sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Novo filme de Godard chega às telas

Carlos Baumgarten


Sem muitos destaques, a programação dos cinemas prossegue com comédias, cults, dramas e infantis. Amor Por Contrato conta a história de uma família, aparentemente normal, que se torna o centro das atenções após mudar para um novo bairro. No elenco, a decadente, profissionalmente falando, Demi Moore.

A grande atração para cinéfilos, porém, pode estar no novo filme do francês Jean-Luc Godard: Film Socialisme. O longa se passa em um cruzeiro pelo mar Mediterrâneo, onde personalidades com o filósofo Alain Badiou e cantora Patti Smith discutem com passageiros sobre história, dinheiro e geometria.  

Do outro lado, já em terra firme, uma jornalista e sua cinegrafista vão em busca de uma entrevista com uma família que vive em um posto de gasolina. Ao passar do dia à espera da entrevista, as crianças exigem explicações sobre os conceitos de liberdade, igualdade e fraternidade, representados pelas três cores da bandeira francesa.

Além destes, a animação o Mundo Encantado de Gigi, o drama Sentimento de Culpa e o suspense 72 Horas completam as estreias desta véspera de Natal. Antes da ceia, escolha uma sessão e tenha um bom filme! Feliz Natal! 

Cinema no Complexo do Alemão

Redação

A comunidade do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro ganhou um grande presente de Natal, nesta quinta-feira, 23. O prefeito carioca, Eduardo Paes, entregou à comunidade o CineCarioca Nova Brasília, com 93 lugares e equipamentos de última geração, incluindo um projetor 3D.

A construção durou 12 meses e obra foi orçada em R$ 3 milhões. A iniciativa faz parte do projeto Praças do Conhecimento, que prevê, além das salas de exibição, a instalação de módulos de inclusão digital em áreas onde há obras do Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal.

Parte do valor do ingresso será subsidiada pela prefeitura do Rio. O bilhete custa R$ 8, mas moradores da comunidade pagam apenas meia-entrada.  As obras foram executadas pela Secretaria Municipal de Habitação e a programação será responsabilidade da RioFilme.

A iniciativa promoveu também a geração de emprego na região. Os 12 funcionários que trabalham no cinema são moradores do Complexo do Alemão. Em cerca de 20 dias, os ingressos poderão também ser comprados via internet ou celular. 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O eterno sorriso

Carlos Baumgarten


Dois ícones da comédia saíram de cena este ano. Em 28 de novembro, o ator Leslie Nielsen morreu aos 84 anos, deixando a lembrança de papéis cômicos inesquecíveis, sempre com a veia de canastrão, mas com um carisma único de um talento singular. Poucas semanas depois, no dia 15 de dezembro, foi-se o cineasta Blake Edwards, aos 88 anos.

Este último, responsável por clássicos como Bonequinha de Luxo (1961), Victor ou Victoria (1982) e a cinessérie da Pantera-Cor-de-Rosa (entre os anos 60 e 90), nos deixa uma lacuna no processo de condução da comédia, tanto sutil, quanto física. A junção entre os talentos desses dois artistas somou, ao longo dos anos, risadas em públicos de diferentes culturas, crenças, faixas-etárias e classes sociais.

Apesar de nunca terem trabalhados juntos, Edwards e Nielsen tinham no sangue o dom da comédia, do fazer rir. Não é tarefa simples. Na verdade, é algo genial. O humor, enquanto arte, é um processo tão complexo que figuras, como essas duas que se foram, acabam tornando-se raras em nosso mundo.

A sensibilidade, o carisma e, principalmente, o bom-humor podem esconder fragilidades nunca imaginadas antes. A comédia é a arte de divertir o próximo, talvez, uma das mais nobres atividades dentro do campo cultural. As luzes se apagam, a cortina se fecha, mas o sorriso continua eterno. O público agradece. 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Católicos na telona: Aparecida estreia em circuito nacional

Carlos Baumgarten



Depois da onda de filmes espíritas, os católicos tentam encontrar o seu espaço no
cinema nacional. O longa Aparecida: O Milagre, de Tizuka Yamazaki (diretora de vários filmes da Xuxa), é uma das estreias desta sexta-feira e conta a história de um homem descrente após sucessivas desgraças em sua família, passa a acreditar no milagre da padroeira do Brasil.

Além deste, dois documentários chegam às salas este fim de semana. Corumbriara, uma produção nacional, remonta o massacre de uma tribo indígena, no sul de Rondônia, durante a construção de uma rodovia. Já a co-produção entre Mônaco, Suíça, Espanha, França e Estados Unidos, Oceanos, faz um passeio santuários marinhos que traz a visão do oceano sob a perspectiva dos peixes.

Por fim, o lançamento mais curioso da semana. Trata-se de Tron: O Legado, que revisita uma produção de 28 anos atrás (Tron: Uma Odisseia Eletrônica). Em 1982, quando Tron foi lançado, público e crítica receberam a história, que tentava transfigurar pela popularização da informática, de maneira negativa. Entretanto, talvez, a repercussão negativa tenha sido tanta que o longa tornou-se um Cult.

Agora, nas mãos da Disney, diretores e produtores apostaram nos recursos digitais e do sistema 3D para reinventar a odisseia eletrônica. Tron: O Legado gira em torno da história de um jovem que encontra uma passagem secreta situada em um antigo videogame projetado pelo seu pai, desaparecido há 27 anos.

Agora, é só escolher a sessão e relaxar. Tenha um bom filme!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

De Niro e Scorsese, juntos de novo

Redação


Após 15 anos, o ator Robert De Niro e o cineasta Martin Scorsese vão voltar a trabalhar juntos. Eles vão rodar o drama policial The Irishman, que conta a história de um ex-sindicalista que se torna um matador da máfia.

Desde Cassino (1995) que De Niro e Scorsese não trabalhavam juntos. A dupla protagonizou entre a década de 70 e meados dos anos 90 uma das grandes parcerias ator/diretor do cinema. Filmes como Taxi Driver (1976), Touro Indomável (1980) e Os Bons Companheiros (1990) foram resultados de uma cumplicidade entre os talentos de duas grandes figuras da cinematografia mundial.

Coincidência ou não, no Globo de Ouro deste ano, Scorsese levou um prêmio pelo conjunto da obra. Na edição de 2011, Robert De Niro será o homenageado. Em 2006, o cineasta chegou a convidar o ator para trabalhar em Os Infiltrados. Mas, por conta da indisponibilidade, o papel acabou ficando com Jack Nicholson.  

Globo de Ouro anuncia lista de indicados

Redação


No próximo dia 16 de janeiro, acontece a 68º edição da cerimônia de premiação do Globo de Ouro. O evento é promovido pela Associação Internacional de Imprensa e é considerado uma prévia do Oscar, que em 2011 acontece no dia 27 de fevereiro, em Los Angeles.

A Rede Social é um dos finalistas na categoria Melhor Filme – Drama e é considerado um dos favoritos ao prêmio. Entretanto, o longa O Discurso do Rei lidera o número de indicações, estando na disputa por sete categorias. O ator Robert De Niro receberá um, Globo de Ouro pelo conjunto da carreira.

Confira a lista:

Melhor Filme – Drama

"Cisne Negro"
"The Fighter"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"A Rede Social"

Melhor Diretor

Daren Aronofsky - "Cisne Negro"
David Fincher - "A Rede Social"
Tom Hooper - "O Discurso do Rei"
Christopher Nolan - "A Origem"
David O. Russell - "The Fighter"

Melhor Ator - Drama

Jesse Eisenberg - "A Rede Social"
Colin Firt - "O Discurso do Rei"
James Franco - "127 Hours"
Ryan Gosling - "Blue Valentine"
Mark Wahlberg - "The Fighter"

Melhor Atriz - Drama

Halle Berry - "Frankie and Alice"
Nicole Kidman - "Rabbit Hole"
Jennifer Lawrence - "Winter's Bone"
Natalie Portman - "Cisne Negro"
Michele Williams - "Blue Valentine"

Melhor Filme - Comédia ou Musical

"Alice no País das Maravilhas"
"Burlesque"
"Minhas Mães e Meu Pai"
"Red - Aposentados e Perigosos"
"The Tourist"

Melhor Ator - Comédia ou Musical

Johnny Depp - "Alice no País dos Maravilhas"
Johnny Depp - "The Tourist"
Jake Gyllenhaal - "Love and Other Drugs"
Kevin Spacey - "Casino Jack"
Paul Giamatti - "Barney's version"

Melhor Atriz - Comédia ou Musical

Annette Bening - "Minhas Mães e Meu Pai"
Anne Hathaway - "Love and Other Drugs"
Angelina Jolie - "The Tourist"
Julianne Moore - "Minhas Mães e Meu Pai"
Emma Stone - "Easy A"

Melhor Filme Estrangeiro

"Biutiful" - México/Espanha
"The Concert" - França
"The Edge" - Rússia
"I Am Love" - Itália
"In A Better World" - Dinamarca

Melhor animação

"Meu Malvado Favorito"
"Como Treinar Seu Dragão"
"The Illusionist"
"Enrolados"
"Toy Story 3"

Melhor Roteiro

Danny Boyle e Simon Beaufoy - "127 hours"
Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg - "Minhas Mães e Meu Pai"
Christopher Nolan - "A Origem"
David Seidler - "O Discurso do Rei"
Aaron Sorkin - "A Rede Social"

Melhor Ator Coadjuvante

Christian Bale - "The Fighter"
Michael Douglas - "Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme"
Andrew Garfield - "A Rede Social"
Jeremy Renner - "The Town"
Geoffrey Rush - "O Discurso do Rei"

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams - "The Fighter"
Helena Bonham Carter - "O Discurso do Rei"
Mila Kunis - "Cisne Negro"
Melissa Leo - "The Fighter"
Jacki Weaver - "Animal Kingdom"

Melhor Canção Original

"Bound You" - "Burlesque"
"Coming Home" - "Country Song"
"I See the Light" - "Enrolados"
"There's a Place For Us" - "As Crônicas de Nárnia"
"You Haven't Seen the Last of Me" - "Burlesque"

Melhor Trilha Sonora

"127 hours"
"O Discurso do Rei"
"Alice no País das Maravilhas"
"A Rede Social
"A Origem"

Melhor Série de TV - Drama

"Boardwalk Empire"
"Dexter"
"The Good Wife"
"Mad Men"
"The Walking Dead"

Melhor Ator em série de TV - Drama

Steve Buscemi - "Boardwalk Empire"
Bryan Cranston - "Breaking Bad"
Michael C. Hall - "Dexter"
John Hamm - "Mad Men"
Hugh Laurie - "House"

Melhor Atriz em série de TV - Drama

Julianne Marguiles - "The Good Wife"
Elisabeth Moss - "Mad Men"
Piper Perabo - "Covert Affairs"
Katey Sagal - "Sons of Anarchy"
Kyra Sedgwick - "The Closer"

Melhor Série de TV - Comédia

"30 Rock"
"The Big Bang Theory"
"The Big C"
"Glee"
"Modern Family"
"Nurse Jackie"

Melhor Ator em Série de TV - Comédia

Alec Baldwin - "30 Rock"
Steve Carell - "The Office"
Thomas Jane - "Hung"
Matthew Morrison - "Glee"
Jim Parsons - "The Big Bang Theory"

Melhor Atriz em Série de TV - Comédia

Toni Collette - "United States of Tara"
Edie Falco - "Nurse Jackie"
Tina Fey - "30 Rock"
Laura Linney - "The Big C"
Lea Michele - "Glee"

Melhor Ator em Minissérie de TV

Idris Elba
Ian McShane
Al Pacino
Dennis Quaid
Edgar Ramirez

Melhor Atriz em Minissérie de TV

Hayley Atwell
Claire Danes
Judy Dench
Romola Garai
Jennifer Love Hewitt

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie de TV

Scott Caan - "Hawaii Five-O"
Chris Colfer - "Glee"
Chris Noth - "The Good Wife"
Eric Stonestreet - "Modern Family"
David Straithairn - "Temple Grandin"

Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie de TV

Hope Davis - "The Special Relationship"
Jane Lynch - "Glee"
Kelly McDonald - "Boardwalk Empire"
Julia Stiles - "Dexter"
Sofia Vergara - "Modern Family"

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Terror e suspense são destaques da semana



Carlos Baumgarten



A volta de Wes Craven e um suspense tensionado ao nível Hitchcock são duas boas pedidas para os fãs do gênero  nesta sexta-feira de estreias. A Sétima Alma, terror conduzido pelo diretor de A Hora do Pesadelo (1984) e Pânico (1996), conta a história de um serial killer condenado à morte que reencarna em um jovem de sua cidade, onde vai cumprir um juramento: matar sete crianças que nasceram no dia em que ele morreu.

Mas, o mérito da semana deve ficar com a produção espanhola Enterrado Vivo, por uma série de questões. Primeiro, uma curiosidade: foram 17 dias de gravação, um orçamento mínimo e um cenário que se resume a caixotes, representando a situação na qual a personagem principal da fita, vivido por Ryan Reynolds, se encontra. Reynolds é um americano, motorista de caminhão no Iraque, que, um dia, acorda, sem saber como, enterrado vivo dentro de um caixão de madeira.

A partir deste ponto, começa uma corrida contra o tempo pela sobrevivência. São 95 minutos, apenas uma personagem e interligações com as novas tecnologias, de forma que, além de Reynolds, temos apenas vozes de secretárias eletrônicas, atendentes de telemarketing e um vídeo no Youtube revelador. Tudo isso, graças aos recursos disponibilizados que a personagem encontra com ele dentro do caixão. A tensão é garantida do início ao fim. O filme dirigido pelo espanhol Rodrigo Cortés foi, inclusive, premiado, no National Board of Review.

Outra estreia é mais um filme da franquia As Crônicas de Narnia. Desta vez com o subtítulo de A Viagem do Pelegrino da Alvorada, as personagens do longa, Lúcia, Edmundo e Eustáquio, voltam ao reino de Narnia, onde se encontram com o antigo príncipe e agora rei Caspian. A missão deles, dessa vez,  é encontrar os Sete Lordes Desaparecidos de Telmar.

Um curta-metragem brasileiro poderá ser conferido em algumas salas. Meu Mundo em Perigo, dirigido por José Eduardo Belmonte, conta, em 10 minutos, a história de Elias, um pai desesperado que perde a guarda de seu filho para a ex-mulher, uma viciada em recuperação. Diante do tormento, ele acaba por causar a morte de um homem em um acidente de trânsito e se esconde em um hotel decadente do Centro de São Paulo, onde conhece uma garota que também está em fuga de seus problemas familiares. O curta ganhou o prêmio de melhor filme pela crítica no Festival de Brasília.

A comédia romântica Amor por Acaso, produção dirigida por Márcio Garcia (mas, curiosamente, não é brasileira), traz Juliana Paes e Dean Cain (mais conhecido por seu papel de Super-Homem no seriado Lois & Clark, em meados dos anos 90) como o casal de uma trama bem “água com açúcar”. Paes trabalha em uma loja de departamento no Rio de Janeiro e descobre que herdeira de um vinícola na California. Para ajudar o irmão, que é envolvido com a máfia (ou o tráfico, não sei ao certo), ela vai em busca da herança para quitar as dívidas. Nesse meio do caminho, ela se encontra com o seu par romântico (Cain).

Agora, é só escolher a sessão e admirar um bom filme! 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Lei do Audiovisual: MP 501 é aprovada na Câmara

Redação



A Medida Provisória 501 foi aprovada ontem na Câmara dos Deputados em Brasília. A MP inclui uma emenda que prorroga o artigo 1º do Audiovisual. Dessa forma, a Lei do Audiovisual tem seu prazo de expiração adiado para 2016. O prazo atual era até dezembro deste ano.

O artigo 1º da Lei dispõe sobre a participação de empresas em produções audiovisuais, de forma que elas tenham parte de seu imposto descontado como contrapartida do investimento. O setor se mobilizou durante as últimas semanas, pressionando a prorrogação da MP 501.

A Lei do Audiovisual foi criada em 1993 e é um dos principais mecanismos de financiamento à produção de filmes no Brasil. Confira a íntegra do texto. 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Bravo! lança Retrato do Artista - Cinema

Carlos Baumgarten




Fotos de artistas em momentos decisivos
de suas  carreira
s


Essa é para os cinéfilos de plantão! Já está nas bancas o livro Bravo! Retrato do Artista – Cinema, que reúne fotos de artistas que foram ícones hollywoodianos em diferentes épocas. Só pra citar algum deles, podemos encontrar Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo (1961), além do gênio Charlie Chaplin. O livro custa R$ 79,90, tem 248 páginas, e pode ser comprado pelo site da editora Abril ou nas bancas em mais de 18 praças no País.

As fotos retratam os artistas em momentos decisivos de sua carreira. Mais do que isso, o livro apresenta os atores que melhor encarnaram personagens que transcenderam épocas. Holly Golightly, personagem de Hepburn em Bonequinha de Luxo, é emblemática nesse sentido. No princípio dos anos 60, sua preocupação em estar sempre bem vestida antecipou a atitude dos que vivem da moda. Não é a toa que a personagem é considerada uma espécie de padroeira do mundo fashion.

E o que dizer então de Charlie Chaplin e toda a sua genialidade com a sua imortal personagem The Tramp (ou O Vagabundo, em nossa língua)? Sua ousadia e visão de futuro estão presentes ao longo de sua carreira, em filmes como Tempos Modernos (1936), O Garoto (1921) e O Grande Ditador (1940). Mesmo para pessoas que nasceram décadas depois de Chaplin, que morreu em 1977, não admirá-lo é uma tarefa difícil. Ao mesmo tempo que são cômicos, seus filmes são poderosos na reflexão do sentimento humano e da emoção.  Podemos rir e nos emocionar ao mesmo tempo por séculos e séculos. 

Futuro da Lei do Audiovisual será decidido hoje

Redação



A Câmara da Medida Provisória 501 deve abrir votação hoje para decidir o futuro da Lei do Audiovisual. A redação da legislação prevê sua expiração no fim de dezembro de 2010. Entretanto, o Congresso pode prorrogar o seu prazo de vigência até 2016. O prazo da lei já foi prorrogado em outras duas ocasiões.

A Lei do Audiovisual foi promulgada em 1993 e sua proposta era funcionar como um mecanismo provisório para reerguer o cinema brasileiro, em decadência com a extinção da Embrafilme. O texto prevê a possibilidade de abatimento de uma porcentagem do Imposto de Renda de pessoas físicas ou jurídicas que invistam em produções audiovisuais.

Há uma pressão por parte do setor do audiovisual para que a lei tenha continuidade. Um abaixo-assinado, reunindo nomes de atores, diretores, produtores, distribuidores e exibidores, foi um dos instrumentos utilizados para pressionar o Congresso. No manifesto apresentado, produtores afirmam que a lei é benéfica ao setor, pois despolitiza o financiamento à produção, dispensando a utilização exclusiva de editais.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Rede Social conquista prêmios da Associação de Críticos

Redação




O filme A Rede Social, de David Fincher, que estreou no Brasil na última sexta-feira, 3, conquistou os prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor ator e melhor roteiro adaptado da Associação Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos.

O longa foi adaptado de um livro escrito por Aaron Sorkin. A trama gira em torno da criação do Facebook, na qual o jovem estudante Mark Zuckerberg é acusado de ter passado colegas de faculdade para trás, roubando para exclusivamente para si a ideia da rede. Ele  estudou na Universidade de Havard e um de seus colegas era um brasileiro e se tornou um dos jovens mais ricos do mundo com a empreitada.

Em entrevista ao programa 60 Minutes, Zuckerberg apontou alguns pontos controversos, como o fato de, tanto no livro, quanto no filme, ficar evidente que a principal motivação para a construção da rede seria a possibilidade de conquistar garotas. Ele, no entanto, diz que já tinha uma namorada antes de desenvolver o Facebook.

De uma forma geral, o criador do Facebook afirma que o filme é divertido. 

22ª Mostra do Audiovisual Paulista começa hoje

Redação



Apresentando diversos formatos e gêneros, a 22ª edição da Mostra do Audiovisual Paulista vai oferecer ao público, a partir de hoje, cerca de 300 obras, veiculadas na internet, TV e nos cinemas. Serão exibidos videolclipes, séries de televisão, curtas e animações produzidos em São Paulo. A entrada é franca é a programação, que prossegue até o dia 12 de dezembro, pode ser conferida no site do evento: http://www.mostraaudiovisual.com.br

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Mostra de Cinema de Direitos Humanos começa hoje

Redação



Salvador sedia, entre os dias 3 e 9 de dezembro, a V Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Serão exibidos filmes de países como Brasil, Argentina, Uruguai Peru, entre outros. As sessões são gratuitas e as salas são acessíveis para pessoas com necessidades especiais.

Desde 2006, a mostra é realizada para celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O vento percorre diversas regiões do Brasil, sendo exibidos em 20 capitais. A finalidade é dar visibilidade a trabalhos no cinema que lidem com temas atuais e tenham relação com os direitos humanos.

Confira a programação:

03/12
19h – Sessão de Abertura
VIDAS DESLOCADAS - João Marcelo Gomes (Brasil, 13 min, 2009, doc)
PERDÃO, MISTER FIEL - Jorge Oliveira (Brasil, 95 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 14 anos

04/12
13h - A VERDADE SOTERRADA - Miguel Vassy (Uruguai/ Brasil, 56 min, 2009, doc)
ROSITA NÃO SE DESLOCA - Alessandro Acito, Leonardo Valderrama (Colômbia/ Itália, 52 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

15h - GROELÂNDIA - Rafael Figueiredo (Brasil, 17 min, 2009, fic)
MUNDO ALAS - León Gieco, Fernando Molnar, Sebastián Schindel (Argentina, 89 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

17h - A BATALHA DO CHILE II – O GOLPE DE ESTADO - Patricio Guzmán (Chile/ Cuba/ Venezuela/ França, 90 min, 1975, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

19h - ABUTRES - Pablo Trapero (Argentina/ Chile/ França/ Coréia do Sul, 107 min, 2010, fic)
Classificação indicativa: 16 anos

05/12

13h – Audiodescrição
AVÓS - Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
ALOHA - Paula Luana Maia, Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
CARRETO - Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO - Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
Classificação indicativa: 12 anos

15h - HÉRCULES 56 - Silvio Da-Rin (Brasil, 94 min, 2006, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

17h - DIAS DE GREVE – Adirley Queirós (Brasil, 24 min, 2009, doc)
PARAÍSO - Héctor Gálvez (Peru/ Alemanha/ Espanha, 91 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 12 anos

19h - CARNAVAL DOS DEUSES - Tata Amaral (Brasil, 9 min, 2010, fic)
MEU COMPANHEIRO - Juan Darío Almagro (Argentina, 25 min, 2010, doc)
LEITE E FERRO - Claudia Priscilla (Brasil, 72 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 16 anos

06/12
13h – Audiodescrição
PRA FRENTE BRASIL - Roberto Farias (Brasil, 105 min, 1982, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
Classificação indicativa: 14 anos

15h - A CASA DOS MORTOS - Debora Diniz (Brasil, 24 min, 2009, doc)
CLAUDIA - Marcel Gonnet Wainmayer (Argentina, 76 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 14 anos

17h - ALOHA - Paula Luana Maia / Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
AVÓS - Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
CINEMA DE GUERRILHA - Evaldo Mocarzel (Brasil, 72 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

19h - KAMCHATKA - Marcelo Piñeyro (Argentina/ Espanha/ Itália, 103 min, 2002, fic)
Classificação indicativa: livre

07/12
13h-DOIS MUNDOS – Thereza Jessouroun (Brasil, 15 min, 2009, doc)
AMÉRICA TEM ALMA - Carlos Azpurua (Bolívia/ Venezuela, 70 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

15h - VLADO, 30 ANOS DEPOIS - João Batista de Andrade (Brasil, 85 min, 2005, doc)
Classificação indicativa: 14 anos

17h - A HISTÓRIA OFICIAL - Luis Puenzo (Argentina, 114 min, 1985, fic)
Classificação indicativa: 12 anos

19h - XXY - Lúcia Puenzo (Argentina/ França/ Espanha, 86 min, 2006, fic)
Classificação indicativa: 16 anos

08/12
13h - MÃOS DE OUTUBRO - Vitor Souza Lima (Brasil, 20 min, 2009, doc)
JURUNA, O ESPÍRITO DA FLORESTA - Armando Lacerda (Brasil, 86 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

15h - HALO - Martín Klein (Uruguai, 4 min, 2009, fic)
ANDRÉS NÃO QUER DORMIR A SESTA - Daniel Bustamante (Argentina, 108 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 12 anos

17h - MARIBEL - Yerko Ravlic (Chile, 18 min, 2009, fic)
O QUARTO DE LEO - Enrique Buchichio (Uruguai/ Argentina, 95 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 14 anos

19h - O FILHO DA NOIVA - Juan José Campanella (Argentina/ Espanha, 124 min, 2001, fic)
Classificação indicativa: livre

09/12
13h - ENSAIO DE CINEMA - Allan Ribeiro (Brasil, 15 min, 2009, fic)
108 - Renate Costa (Paraguai/ Espanha, 91 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

15h - CARRETO - Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
BAILÃO - Marcelo Caetano (Brasil, 17 min, 2009, doc)
DEFENSA 1464 - David Rubio (Equador/ Argentina, 68 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

17h - O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS - Cao Hamburger (Brasil, 110 min, 2006, fic)
Classificação indicativa: 10 anos

19h - EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO - Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)
IMAGEM FINAL - Andrés Habegger (Argentina, 94 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos 

Filme sobre Facebook é uma das estreias da semana



Carlos Baumgarten



O filme A Rede Social, de David Fincher, estreia nesta sexta-feira em circuito comercial. O longa, baseado no livro Os Bilionário Acidentais: A Fundação do Facebook, Uma História de Sexo, Dinheiro, Genialidade e Traição, trata, justamente, sobre a criação da popular rede social. O sistema foi desenvolvido por um grupo de estudantes de Havard, sendo que um deles teria se aproveitado e levado todo o crédito da criação para si, tornando-se um dos novos milionários da América.

Para os fãs dos Beatles (ou somente de John Lennon), estreia hoje, a cinco dias do aniversário de 30 anos de  sua morte, a cinebiografia de John Lennon, intitulada O Garoto de Liverpool. Dirigida pela estreante Sam Taylor - Wood, o longa foca na relação de Lennon com as suas duas mães: a tia Mimi, que o criou, e a mãe Julia, que o abandonou quando ele ainda era uma criança.

Outro filme que chega às telonas nesse fim de semana é Skyline – A Invasão, dirigido por Colin e Greg Strause. Trata-se de uma ficção científica, com características de filme B, recheada de ação e aventura, que conta a história de um grupo de jovens no auge da curtição de uma madrugada, acabando se deparando com estranhas luzes descendo do céu. Pessoas começam a sumir e outras são sugadas por espaçonaves, fenômeno que ocorre em todo o planeta. A trama gira em torno da luta pela sobrevivência por parte desses jovens.

Dois documentários estão em exibição a partir desta sexta-feira. Um deles é filme Elza, que conta a trajetória de Elza Soares, tendo a participação de grandes nomes da MPB, como Caetano Veloso e Jorge Ben Jor.  Outro documentário, também produzido em terras tupiniquins, que estreia  nos cinemas é Acácio. O filme conta a trajetória do etnólogo português Acácio Videira, que passou 30 anos em Angola, mudando-se para o Brasil em seguida. Dessa forma, é traçada a relação do estudioso com história e política, envolvendo Brasil, Angola e Portugal.

Por fim, a animação da Dreamworks, Megamente, chega ao cinema. Em sua versão original, o longa conta com a dublagem de atores como Brad Pitt e Will Ferrel. A história é típica dos filmes infantis, envolvendo heróis e mocinhos e o combate entre o bem e o mal.

Escolha a sua sessão, acomode-se e tenha um bom filme!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tropa de Elite 2 em Sundance



Redação



O Festival de Sundance vai exibir o filme Tropa de Elite 2, fora da Mostra Competitiva, segundo informou a Folha On Line. O longa de José Padilha, que deve se tornar o filme brasileiro mais visto de todos os tempos, estará na mostra Spotlight.

Tropa de Elite 2 será o único filme brasileiro no Festival de Sundance, considerado o evento mais importante voltado para o cinema independente nos Estados Unidos. O festival acontece entre os dias 20 e 30 de janeiro. 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Festival de Sundance divulga lista de selecionados.


Redação

O Festival de Sundance 2011 divulgou hoje a lista de selecionados para a competição durante o evento, que acontece entre os dias 20 e 30 de janeiro, em Park City, Estado de Utah, no Estados Unidos. O documentário Senna está na lista de títulos selecionados. Confira:


Competição de dramas americanos

"Another Earth"

"Benavides Born"

"Circumstance"

"Gun Hill Road"

"Here"

"Higher Ground"

"Homework"

"The Ledge"

"Like Crazy"

"Little Birds"

"Martha Marcy May Marlene"

"On the Ice"

"Pariah"

"Take Shelter"

"Terri"

"The Untitled Sam Levinson Project"

Competição de documentários americanos

"Beats, Rhymes and Life"

"Being Elmo: A Puppeteer's Journey"

"Buck"

"Connected: An Autoblogography About Love, Death and Technology"

"Crime After Crime"

"Hot Coffee"

"How to Die in Oregon"

"If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front"

"The Last Mountain"

"Miss Representation"

"Page One: A Year Inside the New York Times"

"The Redemption of General Butt Naked"

"Resurrect Dead: The Mystery of the Toynbee Tiles"

"Sing Your Song"

"Troubadours"

"We Were Here"

Competição mundial de filmes dramáticos

"Abraxas" (Japão)

"All Your Dead Ones" (Colômbia)

"The Cinema Hold Up" (México)

"A Few Days of Respite" (Argélia-França)

"The Guard" (Irlanda)

"Happy, Happy" (Noruega)

"Kinyarwanda" (Ruanda - EUA)

"Lost Kisses" (Itália)

"Mad Bastards" (Austrália)

"Restoration" (Israel)

"The Salesman" (Canadá)

"Ticket to Paradise" (Cuba)

"Tyrannosaur" (Reino Unido)

"Vampire" (Japão - Canadá)

Competição mundial de documentários

An African Election / Suíça, EUA

The Bengali Detective / Índia, EUA, Reino Unido

The Black Power Mixtape 1967-1975 / Suécia, EUA

Family Portrait in Black and White / Canadá

The Flaw / Reino Unido

The Green Wave (Irans grüner Sommer) / Alemanha

Hell and Back Again / EUA, Reino Unido

KNUCKLE / Irlanda, Reino Unido

Position Among the Stars (Stand Van De Sterren) / Holanda

Project Nim / Reino Unido

Senna / Reino Unido

Shut Up Little Man! An Audio Misadventure / Austrália, EUA

Oportunidade para roteiristas e cineastas na Amazon.com



Redação



A gigante do varejo eletrônico, Amazon.com, está interessada em se incrustar pelos caminhos da sétima arte. A empresa criou Amazon Studios, que possui um site, através do qual, cineastas e roteiristas podem enviar os seus projetos para avaliação de um júri especializado e concorrer a premiações que, juntas, chegam a quase US$ 3 milhões. Os interessados devem inscrever seus projetos até o dia 31 de dezembro de 2011.

Serão selecionados roteiros e filmes pilotos que vão passar por testes junto ao público. Os projetos podem ganhar espaço na telona. Atualmente, a Amazon.com fechou uma parceria com a Warner Bros, que terá o primeiro direito sobre todos os filmes. Entretanto, outras parcerias poderão ser procuradas, caso a Warner rejeite os projetos. Mais detalhes e o regulamento completo você pode conferir no endereço http://studios.amazon.com

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cineasta italiano, Mario Monicelle, se atira de janela de hospital

Redação



O cineasta Mario Monicelli, de 95 anos, se atirou da janela de um hospital em Roma, onde estava internado, e morreu nesta segunda-feira, de acordo com informações da agência Ansa. Não foram divulgadas outras informações sobre os motivos que teriam levado o cineasta italiano a se suicidar. Fontes afirmam que ele foi diagnosticado há alguns dias com câncer de próstata.

Monicelli tem uma vasta filmografia e era considerado um dos maiores diretores da safra italiana. Entre os seus principais filmes, estão O Incrível Exército de Brancaleone (1966), Meus Caros Amigos (1975) e Quinteto Irreverente (1982). Em 1959, seu filme La Grande Guerra foi contemplado com o Leão de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Veneza, além de ter sido indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro daquele ano.

Nascido em Viareggio, província de Lucca, na Itália, Monicelli foi crítico cinematográfico entre os anos 30 e 40, período em que trabalhou em alguns poucos trabalhos, especialmente curtas-metragens. Em 1949, começou a desenvolver seus próprios trabalhos,  imprimindo o seu estilo marcante, por meio de uma narrativa simples, mas eficaz para o andamento de suas tramas. Ele optou por se consagrar com um estilo sem virtuosismos, valorizando a narrativa e concentrando-se no desenvolvimento de seus filmes. 

Diagnóstico sobre audiovisual na Bahia será apresentado em encontro

Redação


Será realizado nestas terça, 30, e quarta-feira, 1º de dezembro, o Seminário Economia do Audiovisual - Cultura da Convergência e Sustentabilidade, no Sebrae, em Salvador. O objetivo é reunir pesquisadores, empresários e gestores públicos para uma ampla discussão sobre a perspectiva econômica do audiovisual brasileiro e apontar novos caminhos para a sustentabilidade da atividade. Na ocasião, será apresentada a pesquisa inédita Diagnóstico da Rede Audiovisual da Bahia, do economista Paulo Miguez. 

O diagnóstico retrata a dinâmica produtiva do audiovisual na Bahia e deve servir de base para buscar novos caminhos para o desenvolvimento do segmento, reconhecendo-o como atividade complexa e sistêmica, na qual atuam artistas, artesãos, técnicos e agentes produtivos. A solicitação para o levantamento do diagnóstico partiu da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), promotora do Seminário, que conta com a parceria do Sebrae.

Ainda durante o encontro, será assinado um convênio entre a Ancine (Agência Nacional de Cinema) e o Irdeb (Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia) para a implantação do Programa Especial de Fomento – Imagens da Bahia. A iniciativa tem o objetivo de criar um novo mecanismo de apoio direto à atividade audiovisual no Estado. Conforme explica o diretor de Economia da Cultura da Secult, Eduardo Damasceno, o convênio vai possibilitar a captação de R$ 11 milhões em recursos para a produção audiovisual baiano em 2011. “Antes esse poder era exercido exclusivamente pela Ancine. Agora, o Irdeb poderá atuar, adequando a captação às necessidades locais”, diz.

Também no âmbito do Seminário, a Ancine ministrará workshops voltados ao público de realizadores e de gestores municipais de Cultura. Os encontros visam à capacitação desses profissionais para utilização do Fundo Setorial do Audiovisual. Serão abordados os mecanismos existentes para investimentos em projetos de produção e para implantação de complexos de cinema em cidades com mais de 20 mil e menos de 100 mil habitantes, que não disponham desse serviço.

Morre o diretor de O Império Contra-Ataca



Redação



Após a notícia da morte do comediante Leslie Nielsen, a sétima arte teve mais uma baixa nesta segunda-feira. Morreu o diretor Irvin Kreshnet, responsável pelo filme O Império Contra-Ataca (1980), da franquia Guerra nas Estrelas, além de outros blockbusters, como 007 Nunca Mais Outra Vez (1983) e Robcop 2 (1990).

Kreshner tinha 87 anos e, ao longo de sua carreira, dirigiu 24 filmes. Ele nasceu na Filadélfia, em 1923, e trabalhou com música e fotografia antes de começar sua trajetória no cinema. De acordo com informações divulgadas, o cineasta estava com a saúde frágil e morreu em sua própria casa, em Los Angeles. 

Morre o comediante Leslie Nielsen



Redação



O ator canadense Leslie Nielsen, conhecido pela sua veia cômica, morreu neste domingo, segundo informações divulgadas, por complicações devido a uma pneumonia. Nielsen tinha 84 anos.

O comediante ganhou fama nos anos 80, por conta de filmes como Apertem os Cintos: O Piloto Sumiu”! (1980) e Corra que a Polícia Vem Aí (1988), sendo que este último originou duas sequências. Chegou a trabalhar na produção de ficção científica O Planeta Proibido (1956) e no drama O Destino do Poseidon (1972).

Entretanto, foram os papéis cômicos que deram ao ator a fama mundial. Seu último papel foi no filme Corra que Tem Loucos Por Aí, em 2008.

Nascido na cidade de Regina, no Canadá, em 11 de fevereiro de 1926, Nielsen participou de mais de 100 filmes e programas de TV ao longo de sua carreira. 

sábado, 27 de novembro de 2010

Conflitos no Rio e Tropa de Elite: a popularização do Bope

Carlos Baumgarten



Pode até ser uma visão pessoal, mas a verdade é que, desde o primeiro Tropa de Elite, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) parece ter ganhado uma popularidade maior. Popularidade essa que pode até ser prejudicial, uma vez que muitos membros da nossa sociedade acreditam que o caminho para o fim da violência é a própria violência.

Quando Tropa de Elite foi lançado em 2007, o capitão Nascimento tornou-se uma referência para uma sociedade amedrontada e paranoica. A ideia de que “vagabundo comigo não tem vez” e que “tudo se resolve na base da tortura”, defendida em muitos níveis da nossa sociedade, foi revisada na sequência do filme de José Padilha.

O discurso ganhou um ar mais político e mais “humanista”, por assim dizer. Nascimento vira um tipo de super-herói do povo brasileiro e faz o que muita gente teria vontade de fazer, como, por exemplo, dar uns tabefes em um deputado corrupto. E, em meio a esses lamentáveis acontecimentos no Rio de Janeiro, que já estão completando uma semana, é inevitável fazer essa ligação com o filme de Padilha.

O Bope surge na televisão como uma personagem popular entre os brasileiros, respeitado como estrela de cinema e admirado como herói nacional. O discurso torna-se superficial, voltando ao primeiro filme, em 2007. Eu, particularmente, já ouvi gente falando que “considerar traficante pobre coitado é frescura. Tem que matar”. Pobre coitado ninguém quer ser, com certeza. Optar pelo crime é uma opção, sem dúvida. Mas seria uma opção consciente?

Sabemos que quem sustenta o tráfico, em grande parte, é a classe média alta, a polícia corrupta e os políticos que almejam o poder acima de tudo. Aliar os dois discursos dos Tropa 1 e 2 e entender o que representa a atual guerra civil que ocorre no Rio é rever uma série de valores da nossa sociedade.

Como publicado na Agência O Globo hoje, os conflitos no Rio deram um novo fôlego ao filme de Padilha. Mas precisamos entender o porquê: a popularização do Bope, a necessidade dos heróis fictícios ou entender essa lógica ilógica da violência pela violência? O cinema nos ajuda a refletir sobre o que se passa ao nosso redor, mesmo quando achamos que já debatemos tudo que podíamos debater.   

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Entrevista

Qual o seu tipo de filme: drama, romance ou NACIONAL?




Carlos Baumgarten
Fotos: Tatiana Takahashi

Com muito bom humor, a jovem roteirista e produtora, Bia Crespo, de 21 anos, lançou à luz dos holofotes uma discussão que, superficialmente, para muitos de nós, pode até passar despercebida. Porém, se formos ao fundo da questão, veremos que passa além de um simples “rótulo de prateleira” e já parte para um debate que envolve a valorização do nosso cinema.

Cena de Final Feliz.
Bia foi a responsável pelo roteiro do curta-metragem Final Feliz, projeto premiado no concurso Brasil em Cartaz, promovido pela Rede Cinemark. O curta foi dirigido por Dario Pato e se passa na fila de um cinema, quando um cliente xaveca a atendente da bilheteria. Na conversa, a atendente pergunta ao rapaz que tipo de filme ele gosta. Um dos gêneros citados por ele é “nacional”. Eis o grande cerne da questão.

Quando vamos às locadoras, por exemplo, acredito que em todo o País, vamos vasculhando: “lançamentos”, “drama”, “suspense”, “romance”, “comédia”, “NACIONAL”... Embora a produção tupiniquim desenvolva filmes dos mais diferentes gêneros, não importa a “rotulação”, eles sempre vão ser identificados como “NACIONAL”.

E é de forma bem-humorada que a roteirista e produtora Bia Crespo, juntamente com o diretor Dario Pato e toda a sua equipe, abordam essa questão em pouco menos de dois minutos. Bia, que é estudante do curso superior de Audiovisual da Escola de Comunicação e Artes da USP, concedeu ao Nicotina, Cafeína e Cinema esta entrevista, na qual abordamos a questão da valorização do cinema nacional.

Ele diz que gosta de filme "nacional".
Desde os 13 anos, Bia já sabia que queria trabalhar na área de audiovisual. “Foi um despertar muito simples: todos os meus amigos já falavam sobre alguma carreira que queriam seguir e eu não fazia ideia do que pretendia fazer no futuro. Minha mãe disse que eu deveria fazer algo que realmente gostasse. Eu disse que gostava muito de ir ao cinema e ela respondeu que talvez ‘fosse isso’”, lembra.

E não é a primeira vez que um trabalho desta jovem roteirista e produtora é contemplado no concurso da Cinemark. No ano passado, ela produziu o filme, “Menu”, dirigido pela Camila Luppi, vencedor do concurso promovido pela rede de cinemas. Quem quiser conferir esses e outros trabalhos de Bia Crespo, podem acessar a sua página do Vimeo: http://vimeo.com/biacrespo.

Ela diz que "nacional" não é gênero. 
Se ficou curioso para conferir Final Feliz, não perca tempo: clique aqui e veja o curta e confira aqui o making of. Para entrar em contato com a nossa entrevistada, escolha o Twitter (@wannabia) ou o Facebook (http://www.facebook.com/profile.php?id=100000019231334&v=info). E abaixo, sem mais delongas, confira a entrevista gentilmente concedida por Bia Crespo ao nosso blog:



Nicotina, Cafeína e Cinema - Apesar dos diversos gêneros do cinema nacional, nós, brasileiros, costumamos rotular a nossa produção como NACIONAL, ao invés de rotulá-los de acordo com os gêneros da prateleira. De que forma você aborda essa questão no seu projeto?

Bia Crespo - Eu tentei expor a questão de forma bem leve e cômica, sem parecer que realmente estava levantando uma discussão. É um diálogo simples entre uma vendedora de ingressos do cinema e um rapaz que tenta paquerá-la, mas acaba se dando mal, porque diz que gosta do gênero “nacional”, que ela alega não ser um gênero. É um filme de um minuto com uma piadinha, mas essa coisa de nacional não ser um gênero acaba ficando na cabeça das pessoas. Pelo menos, é isso que eu espero.

NCC - Na sua opinião, o que leva a população brasileira a generalizar a sua própria produção? Seria o imperialismo hollywoodiano ou uma questão cultural de não aceitar o que é da terra (como aqueles comentários: "nem parece que é filme brasileiro"!)?

BC - Eu acho que essa generalização vem de muito tempo atrás. Nos anos 70, diziam que todo filme brasileiro era filme de sacanagem. Desde o começo da década, estamos vivendo a época do “filme de favela”. Agora tá começando o tal do “sci-fé”, que traz uma onda de filmes sobre o espiritismo. O problema não é que todos os nossos filmes tratam do mesmo tema, e sim que nossos filmes que fazem sucesso tratam do mesmo tema. O Brasil tem uma produção cinematográfica razoável, mas só apresenta quatro ou cinco blockbusters por ano. Se um filme cai no gosto do público, logo surgem vários outros sobre a mesma coisa. Como a gente não tem uma indústria cinematográfica no Brasil, o jeito é ficar repetindo fórmulas que já deram certo. Os filmes que fogem desse “tema dominante” não entram no circuito comercial, mas eles sempre existiram.

NCC - Faltaria um pouco de firmeza dos nossos produtores com relação a essa questão?

BC - Não sei se a culpa é só dos produtores. Acho que é de todo mundo: produtores, roteiristas, diretores, distribuidores e exibidores. No Brasil, costumam existir só dois tipos de cineastas: aqueles que se consideram “artistas” e fazem filmes para um público específico e seleto e aqueles que só fazem filmes para mais de um milhão de espectadores e, portanto, nunca saem da mesma fórmula. Não existem filmes no meio-termo, aquele tipo de filme que você assiste, se sente bem, e depois esquece. Ou é um sucesso estrondoso, ou ninguém viu. É difícil ter uma variação de gêneros quando nossa produção é centralizada e quando os distribuidores não dão espaço para filmes de médio apelo.

NCC - Como estudante de audiovisual no Brasil, hoje, como você vê as possibilidades de mercado para vocês, novos realizadores?

BC - O mercado é bastante complicado para cineastas independentes. Enquanto fica cada vez mais fácil fazer um longa-metragem de baixo orçamento graças ao formato digital e ao barateamento das câmeras que filmam em full HD, a possibilidade de exibir o filme em algum cinema de prestígio ou de lançá-lo no mercado diminui brutalmente. Foi-se o tempo em que o jovem cineasta saía com a lata do filme embaixo do braço, batendo de porta em porta atrás de algum exibidor. Se o distribuidor e o exibidor não tiverem certeza de que seu filme será um sucesso de bilheteria, eles não vão lançá-lo. Eu acho que o melhor caminho pro cineasta independente hoje é a internet, seja para lançar o filme, seja para trilhar um caminho para as salas de cinema. O Esmir Filho, por exemplo, ficou famoso com a série “Tapa na Pantera” no YouTube e, uns dois ou três anos depois, conseguiu produzir e lançar um longa-metragem (“Os Famosos e Os Duendes da Morte”) no cinema, ainda que em circuito pequeno.

NCC - Fale um pouco do seu projeto Final Feliz. Detalhe um pouco a história. Você escreveu o roteiro, não foi?

BC - Sim, fui eu que escrevi. É uma história de um minuto que se passa na bilheteria de um cinema. Um rapaz quer ver um filme, mas não sabe qual. Então, a vendedora pergunta de que gêneros ele gosta. Ele acaba se dando mal quando fala “nacional”, porque a vendedora logo explica que nacional não é um gênero. O rapaz ainda tenta dar a volta por cima pedindo dois ingressos pra hora em que ela sair do trabalho. Mas a vendedora avisa que vai ao cinema com o namorado, que é o cara fortão da bombonière.

Bastidores de Final Feliz.

NCC - O que representa, pra você, a premiação do concurso Brasil em Cartaz? 

BC - Esse concurso é uma ótima oportunidade de aprendizado para estudantes de audiovisual. Não sei quando vamos ter a chance de trabalhar com um orçamento de R$ 30.000 de novo… É legal pra ter uma ideia de como funciona o mercado e ter que lidar com prazos, burocracias, fornecedores, etc. Pra mim, o melhor de tudo foi ver o filme no cinema e ouvir o público dando risada. Acho que essa é a melhor sensação que um roteirista pode ter! A maior parte do mérito por essas risadas vai pro Dario Pato, o diretor do filme. Eu costumo trabalhar com o Pato sempre que posso. Eu produzo e ele dirige. A gente tem ideias bem parecidas e ele é um excelente diretor. Fora isso, também gostei muito de ganhar carteirinha VIP pra assistir filmes de graça no Cinemark até o fim de 2011. Eu acho que todo estudante de cinema deveria ter direito a isso… A gente vai ao cinema mais de duas vezes por semana e, de certa forma, é estudo.

NCC - Pra você, qual seria o principal fator de desvalorização do cinema nacional? 

BC - O cinema nacional passou por trancos e barrancos ao longo da sua existência. Nos anos 60 e 70, quando nossa dramaturgia atingiu seu ápice, não tínhamos infraestrutura pra filmar e a maioria das falas tinha que ser dubladas. Nessa época, as pessoas iam ao cinema e não entendiam nada que os personagens estavam falando. Ainda assim, os nossos melhores filmes foram feitos entre essas duas décadas. Agora que trabalhamos com equipamentos de última geração e nossos cinemas são excelentes, não fazemos mais dramaturgia de alta qualidade. E isso não é específico do cinema. A TV também está desvalorizada. Pra mim, o maior problema é que não inventamos mais histórias boas e, se inventamos, não sabemos contá-las.

NCC - A falta de espaço para produções menores acaba dificultando a projeção de novos projetos no Brasil. Você acha que o cinema brasileiro, hoje, está "preso" à "grandes produções"?

BC - Essa discussão é bastante complicada. A utopia do entretenimento é unir qualidade à rentabilidade, mas isso raramente acontece e vem acontecendo cada vez menos. Se fazem filmes que parecem novelas da Globo, é porque o público gosta e paga pra ver. Não acho isso errado. Muito pelo contrário. Acho que nossa maior capacidade audiovisual está justamente nas novelas. Elas já foram bem melhores, mas ainda têm muita força. Se a novela dá 40, 50 pontos de audiência, por que não repetir a história no cinema? Por que não usar aquele ator ou aquela atriz para atrair o público? Brasileiro gosta de novela. Eu também gosto! É parte da nossa cultura. Apesar disso, deveria mesmo haver mais espaço para produções menores. É só com esse tipo de produção mais livre de fórmulas e menos comercial que o cinema consegue evoluir como arte, mas não acho que os filmes comerciais estejam tirando o espaço dos filmes mais artísticos. O público é diferente. Pra mim, difícil mesmo é acertar o ponto. Por exemplo: Tropa de Elite 2 está para se tornar a maior bilheteria da história do cinema nacional e, na minha opinião, não tem nada de mais. É um filme de ação. Se fosse americano, seria um daqueles filmes que a gente vai ver num sábado à tarde, depois do almoço. Agora, Saneamento Básico – O Filme, também com o Wagner Moura (e outros atores Globais), é uma comédia ótima, com roteiro inteligente, totalmente acessível ao grande público e foi vista por apenas 190 mil pessoas.

NCC - Como você avalia a sétima arte no Brasil, hoje? 

BC - Um dos maiores problemas, na minha opinião, é que os cineastas brasileiros não têm visão prática. A maioria dos estudantes de cinema não assiste TV, não acompanha novela, não sabe quais são as febres pré-adolescentes do momento. Esse distanciamento acaba gerando uma alienação que é muito séria. O cineasta quer ser “artista”, quer mostrar sua visão do mundo sem se “contaminar” pela massa. Isso é meio anos 60, sabe? Hoje em dia, o cinema é muito mais comunicação do que arte. E, como comunicacadores, nossa missão é saber exatamente o que o público está pedindo. Temos que expressar nossa visão de mundo de modo que o público seja capaz de absorver essa ideia, e não mantendo um distanciamento elitista. Não precisa fazer novela no cinema, mas também não precisa fazer filme de arte o tempo todo.

NCC - Você acha que o cinema deve ser regionalizado, ou tratado como linguagem universal, o que, como toda obra de arte, o é?

BC - Essa pergunta é bastante difícil. Eu não tenho muito conhecimento sobre cinema de outros Estados, mas imagino que sejam filmes bem voltados para o público interno mesmo, já que não chegam ao Sudeste. Sim, sou a favor da universalidade dos temas, mas acho que isso pode ser feito usando uma região de forte influência cultural como parte da história. “O Auto da Compadecida”, por exemplo, faz parte daquela onda do “nordestino fantástico” e foi sucesso no Brasil inteiro. Era uma produção bem moderna, com câmera rápida e temas que podem ser assimilados por pessoas de qualquer lugar do mundo (pobreza, crime, redenção, fé, dupla de personagens atrapalhados). É como algumas novelas mais antigas (“Roque Santeiro”, “O Bem Amado”, “A Indomada”), que se passam no Nordeste e falam de política e temas que estavam em voga na época. Sim, tanto o filme quanto as novelas são produções do Sudeste com cenário no Nordeste. Então, não sei dizer se esse aspecto universal vem das grandes capitais do País. Acho que o Rio e São Paulo, e principalmente São Paulo, conseguem falar de temas mais abrangentes porque não têm uma identidade cultural tão forte quanto o Nordeste ou o Sul, por exemplo.

NCC - E quais são os seus planos para o futuro?

BC - Ano que vem tenho que apresentar um projeto de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e estou desenvolvendo com mais duas colegas um projeto de longa-metragem. Nunca fizeram um longa de TCC, mas acho que está mais do que na hora. Tenho alguns colegas que vão rodar um western em julho do ano que vem, e, no Rio e no Ceará, os universitários estão produzindo filmes bem legais (“Apenas o Fim”, longa do pessoal da PUC-RIO, por exemplo). Não gosto do formato de curta-metragem. Acho que é bem útil pro aprendizado, mas não tem nenhuma vida comercial. Não estou interessada em ganhar prêmios em festivais. Quero que meu filme seja visto! Fora que as pessoas não têm o hábito de ver curtas-metragens de 10 a 20 minutos. Ou elas assistem filmes de até 3 minutos no YouTube, ou elas sentam para assistir um longa. O ambiente da Universidade é um dos mais propícios para fazer um longa-metragem, já que temos equipamentos e infraestrutura de graça. Nossa ideia é fazer um filme que fale um pouco sobre nossa geração (a “Geração Y”, como dizem). Então, todos os protagonistas serão universitários de 20 a 25 anos. Eles estão tentando assassinar um político famoso. Por enquanto, estamos desenvolvendo o projeto, mas assim que tiver um argumento fechado eu volto aqui pra falar mais sobre o filme, pode ser?

NCCCom certeza!

BC - Foi um grande prazer dar essa entrevista! Quem quiser entrar em contato comigo, pode me adicionar no Twitter (@wannabia) ou no Facebook (http://www.facebook.com/profile.php?id=100000019231334&v=info).

Equipe de Final Feliz. Nossa entrevistada, Bia Crespo, está entre eles. Se você
ficou curioso pra saber quem é, visita a página dela no Vimeo.