça em crise de fé. O segundo, do premiado diretor François Ozon, faz uma imersão na tragédia das drogas em uma família da alta sociedade francesa.

Outra estreia é o documentário Programa Casé: O que a Gente Não Inventa, Não Existe, que traça a história de Ademar Casé, uma das figuras mais importantes na história das comunicações no Brasil. Falando em documentário, está virando febre de torcedor produzir filmes sobre times de futebol. Primeiro foi o Corinthians. Agora, o São Paulo Futebol Clube lança um documentário sobre os seus seis títulos conquistados ao longo da história.

Fora isso, mais uma comédia romântica com Jennifer Aniston (Coincidências do Amor) e a continuação de Nancy McFee: A Babá Encantada (2005), estrelada por Emma Thompson: Nancy McFee e As Lições Mágicas. Para quem curte efeitos especiais, histórias de apocalipse e muitos tiros, explosões e sangue, a franquia cinematográfica do game Resident Evil chega em sua terceira sequência. É o Resident Evil 4: O Recomeço, que trás, mais uma vez, a atriz russa Milla Jovovich no papel da protagonista. 

Mostra de cinema Francês em Salvador


Carlos Baumgarten

O ano de 1959 foi marcante para o cinema francês. Nomes como Jean-Luc Godard e François Truffat lançavam obras que mudariam para sempre a história do cinema contemporâneo. É por isso que Salvador ganhou mais uma mostra voltada para a influência francesa na cinematografia mundial, exibindo uma seleção de filmes lançados naquele ano. A partir de hoje até o próximo dia 23 acontece a mostra 1959: O Ano Mágico do Cinema Francês. As exibições estão sendo realizadas na sala Water da Silveira, sempre às 19h. A entrada é franca.

Na programação, filme como Os Incompreendidos, de Truffat, Acossado, de Godard, e Quem Matou Leda?, de Claude Chabrol, morto no último domingo. Confira:

Dia 17/09
Os Incompreendidos
Direção: François Truffat
Elenco: Jean-Pierre Léaud, Claire Maurier e Albert Rémy

Dia 18/09
Acossado
Direção: Jean-Luc Godard
Elenco: Jean-Paul Belmondo, Jean Seberg e Jean-Pierre Melville

Dia 19/09
Quem Matou Leda?
Direção: Claude Chabrol
Elenco: Bernadette Lafont, Madeleine Robinson, Antonella Lualdi e Jean-Paul Belmondo

Dia 20/09
Pickpocket
Direção: Robert Brenson
Elenco: Marika Green e Martin LaSalle

Dia 21/09
Hiroshima, Meu Amor
Direção: Alain Resnais
Elenco: Emmanuelle Riva, Stella Dassas e Eiji Okada

Dia 23/09
Acossado
Direção: Jean-Luc Godard
Elenco: Jean-Paul Belmondo, Jean Seberg e Jean-Pierre Melville

Indie 2010 em São Paulo

Carlos Baumgarten


O público de São Paulo pode conferir até o dia 30 de setembro o festival Indie 2010. O evento, que iniciou ontem, vai exibir um total de 46 longas e 20 curtas oriundos de 12 países. As exibições acontecem no Cinesesc e a entrada é gratuita .

Outras informações no site do Indie 2010: www.indiefestival.com.br

Começa hoje Festival de San Sebastián, na Espanha


Carlos Baumgarten

Hoje, às 17h, hora de Brasília, e às 21h, hora local, serão abertas as portas do 58o Festival de San Sebastián, na Espanha. A expectativa de público é de mais de 60 mil pessoas durante os dias do festival, que prossegue até o próximo dia 25.

Durante o evento, serão entregues diversos prêmios em variadas categorias. Entre as presenças confirmadas, estão a do ator espanhol Javier Bardem e da atriz norte-americana Julia Roberts. Mais informações no site do evento: www.sansebastianfestival.com.   

Crítica - B1: Tenório em Pequim

Sem limites

Carlos Baumgarten

Quantas vezes na vida nós aprendemos a ganhar e a perder? Para muita gente, a derrota é algo inaceitável, ainda mais quando você tem todos os aparatos a sua disposição. Para um atleta, a vitória pode ser algo ainda mais necessário. Mas, até que ponto os limites devem ser superados? O judoca Antônio Tenório nos ensina que ganhar ou perder não é o mais importante, mas sim o aprendizado que você adquire. E ele, nós podemos dizer, é uma pessoa que não possui limites.

A trajetória deste atleta pode ser conferida no documentário B1: Tenório em Pequim (2010), dos diretores Felipe Braga e Eduardo Hunter Moura, que estreou nos cinemas na última sexta-feira. De forma crua, porém hipnotizante, como caracterizou Karina Rotenstein, do Hot Docs 2010, os dois cineastas conduzem a trajetória de Tenório, que é cego, desde a sua participação em campeonatos nacionais até a conquista do ouro na Paraolimpíada de Pequim em 2008. O código, B1, refere-se ao grau de deficiência visual do atleta, que nesse caso é total.

Ficamos atentos aos detalhes trazidos pela direção de Braga e Moura, que consegue captar bem a atmosfera do pré-confronto, passando por todos os altos e baixos que fazem parte de uma competição. Mas só da competição, pois Tenório dá um exemplo de vida ao se mostrar disposto a lutar pelo que é de direito, a sua dignidade enquanto atleta. Ele busca seu aprendizado, inclusive, em campeonatos regulares, ou seja, com as regras impostar para atletas sem nenhum tipo de necessidade especial.

Em uma cena curiosa, um grande judoca brasileiro recusa confrontar-se com Tenório, sem dar grandes justificativas. Tenório dá a dele: “Se ele ganha, ganhou de um ceguinho. Se ele perde, perdeu de um ceguinho”. Mas nada disso impediu que o atleta seguisse em frente com seus treinamentos pesados e determinados a conquistar o ponto mais alto de sua glória, sem tirar os pés do chão.

Todo esse sentimento é captado pelas câmeras dos dois diretores, que filmaram no Brasil, na França e em Pequim. Apoiando-se nos conceitos do Cinema Verdade, eles procuram não interferir no cotidiano do atleta, tornando o trabalho ainda mais autêntico. Sem dramalhões pesados ou esforços recompensados por conta de uma necessidade especial, B1... é um filme que vai mudar o nosso conceito de deficiência.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mostra de Harun Farocki começa amanhã em São Paulo

Carlos Baumgarten


Com mais de 90 filmes no currículo, a maioria de documentários experimentais em curta-metragem, o cineasta alemão Harun Farocki ganha mostra inédita em São Paulo a partir de amanhã. A retrospectiva de seus trabalhos será exibida na Cinemateca, zona sul da capital paulistana, entre os dias 17 de setembro e 3 de outubro.

De 20 de setembro a 1º de outubro, o CINUSP “Paulo Emílio” recebe a mostra, incluindo ainda um seminário internacional, que contará com debates entre estudiosos da obra de Farocki.

O evento integra ainda a 29ª Bienal de São Paulo, que terá o próprio diretor como artista convidado. A mostra é fruto de uma parceria entre a Cinemateca Brasileira, o Goethe Institut São Paulo, o CINUSP “Paulo Emílio” e o LAICA – Laboratório de Investigação e Crítica Audiovisual da ECA-USP.

Como título de “Harun Farocki: Por Uma Politização do Olhar”, a mostra vai exibir parte considerável da filmografia do alemão, autor de diversos ensaios fílmicos e instalações nos quais discute novos modos de fabricação e percepção das imagens e as relações entre cultura audovisual, consumo, tecnologia e guerra. Farocki é considerado um dos responsáveis por redimensionar as relações entre a arte e a política, através de seus trabalhos.

Outras informações e a programação completa do evento podem ser conferidas no site da Cinemateca: www.cinemateca.gov.br.

Filme sobre Facebook estreia em dezembro no Brasil

Carlos Baumgarten


O novo filme do diretor David Fincher, A Rede Social, deve chegar aos cinemas brasileiros em dezembro. O longa, baseado no livro The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook, A Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal, conta a história da criação de uma das redes sociais mais populares do mundo. Mark Zuckerberg, criador do Facebook, foi acusado de ter desenvolvido o site a partir de ideias de seus colegas de faculdade.

Quem conhece o trabalho de David Fincher, pode esperar boas surpresas em seu formato de direção. O cineasta, que iniciou sua carreira como diretor de videoclipes, mostra a influência musical na dinâmica de suas cenas e no ritmo alucinado da edição, quando o filme assim o pede. Além disso, demonstrou que é um dos grandes talentos da contemporaneidade em Hollywood, atingindo sua maturidade artística com O Curioso Caso de Benjamin Button (2008).


Um dos trailers divulgado é embalado pelo som da música Creep, da banda Radiohead, entoada por um coral que, em seu refrão, canta algo assim: “Mas eu sou um verme/ Sou um esquisitão/ Que diabos estou fazendo aqui?/ Eu não pertenço a este lugar”.

Prevenção contra a pirataria

Carlos Baumgarten


Em entrevista ao UOL Cinema, o cienasta José Padilha revelou que tomou uma série de precauções para evitar que o seu novo Tropa de Elite tivesse o mesmo destino do primeiro filme: circular por todo o país antes de estrear nos cinemas. Um dos cuidados foi colocar o som definitivo bem depois da edição das imagens.

Além disso, um apartamento, fora da produtora Zazen, foi alugado para fazer a montagem do filme. O apartamento era monitorado por câmeras e sem acesso a internet. As pessoas que estavam autorizadas a entrar e sair eram apenas quatro e cada uma delas tinha sua senha. Policiais paulistas foram usados na operação, pois, segundo Padilha, ele não iria entregar o filme nas mãos da polícia do Rio. 

Tropa de Elite 2 chega aos cinemas do dia 8 de outubro.

Cidade de Deus apontado como um dos 100 filmes essenciais no Festival de Toronto


Carlos Baumgarten

O Festival de Toronto, que prossegue até o dia 19, divulgou uma lista com os 100 filmes considerados “essenciais”. A lista completa pode ser acessada no site do evento. Entre os apontados, está Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles. Um dos filmes de maior qualidade que o cinema brasileiro já produziu nos últimos anos divide o espaço com clássicos da cinematografia mundial, com oTaxi Driver, Cinema Paradiso, Os Sete Samurais, entre outros.

Cidade de Deus retrata da ascenção do crime organizado no Rio de Janeiro a partir da favela que dá título ao filme. O longa foi bastante premiado no ano de seu lançamento, mas ficou fora da disputa do Oscar de 2003. Entretanto, os produtores Bob e Harvey Weinstein, reconhecedo a grandeza do trabalho de Meirelles, empreenderam esforços para que o longa estivesse entre os finalistas do ano seguinte. Assim, além da indicação a Melhor Filme Estrangeiro, Cidade de Deus foi indicado a Melhor Edição, para Daniel Rezende, e Melhor Diretor.